Palavras de Salvação. Seja bem-vindo!


24/01/2012


O Caráter cristão – 19.

A Natureza do amor ágape.

Continuação do post anterior.

Segundo a descrição que o apóstolo Paulo fez a pessoa que é dotada do amor ágape revelará as seguintes características:

1. A pessoa que tem amor é paciente. Este é um amor paciente, um amor que espera; que permanece tranqüilo. O amor paciente jamais perde a esperança. Este é o amor de uma pessoa que cuida ternamente de um ente querido enfermo ou idoso, mês após mês, ano após ano. É o amor de um cônjuge que evangeliza o outro companheiro e ora por sua salvação constantemente. É o amor demonstrado pelo pai do filho pródigo, o qual só retornou à casa, depois de estragar a sua vida e gastar toda a sua herança. Veja em Lucas 15.20: “Então saiu dali e voltou para a casa do pai. - Quando o rapaz ainda estava longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou”. - NTLH.

2. A pessoa que tem amor é gentil. Certo autor chamou esse amor gentil de amor ativo. Grande parte da vida de Cristo foi gasta fazendo Ele o bem. Um outro autor declarou: “a maior coisa que um homem pode fazer por seu Pai celeste é mostrar-se gentil com outro dos seus filhos”. Se você ama a alguém, então, naturalmente, haverá de querer agradar a esse alguém. Nós fazemos assim através de nossos atos gentis. A tarefa mais braçal, a função mais desagradável, torna-se experiências satisfatórias quando feitas com amor a alguém.

3. A pessoa que tem amor não tem inveja de seu próximo. Uma pessoa amorosa não tem inveja do sucesso de outrem. Antes ela regozija-se quando acontecem coisas boas a seus cooperadores, a seus irmãos na fé, ou mesmo aos seus inimigos. Também não cobiça aquilo que pertence ao próximo. Veja em Êxodo 20.17: “—Não cobice a casa de outro homem. Não cobice a sua mulher, os seus escravos, o seu gado, os seus jumentos ou qualquer outra coisa que seja dele.” – NTLH .

4. A pessoa que tem amor ágape não se jacta e nem se orgulha. Henry Drummond afirmou que a humildade consiste em por um selo em nossos lábios, esquecendo-nos do que fazemos. “Depois que tiverdes sido gentil, depois que o amor tiver sido manifestado ao mundo e realizado sua bela obra, volta às sombras e nada digas a respeito”.

5. A pessoa que tem um amor como o de Cristo não é rude. Há uma tradução da Bíblia que diz: ”O amor não se porta com rudeza” (1 Coríntios 13.5). É natural, para a pessoa que ama mostrar-se cortês, demonstrar consideração pelas outras pessoas. E ela também não busca atrair a atenção para si mesma.

6. A pessoa que tem amor é altruísta. Ele não busca somente os seus interesses, mas desiste alegremente de seus direitos. Ensinou Jesus: “mais bem-aventurado é dar do que receber” (Atos 20.35). E Ele também ensinou aos seus discípulos: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Marcos 9.35).

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 21h37
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10/01/2012


O Caráter Cristão – 18.

 O Amor e os Dons Espirituais.

Continuação do post anterior.

O décimo terceiro capítulo de 1 Coríntios ensina-nos mais a respeito do fruto do Espírito. Como exposição do amor cristão, esse capítulo não tem paralelo na Bíblia, porque define tanto o que é amor como o que não é.

É extremamente apropriado que esse capítulo, que descreve o principal aspecto do fruto do Espírito, apareça entre os dois principais capítulos que tratam dos dons espirituais – 1 Coríntios 12 e 1 Coríntios 14. O apóstolo Paulo, sem dúvida, queria mostrar que deve haver um equilíbrio entre o nosso serviço cristão (os dons) e a nossa vida cristã (o fruto). Em 1 Coríntios 14.1, somos encorajados a buscar os dons do Espírito, mas isso sem ignorar o papel primário do fruto do Espírito: Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais...” Visto que os dons espirituais estão ligados ao nosso serviço cristão e que o fruto do Espírito está vinculado à nossa vida espiritual, é claro que uma coisa não existe para substituir a outra.

Há pessoas que fazem parte do povo de Deus e que manifestam admiráveis dons espirituais, entretanto não exibem o fruto do Espírito. Assim sendo por sua vida não parecer com a de Cristo elas tendem a cair no descrédito quanto ao exercício dos dons espirituais.

Há outros crentes que se inclinam para o extremo oposto: eles procuram manter uma vida imaculada diante da igreja e do mundo, dotados de um caráter parecido com o de Cristo; no entanto, deixam de buscar os dons espirituais. Os dons do Espírito são sobrenaturais na sua operação. São concedidos pelo Espírito Santo à igreja, a fim de edificá-la e glorificar a Deus. Sem o exercício dos dons espirituais, falta poder ao crente, que lhe é necessário para edificar os irmãos e prover um melhor desenvolvimento espiritual. Os dons do Espírito e o fruto do Espírito deveriam caminhar de mãos dadas, bem equilibrados na vida dos crentes. O fruto do Espírito ao ser produzido na vida de uma pessoa, deveria resultar no exercício dos dons espirituais por essa pessoa.

Esse equilíbrio é indicado mediante a lista dos nove dons do Espírito, em 1 Coríntios 12.8-11, e pelos nove aspectos do fruto do Espírito, em Gálatas 5.22,23. Além disso o grande capítulo sobre o amor (1 Coríntios 13) aparece entre os dois capítulos que tratam sobre os dons espirituais, fazendo parte integrante do assunto.

Deve haver um equilíbrio entre os dons e os aspectos do fruto do Espírito. Em 2 Timóteo 1.7: “ Pois o Espírito que Deus nos deu não nos torna medrosos; pelo contrário, o Espírito nos enche de poder e de amor e nos torna prudentes.” - NTLH, a relação entre o amor, o poder e a auto disciplina é claramente afirmada. Não devemos ser tímidos em nosso ministério, mas devemos depender do poder do Espírito Santo, para que o nosso ministério seja eficaz. Além disso devemos servir impelidos pelo amor. Estamos sujeitos à tentação de nos orgulharmos quando vemos uma demonstração do poder de Deus operando em nós. Porém, um genuíno amor a Deus e ao próximo nos conscientiza do fato de que esse poder de Deus visa glorificar exclusivamente a Ele, além de capacitar-nos a servir uns aos outros.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 13h54
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26/12/2011


O Caráter Cristão – 17.

 

O amor para comigo mesmo – A Dimensão Interior.

Continuação do post anterior.

Esse não é um amor egoísta, que busca somente os seus próprios interesses. Mas, é um amor abnegado, capaz de reconhecer que a maior felicidade pessoal e satisfação, encontram-se na obediência a Jesus Cristo e na devoção a Ele.

Quando Jesus Cristo disse que devemos amar ao próximo como amamos a nós mesmos, Ele reconheceu que, para nós é natural considerarmos, em primeiro lugar a nossa própria necessidade de alimentação, de abrigo, de companheirismo, de libertação da dor e de todas as demais necessidades da vida. Se eu cortar um dedo, a minha tendência natural será cuidar do corte, para que cesse de doer.

O amor ágape leva-nos a nos preocupar com o nosso próprio eu espiritual, a buscar primeiramente o reino de Deus e a Sua justiça, porque então reconhecemos que a nossa vida eterna é muito mais importante que a nossa vida nesse mundo. O crente que ama a si mesmo com amor ágape, não somente cuidará de suas necessidades pessoais, relativas à saúde física, a educação, a uma carreira profissional, aos amigos e a outras coisas semelhantes, como também permitirá que o Espírito Santo desenvolva a sua natureza espiritual, através do estudo da Palavra de Deus, da oração, da comunhão com outros crentes. Ele desejará que o fruto de Espírito manifeste-se em sua vida, moldando-o a cada dia para que cada vez mais se pareça com Cristo.

Algumas pessoas sentem dificuldades em amar a si mesmas, por causa dos erros passados que cometeram. Tais pessoas deixam-se levar por sentimentos de culpa e de auto condenação. Porém o amor ágape, que flui de Cristo provê um completo perdão para todo pecado que tivermos cometido. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1). Maravilhosa garantia! Podemos ver a nós mesmos conforme Cristo nos vê, purificados de todo o pecado, limpos pelo seu precioso sangue, dotados de uma nova natureza, que nos foi proporcionada pelo Seu Santo Espírito. Podemos amar o que temos nos tornado, por meio da Sua graça, e assim transferir esse amor a outras pessoas.

Cada uma dessas três dimensões do amor depende das outras duas dimensões. Ninguém pode amar ao próximo, sem também amar a Deus. Se você desprezar o próximo significa que você não ama a Deus. Se você odiar a si mesmo, então não poderá demonstrar o devido interesse pelas necessidades de seus semelhantes, visto que nem ao menos se interessa pelas suas próprias necessidades.

Se não aprendermos a exercer o amor ágape da parte do Espírito Santo, então acabaremos amando coisas erradas. Diz o trecho de Efésios 5.10: ... provando sempre o que é agradável ao Senhor”. Como é que podemos descobrir o que agrada ao Senhor? Através do Espírito Santo! Sem Ele, o indivíduo acaba apreciando mais a glória que vem dos homens do que a glória que vem de Deus. Veja João 12.43: “ porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” - RA; ou passa a amar os lugares mais importantes. Veja Lucas 11.43; “Ai de vós, fariseus! Porque gostais da primeira cadeira nas sinagogas e das saudações nas praças.” - RA: ou amar as trevas , ao invés de amar a luz. Veja João 3.19: “ O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” - RA; ou amar a família mais do que a Jesus. Veja Mateus 10.37: “ Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;” - RA.

A pessoa que dá a Jesus o primeiro lugar na sua vida, descobrirá que, por causa do amor ágape, o amor que ele tem por seus familiares tornar-se á mais intenso e puro.

Eu deveria ver-me através dos olhos de Jesus, reconhecendo que fui criado à Sua imagem e que sou digno de fazer parte de Sua família através de Sua graça. Posso encontrar minha auto suficiência agradando a Ele.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 17h01
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13/12/2011


O Caráter Cristão - 16.

 Continuação do post anterior.

 A Dimensão Horizontal do Amor.

Jamais poderemos amar ao próximo com o amor ágape, enquanto não amarmos, primeiramente a Deus. É quando o Espírito Santo produz em nós o fruto do Espírito que ficamos capacitados a cumprir o segundo maior mandamento da lei: “ O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:39 RA).

O apóstolo João ressaltou a importância do amor ágape, para com as outras pessoas, quando escreveu: “ Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1 João 4:7,8,12,20 RA).

Quando Jesus exortou certo doutor da lei a amar a Deus e ao próximo dizendo: “...faze isto e viverás”, o homem retrucou: “Quem é o meu próximo?” Você poderá ler a resposta de Jesus lendo o trecho de Lucas 10.30-37. De acordo com esse trecho, entre o sacerdote, o levita e o samaritano, foi o samaritano quem demonstrou o amor ágape, E o seu próximo é todo aquele que necessita de misericórdia.

O amor ágape capacita-nos a amar até os nossos inimigos. Leia a passagem de Lucas 6.27-36. Nessa passagem Jesus nos ensina que devemos ser misericordiosos para com todos, na mesma medida em que Deus é misericordioso conosco; que devemos ser gentis para com as outras pessoas, mesmo que você saiba que elas não o tratarão com gentileza;e que devemos considerar as necessidades alheias como mais importantes do que as nossas próprias necessidades.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 21h59
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02/12/2011


O Caráter Cristão – 15.

 Continuação do post anterior.

Lemos em Lucas 10.27: . “ O homem respondeu: —“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.”” - NTLH. Esse é o amor ágape. O amor ágape é o amor que se manifestou na vida de Jesus e que tem três dimensões:

O amor para com Deus – a dimensão vertical – Amar a Deus é o nosso maior dever e privilégio. Devemos amá-lo de todo o nosso coração, alma, forças e mentalidade! A palavra coração como é usada na Bíblia, não se refere ao órgão físico que bombeia o sangue por todo o nosso organismo. Mas. refere-se ao nosso ser interior, que envolve até a nossa alma e o nosso espírito. Portanto devemos amar a Deus com toda a potencialidade da nossa mente, intelecto, vontade, forças e emoções.

Quando amamos a Deus com amor ágape, que é um dos aspectos do fruto do Espírito, também amamos tudo quanto pertence a Ele. Amamos a Sua Palavra, os Seus filhos, a Sua obra e a Sua Igreja. Amamos as ovelhas perdidas e nos dispomos a sofrer por amor a elas, para resgatá-las. “ Pois ele tem dado a vocês o privilégio de servir a Cristo, não somente crendo nele, mas também sofrendo por ele.” (Filipenses 1.29 NTLH). Quando sofremos por causa de Cristo, aceitamos de bom grado a perseguição, afim de glorificarmos a Ele e revelarmos o Seu amor aos homens. E quando sofremos com Cristo, sentimos o que Ele sentiu acerca do pecado e dos pecadores, conforme descrito em Marcos 9.36: “ Quando Jesus viu a multidão, ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor.” (Mateus 9.36 NTLH).

Aprendemos a amar com o amor ágape, através do exemplo deixado por Jesus. Esse é o tipo de amor que Jesus viveu e ensinou. Jesus declarou: “ —A pessoa que aceita e obedece aos meus mandamentos prova que me ama. E a pessoa que me ama será amada pelo meu Pai, e eu também a amarei e lhe mostrarei quem sou.” (João 14.21 NTLH). O amor que Jesus tem por nós é de difícil compreensão. Veja em Efésios 3.17-19 como o apóstolo Paulo se refere a isso: “ Peço também que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês. E oro para que vocês tenham raízes e alicerces no amor, para que assim, junto com todo o povo de Deus, vocês possam compreender o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade. Sim, embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-lo, para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a Sua natureza.” - NTLH.

A grande prova de que você tem amor ágape por Deus é a obediência. Jesus disse: “ ... —Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos.” (João 14.15 NTLH); “ Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama...” (João 14:21 RA); “ ...Se alguém me ama, guardará a minha palavra... Quem não me ama não guarda as minhas palavras...” (João 14:23-24 RA). Nesse mesmo capítulo Jesus disse que enviaria o Espírito Santo para ensinar-nos todas as coisas e fazer-nos lembrar de tudo que o Senhor Jesus havia ensinado. O Espírito Santo, revela o amor que Deus nos tem afim de podermos conhecê-lo melhor. Conhecê-lo melhor é amá-lO mais profundamente.

Deus quer que o amemos ao máximo da potencialidade do nosso coração, alma, forças e mentalidade. Demonstramos o nosso amor para com Deus através da nossa obediência aos Seus mandamentos. Amar como Cristo amou significa estarmos dispostos a sofrer por amor a Ele. O conhecimento e a compreensão da Palavra de Deus devem ter o apoio do amor, se quisermos ter a plenitude de Deus em nós.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 21h58
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16/11/2011


O Caráter Cristão – 14.

Amor: O Fruto Excelente.

Continuação do post anterior.

A Bíblia começa a sua descrição sobre o fruto do Espírito mencionando o Amor. Veja em Gálatas 5.22: “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade,” - NTLH. O amor aparece em primeiro lugar porque nenhum outro aspecto do fruto do Espírito é possível sem o amor.

O amor em sua expressão maior é personificado em Deus. A mais concisa e melhor definição de amor é Deus, pois Deus é Amor. O amor de Deus foi revelado ao mundo por Seu Filho, Jesus Cristo. Veja Romanos 5.8: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. - RA; veja também João 13.1: “Faltava somente um dia para a Festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a hora de deixar este mundo e ir para o Pai. Ele sempre havia amado os Seus que estavam neste mundo e os amou até o fim.” - NTLH.

Jesus quer que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou. Veja João 15.12: “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” - RA. Isso é impossível para nós se contarmos somente com o amor humano. Porém quando o Espírito Santo desenvolve em nós um caráter parecido com o de Cristo, então aprendemos a amar como Ele amou.

O Amor é a dimensão mais importante do fruto do Espírito. Jesus não deixou dúvida alguma quanto a isso, quando disse a Seus discípulos: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” (João 13.35 RA).

Mas, Jesus estava falando sobre que tipo de amor? Existem pelo menos três tipos de amor:

1. O Amor Ágape. Ágape é uma palavra grega que significa “amor altruísta”, “amor profundo e constante”, o amor que não espera retribuição – é aquele amor que Deus tem pela humanidade. Esse amor divino aparece em João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” - RA. Esse perfeito e incomparável amor abrange nossas mentes, nossas emoções, nossos sentimentos, nossos pensamentos, enfim, todo o nosso ser.

Esse é o tipo de amor que o Espírito Santo deseja manifestar em nossas vidas, quando nos entregamos totalmente a Deus. Esse é um amor que nos leva a amá-Lo e a obedecer a Sua palavra. Esse bendito amor flui de Deus para nós e volta para Ele em forma de louvor, obediência, adoração e serviço fiel.  “Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 João 4.19 RA). Esse é o amor que Jesus demonstrou a cada passo. Esse é o amor ágape, o amor descrito no décimo - terceiro capítulo de 1 Coríntios.

2. Amor fileo (fraternal). Conforme vemos em 2 Pedro 1.7 há um segundo tipo de amor, chamado amor fraternal ou amizade fraternal. Trata-se de amizade, um afeto humano, limitado. Amamos quando somos amados. Veja Lucas 6.32: “Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam.” - RA. O amor fraternal ou amizade é essencial nas relações humanas. Porém é de qualidade inferior ao amor ágape, porquanto depende de uma relação recíproca.

3. O amor eros (físico). É um outro aspecto do amor humano. Pouco utilizado na Bíblia. Somente em algumas passagens do livro “Cantares de Salomão” quando se refere ao amor conjugal. Esse é o amor físico que tem origem nos nossos sentidos, instintos e paixões. É um importante aspecto do amor entre marido e mulher. Porém, como está alicerçado sobre aquilo que a pessoa vê e sente, esse tipo de amor pode ser egoísta, temporário e superficial. Em seu aspecto negativo torna-se concupiscência.

O maior desses tipos de amor é o amor ágape – o amor divino, que se manifestou na vida de Jesus. Esse amor tem três dimensões: (1) A dimensão vertical - o amor para com Deus; (2) A dimensão horizontal - O amor para com os nossos semelhantes; e (3) A dimensão interior – o amor para conosco mesmos.

Continua no Próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 15h47
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28/10/2011


O Caráter Cristão – 13.

Um Caminho mais Excelente.

Continuação do post anterior.

Superficialmente, pode ser difícil distinguir entre uma pessoa que é realmente parecida com Cristo e outra que externamente se parece com um crente. Tais pessoas podem até mesmo se comportar de modo idêntico, como, por exemplo, manifestarem dons espirituais; mas, o verdadeiro teste tem lugar quando o caráter interno do indivíduo se manifesta em sua vida diária. Jesus esclareceu que os Seus verdadeiros discípulos são reconhecidos pela qualidade do amor que demonstram ter uns pelos outros.

O fruto do Espírito, portanto, reveste-se de capital importância em nossas vidas. Os cristãos que viviam em Corinto, no tempo em que o Novo Testamento foi escrito, exerciam os nove dons do Espírito. Entretanto faltava-lhes o fruto do Espírito – porque competiam uns com os outros. Veja em 1 Coríntios 11.17,18: “Nas instruções que agora vou dar a vocês, eu não posso elogiá-los, pois as suas reuniões de adoração fazem mais mal do que bem. Para começar, me contaram que nessas reuniões há grupos de pessoas que estão brigando, e eu creio que em parte isso é verdade.” - NTLH;

Apelavam para os Tribunais de Justiça acusando uns aos outros diante dos incrédulos. Veja em 1 Coríntios 6.1-3: “Quando algum de vocês tem uma queixa contra um irmão na fé, como se atreve a pedir justiça a juízes pagãos, em vez de pedir ao povo de Deus que resolva o caso? Será que vocês não sabem que o povo de Deus julgará o mundo? Então, se vocês vão julgar o mundo, será que não são capazes de julgar essas coisas pequenas? Por acaso vocês não sabem que nós julgaremos até mesmo os anjos? Muito mais, então, devemos julgar as coisas desta vida!” – NTLH;

E alguns deles estavam vivendo em imoralidade. Veja em 1 Coríntios 5.1,2: “Agora estão dizendo que há entre vocês uma imoralidade sexual tão grande, que nem mesmo os pagãos seriam capazes de praticar. Fiquei sabendo que certo homem está tendo relações com a própria madrasta! Como é que vocês podem estar tão orgulhosos? Pelo contrário, vocês deviam ficar muito tristes e expulsar do meio de vocês quem está fazendo uma coisa dessas.” - NTLH.

Outros, por ocasião da celebração da Santa Ceia, ficavam embriagados. Veja em 1 Coríntios 11.20.21: “Quando vocês se reúnem, não é a Ceia do Senhor que vocês comem. Pois, na hora de comer, cada um trata de tomar a sua própria refeição. E assim, enquanto uns ficam com fome, outros chegam até a ficar bêbados.” - NTLH.

O apóstolo Paulo queria que eles conhecessem o Espírito Santo no seu poder capacitador o qual lhes dera dons para a edificação da Igreja. Mais do que isso, ainda, ele queria que eles conhecessem o Espírito no seu poder santificador, o qual poderia transformar o caráter deles, tornando-os parecidos com Jesus.

Paulo encorajou os crentes de Corinto a buscarem com zelo os dons do Espírito; mas concluiu afirmando: “Por isso se esforcem para ter os melhores dons. Porém eu vou mostrar a vocês o caminho que é o melhor de todos.” (1 Coríntios 12:31 NTLH). O caminho melhor de todos é o amor, o amor de Deus conforme expresso e descrito no Capítulo 13 de 1 Coríntios. Ali aprendemos que os dons um dia cessarão, mas que o amor permanecerá para sempre. O fruto do Espírito compõe-se de várias qualidades de caráter, embora essas qualidades formem um único fruto. Isso contrasta com os dons espirituais. Existem vários dons e o Espírito Santo os distribui aos indivíduos, de acordo com a Sua soberana vontade. Entretanto o fruto do Espírito não pode ser separado - é um único produto, uma única coisa. Esse fruto pode ser resumido na palavra amor.

A manifestação dos dons espirituais é mais eficaz quando é acompanhada pela expressão do caráter de Cristo na vida diária do crente. Demonstrar amor é mais importante do que exercer os dons espirituais. Os dons são uma manifestação externa, ao passo que o fruto é uma qualidade interna do caráter.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!  

Escrito por homota às 13h52
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11/10/2011


O Caráter Cristão – 12.

Uma Colheita Abundante, continuação.

Continuação do post anterior.

2. Procurando ter comunhão com outros crentes. Todo agricultor prefere agrupar as plantas de conformidade com os frutos que elas produzem. Assim todas as parreiras deveriam estar plantadas juntas, como também o trigo deve ser plantado com as demais plantas da mesma espécie, e assim por diante. Isso ajuda no cultivo e na colheita da plantação. Mediante a comunhão com outros crentes, você poderá ser encorajado a viver a vida cristã e também poderá encorajar a outros crentes. Os primeiros cristãos tinham comunhão uns com os outros, todos os dias. Veja em Atos 2.46: “Todos os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão e participavam das refeições com alegria e humildade.” - NTLH. Por isso, suas vidas foram testemunhos poderosos em favor do evangelho, fazendo com que aqueles que entravam em contato com eles ficassem sedentos pela salvação. E havia uma colheita diária de almas, conforme o Senhor ia acrescentando a igreja, aqueles que iam sendo salvos. Veja em Atos 2.47: “Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.” - NTLH.

3. Aceitando o ministério de obreiros piedosos. Deus usa líderes cristãos para alimentar e nutrir o seu povo. O trecho de Efésios 4.11-13 frisa que o propósito dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres na Igreja, é edificar o povo de Deus, afim de que todos amadureçam espiritualmente. A mesma verdade é expressa em 1 Coríntios 3.6, onde o apóstolo Paulo fala dos diferentes papéis que ele e Apolo desempenhavam, para ajudar os crentes de Corinto. Leia: “Eu plantei, e Apolo regou a planta, mas foi Deus quem a fez crescer.” - NTLH. À medida que os crentes aceitam e aplicam os ensinamentos que Deus dá, através dos líderes por Ele chamados, eles vão se tornando cada vez mais frutíferos, espiritualmente falando.

4. Exercendo vigilância e proteção. Sempre haverá perigos ameaçando as plantas. Uma planta saudável é mais capaz de proteger-se desses perigos e de corresponder à vigilância exercida pelo agricultor. O crente precisa ter cuidado com as coisas que podem destruir a sua vida espiritual. Maus hábitos, atitudes erradas, más companhias, pensamentos deletérios e os desejos indignos devem todos ser considerados como graves ameaças ao nosso desenvolvimento espiritual.

Quando o povo de Deus entrou na Terra Prometida, o dever deles era destruir as nações ímpias que viviam ali. Esse era o verdadeiro plano de Deus. Mas Israel não agiu dessa maneira. Como resultado dessa falha, os israelitas deixaram se enveredar pelos maus caminhos daquelas nações. Veja Salmo 106.34-36: “Eles não mataram os pagãos como o SENHOR Deus tinha mandado, mas casaram com aquela gente e imitaram os seus costumes pagãos. O povo de Deus adorou ídolos e por causa disso foi destruído.” - NTLH. A experiência deles nos serve de advertência. Devemos cuidar para que nem permaneçam e nem sejam formados hábitos e atitudes ímpias em nós. O trecho de Hebreus 12.15 avisa-nos para não permitirmos que qualquer raiz de amargura desenvolva-se em nós. Tal como os espinhos descritos por Jesus na parábola do semeador (Veja Lucas 8.14: “ As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem.” - NTLH); os hábitos e as atitudes erradas podem nos impedir que nos tornemos o tipo de pessoa que Deus quer que sejamos.

Você precisa saber também que satanás procurará opor-se, para impedir você de se entregar à direção do Espírito Santo. Ele não quer que você faça de Cristo o único e supremo Senhor da sua vida.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Continua no próximo post

Escrito por homota às 16h28
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24/09/2011


O Caráter Cristão – 11.

Continuação do post anterior

Uma colheita abundante.

Se alguém quiser que as árvores frutíferas produzam bem, é necessário cuidar bem delas. O mesmo princípio aplica-se à vida espiritual. Examinemos algumas maneiras pelas quais podemos ajudar a conseguir uma abundante colheita de fruto espiritual em suas vidas. Depois de havermos recebido o Espírito Santo como nosso constante Companheiro, é mister que cooperemos com Ele, para que Ele produza em nós o fruto espiritual. Há várias maneiras pelas quais podemos fazer isso:

1. Cultivando a comunhão com Deus. Cultivar significa encorajar, preparar para o crescimento. Muito antes das primeiras flores aparecerem, ou de serem vistos os sinais que preanunciam o fruto, muita coisa precisa ser feita para preparar a planta para o fruto esperado. O agricultor cuida ternamente da planta, para que a mesma se torne mais produtiva. Esse processo de cuidado terno é o cultivo. É mediante o nosso relacionamento com Deus, através de uma constante comunhão, que as nossas vidas são transformadas e se desenvolvem até a fruição.

Como filho de Deus que é você desfruta de uma bendita comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo. Veja em 1 Coríntios 1.9: “Deus é fiel e chamou vocês para que vivam em união com o seu Filho Jesus Cristo, o nosso Senhor.” - NTLH; em 2 Coríntios 13.14: “Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês!” - NTLH; e em 1 João 1.3: “Contamos a vocês o que vimos e ouvimos para que vocês estejam unidos conosco, assim como nós estamos unidos com o Pai e com Jesus Cristo, o seu Filho.” - NTLH. Você poderá cultivar essa comunhão passando tempo na presença de Deus, e em oração. E também poderá cultivá-la mediante a obediência à Palavra de Deus.

Quando Jesus ensinou seus discípulos a respeito do fruto espiritual, Ele lhes recomendou que deixassem Suas palavras permanecerem neles. Veja em João 15.7: “Se vocês ficarem unidos comigo, e as minhas palavras continuarem em vocês, vocês receberão tudo o que pedirem.” - NTLH. E também disse que eles deveriam permanecer no Seu amor, continuando a obedecer aos Seus mandamentos, mas, especialmente, o Seu mandamento de nos amarmos uns aos outros. Veja João 15.9,10: “Assim como o meu Pai me ama, eu amo vocês; portanto, continuem unidos comigo por meio do meu amor por vocês. Se obedecerem aos meus mandamentos, eu continuarei amando vocês, assim como eu obedeço aos mandamentos do meu Pai e ele continua a me amar.” – NTLH. Portanto, a sua obediência à Palavra de Deus produzirá idêntico resultado em sua vida, a qual se tornará frutífera, pelo seu relacionamento com Ele.

Continua no próximo post

Uma colheita abundante.

 

Escrito por homota às 13h57
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07/09/2011


O Caráter Cristão - 10.

O propósito da criação do fruto espiritual.

Continuação do post anterior

Existem três aspectos no Propósito da produção do fruto espiritual, que tem a ver com a expressão, com o discipulado e com a glória.

1. A produção do fruto espiritual é uma expressão da vida de Cristo. Cada fruto é uma expressão da vida da planta de onde ela provém. Do mesmo modo, na qualidade de membros do corpo de Cristo, deveria haver naturalmente uma expressão da plena beleza do caráter de Cristo em nós.

Com que propósito você existe? Deus o salvou simplesmente para que você freqüente a igreja durante algumas poucas horas por semana? Não! Você existe para viver e externar os ensinamentos que receber revelando Cristo a este mundo pecaminoso e perdido. As pessoas precisam ver a Cristo através da vida dos crentes. Quando as pessoas descobrem que somos crentes, talvez sejamos a única “Bíblia” que muitos deles conseguirão “ler”.

Uma vida dedicada a Cristo exprime diante de outras pessoas o tipo de amor que Deus tem por elas. Quando tenho Cristo em minha vida, meus ouvidos ouvem os clamores dessas pessoas, meus olhos vêem as suas necessidades, meus pés movimentam-se para ajudá-las e minhas mãos movem-se para cuidar delas. Dessa maneira é que me torno um canal para a manifestação da vida de Jesus Cristo. Então Ele pode ministrar às pessoas por meu intermédio. Você está servindo de canal da vida de Jesus Cristo? Ele está abençoando outras pessoas por seu intermédio?

2. A produção de fruto é uma prova do discipulado cristão. Jesus declarou que deveríamos produzir muito fruto, porque isso demonstraria que somos Seus discípulos. Veja João 15.8: “E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos.” - NTLH. Ele salientou que cada aluno que foi bem treinado por seu professor, torna-se como ele. Veja Lucas 6.40: “Nenhum aluno é mais importante do que o seu professor. Porém, quando tiver terminado os estudos, o aluno ficará igual ao seu professor.” - NTLH. Isso significa que não basta aceitar a Cristo, para então dizermos: “Eu sou um crente”. Ele quer que produzamos muito fruto. Se você estiver fazendo assim, será prova de que verdadeiramente aprendeu de Cristo e de que é seu discípulo. Isso mostrará que você deu novos passos além do primeiro, o qual consiste em nascer de novo e receber a Cristo. Isso demonstrará que Cristo, na verdade, é o Senhor de sua vida.

3. A produção de fruto abençoa outras pessoas. Em primeiro lugar, abençoa aqueles que recebem benefício com base na manifestação do caráter de Cristo em nossas vidas, além de abençoar igualmente os nossos irmãos na fé que observam em nossas vidas o fruto espiritual.

4. A produção de fruto glorifica a Deus. Asseverou Jesus Cristo: “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.” (João 15:8 RA). Produzir fruto espiritual resulta de uma vida espiritual abundante. Quando alguém permite que a vida de Cristo seja expressa por meio de sua vida, as pessoas perceberão os efeitos que isso produz e glorificarão a Deus (veja Mateus 5.16: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus - RA).

A produção do fruto espiritual no crente evidencia o discipulado cristão; glorifica a Deus; expressa para com os outros o amor de Cristo; demonstra a relação que temos com Jesus Cristo e é uma benção para os outros.

Continua no próximo post

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 15h48
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31/08/2011


O Credo de Calcedônia.

 

Credo da Calcedônia

Fiéis aos santos pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da virgem Maria, mãe de Deus; Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, inseparáveis e indivisíveis; a distinção da naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos pais nos transmitiu.

Escrito por homota às 16h25
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09/08/2011


O Caráter Cristão – 9.

Continuação do post anterior.

A necessidade de o crente produzir fruto espiritual.

Em Mateus 7.15-23 encontramos algumas notáveis declarações do Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a grande necessidade de reproduzirmos o caráter cristão em nossas vidas. Conforme Ele disse os falsos profetas seriam reconhecidos pelo tipo de fruto que produzissem. Veja os versículos 17 a 19: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.” (Mateus 7.17-19 RA).

Jesus prosseguiu, dizendo que surgiriam, até mesmo, quem expulsasse demônios em Seu nome, mas a quem Ele jamais conheceu. Veja os versículos 21 e 22: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22-23 RA).

Como é que tal coisa pode ser possível? A resposta nos é dada em 2 Tessalonicenses 2.9: “Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira,” - RA. Essa passagem bíblica declara que é possível milagres e dons do Espírito Santo serem imitados por satanás.

Porém o verdadeiro relacionamento de alguém com Cristo pode ser reconhecido, ao observarmos se estão sendo produzidos no caráter da pessoa, frutos do Espírito ou obras da carne. Veja em Mateus 7.17,18: “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons”.” - RA; e em 1 João 4.8: “ Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.”  - RA.

Os milagres e os dons do Espírito podem ser imitados. Contudo, não se pode imitar o caráter cristão. Ele vem como resultado natural de Jesus Cristo, revelando o Seu santo caráter em nós e através de nós.

Sabemos que uma pessoa está em Cristo, se ela manifestar o caráter cristão, produzindo bom fruto, que é o fruto do Espírito.

Continua no próximo post

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 20h41
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16/07/2011


Doutrina do Caráter Cristão - 8.

Continuação do post anterior.

3 - Cristo permanece em nós. - A segunda expressão de Cristo em João 15.4: “... e Eu permanecerei em vós”, diz respeito à nossa frutificação ou semelhança com Cristo, neste mundo. Essas palavras estão ligadas a nossa vida diária, através da qual podemos manifestar o caráter moral de Cristo, por meio do poder do Espírito Santo. Isso é a santidade de Cristo a resplandecer diante do mundo, através de nossa vida.

Os agricultores sabem quão importante é haver uma fonte abundante de vida fluindo da videira para as uvas. Uvas maiores e melhores são produzidas quando o fruto recebe e retém a seiva vital da videira. A vida de Cristo que em nós veio manifestar-se modifica a natureza do crente, quando os recursos de Sua vida permanecem no crente.

Notemos que em 1 Coríntios 1.2 que os santos ali estavam em Cristo, embora também estivessem em Corinto. Veja: “Eu, Paulo, que fui chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus, escrevo, junto com o irmão Sóstenes, esta carta à igreja de Deus que está na cidade de Corinto. Escrevo a todos os que, pela sua união com Cristo Jesus, foram chamados para pertencerem ao povo de Deus. Esta carta é também para aqueles que em todos os lugares adoram o nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.” (1 Coríntios 1.2 NTLH). A vida cristã sempre foi dessa maneira – o crente está em Cristo, mas o crente também vive no mundo. O crente revela Cristo ao mundo, através de sua vida diária. Isso significa que Cristo deve viver no crente. Veja 1 João 1.6: “aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou.” - RA. Ora, andar como Jesus Cristo andou só é possível através do poder do Espírito Santo.

É a seiva transmissora de vida, na videira, que mantém os ramos vivos e os torna frutíferos. Do mesmo modo, é o nosso Salvador ressurreto, o único que nos sustêm por meio da sua presença contínua. Ele através do Espírito Santo, leva-nos a viver uma vida cristã coerente e frutífera. Veja o último pedido que Jesus fez ao Pai, em Sua oração, registrada no evangelho de João: Ele queria estar em nós. Veja João 17.26: “Eu lhes fiz conhecer o Teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e Eu neles esteja.” (João 17.26 RA). Qualquer tentativa que façamos para imitar a vida de Cristo mediante os nossos próprios esforços, resultará em total fracasso. Uma vida frutífera só é possível através dessa relação de interdependência: o crente em Cristo e Cristo no crente.

Manifestamos ou exibimos a vida de Cristo neste mundo. Experimentamos a correção do Senhor através das provações. Recebemos recursos vivificadores, que tornam possíveis o desenvolvimento e a maturidade espirituais.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

         Em Cristo Jesus

Escrito por homota às 13h48
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02/07/2011


Doutrina do Caráter Cristão - 7.

Continuação do post anterior.

2) – Permanecer em Cristo – Jesus usou o verbo permanecer ao descrever a relação entre Ele e os Seus seguidores. Veja João 15.4: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.” (João 15:4 RA). A primeira frase, “permanecei em mim”, refere-se a nossa posição em Cristo. Veja 2 Coríntios 5.17: “E, assim, se alguém está (enxertado) em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” - RA. A palavra “enxertado” indica a idéia de “estar ligado a”, “ter-se tornado parte de”.  Assim permanecer em Cristo refere-se a nossa unidade e comunhão com Ele conforme Efésios 2. 6: “e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;” - RA. Isso significa que, agora, Cristo encontra-se no céu, e que aqueles que estão salvos, estão Nele, espiritualmente, em posição de permanência.

 Precisamos estar em Cristo, da mesma maneira que o ramo deve estar na videira. O estar enxertado ou vinculado à vida de Cristo é a própria base da vida do crente, para que ele se torne frutífero, espiritualmente falando.

Paulo o grande apóstolo, evangelista, missionário, mestre e pregador era muito culto, mas considerava que a sua posição em Cristo era a coisa mais importante que havia em, sua vida. Acima de tudo ele queria estar em Cristo. Veja em Filipenses 3.8,9: “Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;” - RA.

Paulo nos serve de um excelente exemplo da vida transformada que produz fruto de uma natureza parecida com a natureza de Cristo. As evidências sobre essa frutífera união com Cristo podem ser vistas nos efeitos do seu ministério e nos seus escritos. A vida do apóstolo Paulo, até aos nossos próprios dias, continua a influenciar a vida e a crença dos crentes, ao redor do mundo inteiro.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 20h57
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18/06/2011


Doutrina do Caráter Cristão – 6.

Condições para produzir o fruto do Espírito.

Vemos no décimo quinto capítulo do Evangelho de João que existem, pelo menos, três condições para uma abundante colheita de fruto espiritual: (1) – Ser podado pelo Pai; (2) – Permanecer em Cristo; e (3) – Cristo permanecer em nós.

1) – Ser podado pelo Pai – O Espírito Santo trata conosco, a respeito do pecado, antes mesmo de sermos salvos. Ele nos convence do pecado, cria em nós o desejo de abandonar o pecado e produz em nós a tristeza piedosa e o arrependimento que levam à salvação. Veja Atos 2.37: “Quando ouviram isso, todos ficaram muito aflitos e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: - Irmãos, o que devemos fazer?” - NTLH. Uma vez salvos, o Espírito Santo continua a convencer-nos daqueles aspectos da nossa vida que são diferentes da vida de Cristo, purificando-nos e santificando-nos. Veja 1 Tessalonicense 5.23: “Que Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam completamente dedicados a Ele. E que Ele conserve o espírito, a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier o nosso Senhor Jesus Cristo.” - NTLH.

Veja também em Hebreus 12.10-14: “Os nossos pais humanos nos corrigiam durante pouco tempo, pois achavam que isso era certo; mas Deus nos corrige para o nosso próprio bem, para que participemos da sua santidade. Quando somos corrigidos, isso no momento nos parece motivo de tristeza e não de alegria. Porém, mais tarde, os que foram corrigidos recebem como recompensa uma vida correta e de paz. Portanto, levantem as suas mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos. Andem por caminhos aplanados para que o pé aleijado não manque, mas seja curado. Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá.” - NTLH.

Em uma vida cristã, a disciplina da poda é realizada pelo Pai, mediante circunstâncias e influências que produzem em nós uma crescente maturidade, uma crescente dependência do Senhor. A disciplina ou correção aplicada pelo Senhor mostra que pertencemos a Ele. Veja em Hebreus 12.5,6: “Será que vocês já esqueceram as palavras de encorajamento que Deus lhes disse, como se vocês fossem filhos dele? Pois ele disse: “Preste atenção, meu filho, quando o Senhor o castiga, e não se desanime quando ele o repreende”. Pois o Senhor corrige quem ele ama e castiga quem ele aceita como filho.” - NTLH.

A necessidade da poda ou purificação aparece claramente em Tiago 1.2-4: “Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada!” – NTLH. Veja 1 Pedro 1.6-8: “Alegrem-se por isso, se bem que agora é possível que vocês fiquem tristes por algum tempo, por causa dos muitos tipos de provações que vocês estão sofrendo. Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira. Pois até o ouro, que pode ser destruído, é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada para que continue firme. E assim vocês receberão aprovação, glória e honra, no dia em que Jesus Cristo for revelado.  Vocês o amam, mesmo sem o terem visto, e crêem nele, mesmo que não o estejam vendo agora. Assim vocês se alegram com uma alegria tão grande e gloriosa, que as palavras não podem descrever.” - NTLH.

Continua no próximo post.

Viva Jesus!

Deus lhe abençoe!

Escrito por homota às 16h15
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