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As Grandes Religiões Mundiais.

TAOÍSMO - 01.

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Continuação do post anterior.

Origem - O taoísmo existe praticamente só na China, mas domina a vida religiosa de sua enorme população há cerca de 2.000 anos. Entre os séculos III e IV a.C., a Dinastia Zhou se deteriorou em muitos Estados feudais, que travaram uma longa guerra. Esse período é chamado Período dos Estados Combatentes e produziu grande caos no país. Em resposta, muitas escolas de pensamento se desenvolveram com idéias sobre governo, ordem social, ética, agricultura, literatura e naturalmente religião e filosofia. A profusão era tanta que elas ficaram conhecidas como As Cem Escolas, mas somente o taoísmo e o confucionismo prosperaram.

O Tao - A palavra Tao significa "caminho" ou "método". Os chineses acreditavam que o Universo é guiado por uma ordem harmônica que seria uma manifestação do Tao. Aplicando esse conceito à vida humana, eles concluíram que o país ficaria em ordem se todos, de governantes a camponeses, seguissem essa ordem natural das coisas. Inversamente, o caos seria o resultado de não seguir o Tao.

O famoso conceito de não-ação é um corolário desse pensamento. O homem deve seguir o curso da Natureza, não deve lhe opor resistência, o que seria interpretado como ação. Essa quietude ou passividade não significa nada fazer, mas sim agir conforme manda a Natureza - deixar-se levar pela correnteza. Trata-se de uma confiança básica na benignidade do mundo.

Fundação do taoísmo - O fundador do taoísmo é a obscura figura conhecida como Lao-Tsé ("Homem Velho"), que teria vivido por volta do século VI a.C.. Segundo uma fonte histórica, seu nome verdadeiro era Li Ur e residia na China central, onde trabalhava como escriturário. Antes de se aposentar, escreveu um livro que condensa sua doutrina, chamado Tao Te Ching.

Lao-Tsé explica o Tao nesse livro de duas partes e o aplica a todas as áreas da vida humana. O Tao é uma força cósmica que governa o mundo e o homem deve se adaptar a ele para ser feliz, o que significa levar uma vida bucólica, em harmonia com a Natureza.

Evolução - O segundo sábio taoísta foi Chuang-Tzu, que detalhou os conceitos de Yin e Yang, dois opostos entre os quais todas as coisas oscilam, como se fossem dois pólos de uma linha. Sempre que uma coisa se aproxima de um pólo, imediatamente retrocede até se aproximar do pólo oposto. Dessa forma, nada na vida é permanente, não há bem ou mal que dure para sempre.

Exagerando nessa corrente de pensamento, os taoístas começaram a achar que, se vivessem conforme o Tao, poderiam se tornar imortais. Passaram a praticar exercícios de respiração e de meditação e contaram lendas sobre terras onde havia imortais que conheciam o elixir da juventude. Certo Imperador enviou uma expedição a uma dessas moradas de imortais, uma ilha que foi colonizada e depois veio a ser chamada de Japão.

O apogeu do taoísmo ocorreu com seu primeiro mestre celestial, Chang Ling, um homem que alegadamente seguiu tão fielmente o Tao que ascendeu ao Céu. A partir daí se desenvolveu uma tradição secular de mestres celestiais, cada um alegando ser a reencarnação de Chang Ling.

Reação ao budismo - A introdução do budismo na China, no século VII, obrigou o taoísmo a se organizar como religião: Lao-Tsé foi deificado, os escritos foram canonizados, construíram-se templos e se fundaram ordens de monges. Além disso, os taoístas passaram a adorar diversos deuses do folclore chinês. Como resultado, houve a perda do sentido filosófico e o povo se limitou a adorar deuses, solicitar serviços religiosos aos sacerdotes, realizar festividades e toda uma série de rituais.

Embora o confucionismo tenha se desenvolvido paralelamente ao taoísmo, o confucionismo difere bastante do espírito das religiões orientais aqui tratadas. Sua abordagem não é mística, mas pragmática. O sábio Confúcio pregava basicamente que todos teriam de se adaptar a uma ordem social capaz de devolver a tranqüilidade ao país. Dessa forma, codificou uma série de relacionamentos como governante-súdito, marido-esposa, ancião-jovem, pai-filho e assim por diante. Sendo ele mesmo um erudito, pregava também a importância da educação, um amor ao aprendizado, notadamente História e Ética, o qual triunfou de tal maneira que o confucionismo se tornou a religião estatal por volta de 730 d.C. De fato, apenas estudiosos confucionistas podiam ser selecionados para serviços governamentais e templos dedicados a Confúcio foram erguidos por todo o país.

Taoísmo, na cultura chinesa, á uma doutrina mística e filosófica que enfatiza a integração do ser humano à realidade cósmica primordial, o tao, por meio de uma existência natural, espontânea e serena. Seu caráter contemplativo, na vida religiosa chinesa, é o principal rival do racionalismo pragmático que caracteriza o confucianismo.

Continua no póximo post.

Veja o vídeo sobre o Taoísmo:

 

http://www.youtube.com/watch?v=-C05c5G7TgA

 



Escrito por homota às 11h18
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As Grandes Religiões Mundiais.

CONFUCIONISMO – 02.

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Continuação do post anterior.

O confucionismo é um sistema filosófico chinês. Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião. É conhecida pelos chineses como Junchaio (ensinamentos dos sábios). Fundamentada nos ensinamentos de seu mestre, o confucionismo encontrou uma continuidade histórica única.

Dos seguidores de Confúcio, o século I a.C. encontrou em Meng Zi (Mêncio, ou Mâncio) e Xun Zi um grande desenvolvimento e expansão na sociedade. Esses dois originais autores buscaram compreender o confucionismo dentro de uma perspectiva naturalista, recorrente nas forças que atuavam na sociedade em seus períodos de vida.

Meng Zi acreditava na importância da educação para retificar a boa natureza humana, que teria sido depravada em função dos conflitos e das necessidades impostas pela vida. O homem possuiria os instintos naturais dos animais de preservação, ajuda, e a inteligência suficiente para evitar o conflito.

Xun Zi recorreu ao verso da moeda para compreender o papel de Confúcio. Ele acreditava numa natureza perversa do homem, derivado dos mesmos instintos de preservação dos animais. Talvez pensando nos rituais propostos para a sociedade, e pela necessidade de ordenação, tal como no fundamento das lendas de fundação chinesas e na influência jurista, Xun Zi via no interior do homem uma inteligência capaz de articular meios pelo qual poderia evitar sua condição natural de forma arbitrária, mas que para isso haveria de ter criado uma escala de valores delimitantes da ação humana.

Mêncio conseguiu uma boa repercussão popular por sua abordagem otimista da vida, mas as classes altas da sociedade viram em Xun Zi uma explicação razoável para suas dúvidas. Assim, ao menos, deixam transparecer algumas biografias de Sima Qian (II a. C.).

Império chinês - O Confucionismo se tornaria a doutrina oficial do império chinês durante a dinastia Han (séculos III a. C. - III d. C.), encontrando continuadores ao longo deste período que se destacaram em vários campos diferentes. Donz Zhong Shu, por exemplo, buscou revigorar e re-interpretar o confucionismo através das teorias cosmológicas dos cinco elementos; Wang Chong utilizou-se de um ceticismo lógico para criticar as crenças infundadas e os mitos religiosos.

Embora tivesse perdido um certo vigor após a dinastia Han, o confucionismo seria novamente desenvolvido no movimento conhecido como neoconfucionismo, datado do século X d.C., através da figura de personagens como os irmãos Cheng e Zhuxi, o grande comentador confucionista.

De qualquer modo, já na antiguidade o confucionismo atingiu um pleno sucesso, tornando-se uma filosofia moral de profundo impacto na estrutura social e cotidiana da sociedade. O valor ao estudo, à disciplina, à ordenação, à consciência política e ao trabalho são lemas que o confucionismo introjetou de maneira definitiva na vida da civilização chinesa da antiguidade aos dias de hoje. Note-se que, ao contrário do que muitos afirmam, o confucionismo não se trata de uma religião. Não possui um credo estabelecido, mas apenas determinações rituais de caráter social, que permitem a um adepto do confucionismo a liberdade de crença em qualquer tipo de sistema metafísico ou religioso que não vá contra as regras de respeito mútuo e etiqueta pessoal.

As Escrituras Confucionistas:

Confúcio compilou, editou e escreveu alguns escritos depois dos seus 43 anos de idade. Seus ditos, juntamente com os de Mêncio e de outros discípulos, foram reunidos no "Wu Ching" (os "Cinco Clássicos") e no "Shih Shu" (os "Quatro Livros"), onde se incluiu o Anacleto (ditos de Confúcio).

Os Cinco Clássicos

Shu Ching (Livro dos Documentos), sobre a organização política de cinco dinastias da China

I Ching (Livro das Mutações), sobre a metafísica

Li Ching (Livro das Cerimônias), sobre a visão social

Shi Ching (Livro das Poesias), sobre a antologia secular e religiosa
Chun-Chiu (Anais das Primaveras e Outonos), sobre a história da China

Os Quatro Livros

Ta Hsio (Grande Aprendizado), ensinamentos sobre a virtude

Chung Yung (Doutrina do Meio), ensinamentos sobre a moderação perfeita
Lun Yu (Anacletos), coleção das máximas de Confúcio, seus princípios éticos
Meng-Tze (Mêncio), obra do grande expositor de Confúcio

       O confucionismo é ainda praticado em vários países. Além da sua origem asiática, diversos países incorporam alguns conceitos do sistema em suas práticas notadamente urbanas. No Brasil, é sentido em grupos de indíviduos que estudam religiões não cristãs.

Continua no próximo post.

Veja o vídeo sobre o Confucionismo:

 http://www.youtube.com/watch?v=eno69qS_Hgc




Escrito por homota às 14h18
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As Grandes Religiões Mundiais.

CONFUCIANISMO - 01.

Confúcio

Confúcio (Kung Fu Tsú)

Continuação do post anterior.

Confucionismo é a designação atribuída no Ocidente às doutrinas e ao sistema de pensamento elaborado pelo filósofo e teórico político chinês K'ung Fu-Tzu ou, no Ocidente, Confúcio [551 a.C.- 479 a.C.]) e por seus continuadores (Foi doutrina política, religião e código de ética oficial do império chinês de 136 a.C. até 1912).

Crenças dos Confucionistas:

1. Eu creio na presença do Supremo Governador em todas as coisas; e no paraíso como um princípio ético, cujas leis estão na ordem, são impessoais, e dizem respeito a humanidade.

2. Eu creio que o propósito da vida é seguir e ordeiramente reverenciar a existência, de acordo com Li, propriedade da virtude, e assim tornar-se uma pessoa superior.

3. Eu acredito na regra de ouro: “Nunca faça aos outros aquilo que não gostaria que os outros fizessem a ti”.

4. Eu creio que Confúcio, o primeiro sábio da China, é o mestre da vida, cujos ensinamentos são o mais profundo entendimento sobre a Terra e os céus, e que Mencius é o segundo sábio.

5. Eu creio nos escritos de Confúcio, como verdade escritural, e nos quatro livros sagrados, a saber: Os Analetos, Doutrina do Meio, Grande Ensinamento, e Mencius.

6. Eu creio que cada pessoa tem cinco relacionamentos, conferindo cinco responsabilidades, conforme a seguir: o seu governador, o seu pai, a sua esposa, o seu irmão mais velho, e seu amigo, como sendo a primeira das obrigações familiares.

7. Eu creio na natureza humana como sendo inerentemente boa, e o mal é uma condição não natural, que surge pela desarmonia.

8. Eu creio que as pessoas são os mestres de suas próprias vidas e destino; conduzem-se a si próprias, livremente, conforme seus desejos, e que devem cultivar as qualidades da benevolência, retidão, decência, sabedoria e sinceridade.

9. Eu creio que a família é a instituição mais essencial entre as pessoas, que a religião deverá sustentá-la e o estado.

O Confucionismo se iniciou há cerca de 2.500 anos atrás, na China. Seus fundadores foram o sábio K´ung-fu-tzu (Confúcio) e Meng-tzu (Mencius). O Confucionismo tem sido por 25 séculos, o sistema filosófico dominante na China; a luz guia entre a maioria dos chineses, em cada aspecto de suas vidas. Confúcio e seus seguidores viajaram através de muitos estados feudais do império chinês, convencendo os governadores a adotarem as reformas sociais.

Eles não mostraram ponto por ponto de um programa de reforma social, mas em vez disso, deram grande importância no “caminho” ou na “corrente” Jen (também traduzido como “humanidade ou amor”), que passa através de todos os ensinamentos de Confúcio. Eles encorajaram os indivíduos a aspirarem por virtudes perfeitas, retidão (chamado de Yi), e aprimoramento do caráter. Eles ensinavam a importância da harmonia da família, ordem no estado, e paz no império, os quais eles viam como interdependentes. Os ensinamentos de Confúcio enfatizam um código de conduta, autocultivo, e propriedade, e desta forma a realização da ordem nacional e social. Dá-se mais ênfase as atividades humanas, e o ideal de um homem superior, que está sobre a divina supremacia da realidade. Apesar disso, Confúcio praticava o jejum, adorava aos ancestrais, realizava sacrifícios, e procurava viver em harmonia com o céu. O Confucionismo está agora experimentando um renascimento na China.

A meta principal do Confucionismo é criar uma verdadeira nobreza através de uma educação adequada, e na inculcação de todas as virtudes. Ele é descrito como sendo o retorno para o caminho do ancestral único, e os clássicos são então estudados tendo em vista descobrir o antigo caminho da virtude. A nobriedade espiritual é alcançada por todas as pessoas; ela é um alcançar moral. Confúcio aceita Tao, mas dá ênfase no retorno para uma era ideal, e cultivo de um homem superior, numa pragmática mística. O homem superior é grande em virtude e de amor benevolente. As outras grandes virtudes são responsabilidades, sabedoria, verdade e decência. O homem superior sabe sempre que é correto seguir aquele conhecimento.

Suas Escrituras mais importantes são: Os Analetos, Doutrina do Meio, Grande Aprendizado, e Mencius. Há cerca de 350 milhões de adeptos, principalmente na China, Japão, Birmânia e Tailândia. Não há seitas formais dentro do Confucionismo. Os seguidores são livres para professar outras religiões, apesar de serem Confucionistas.

Portanto, o Confucionismo é um conjunto de crenças, conhecimentos e valores, ética social e filosofia, características da China e cerne de suas doutrinas, como o culto à natureza e aos antepassados, o amor, a justiça, a reverência, a sinceridade e o amor filial (que são considerados as principais virtudes).

Além da virtude, os cinco relacionamentos indicam aos seguidores do Confucionismo os meios como proceder. Estes cinco relacionamentos são: seu governo, seu pai, sua esposa, seu irmão mais velho, e seu amigo. Os ancestrais são reverenciados no Confucionismo, e afirma-se que os espíritos sobrevivem a morte. Com respeito à Deidade, Confúcio foi um agnóstico, preferindo dar ênfase a uma vida ética do que falar sobre uma vida espiritual além da existência terrena, guiando os homens não para um futuro, mas para o presente e passado.

Continua no próximo post.

Veja o vídeo sobre o Confucionismo:

 

http://www.youtube.com/watch?v=hE2_S0G4yrE



Escrito por homota às 13h12
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As Grandes Religiões Mundiais.

JAINISMO – 05.

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O Jainismo dá mais ênfase à suástica que o Hinduísmo.

Continuação do post anterior.

A suástica: O Jainismo dá mais ênfase à suástica que o Hinduísmo. Representa o sétimo Jina (Santo), o Tirthankara Suparsva. É considerada uma das 24 marcas auspiciosas, emblema do sétimo arhat dos tempos atuais. Todos os templos do Jainismo, assim como seus livros santos, contêm a suástica. Suas cerimônias começam e terminam com o desenho da suástica feito várias vezes em volta do altar.

Os adeptos também usam o arroz para desenhar a suástica (também conhecida por "Sathiyo" no estado indiano de Gujarat) diante dos ídolos nos templos. Os Jainas colocam uma oferenda sobre esta suástica - geralmente uma fruta, um doce (mithai), uma fruta em passa ou ainda uma moeda ou cédula de dinheiro. Jainismo é uma religião indiana criada em ruptura com a tradição védica e o hinduísmo, fundamentada na idéia do ainsa ('rejeição à violência').

 

Crenças dos Jainistas:

1. Eu creio na linhagem espiritual dos 24 Tirthankaras (cruzadores), dos quais, o asceta sábio Mahavira foi o último; e que eles devem ser reverenciados e adorados sobre todas as coisas.

2. Eu creio na santidade da vida; que deve-se parar com toda a agressão para as criaturas vivas, pequenas e grandes, e que mesmo uma morte não intencional gera Karma.

3. Eu creio que Deus não é criador, pai ou amigo. Tais concepções humanas são limitadas. Tudo o que se pode dizer sobre Ele é: Ele é.

4. Eu creio que cada alma humana é eterna e individual, e que cada um deve superar a si próprio pelos seus próprios esforços, e subordinando a mundaneidade para o divino, com o objetivo de obter Moksha, ou realização.

5. Eu creio que o superar-se de si próprio pode ser conseguido apenas pala vida ascética, disciplinada, e pela estrita observação religiosa, e que os não ascetas e mulheres irão ter a salvação na outra vida.

6. Eu creio que o princípio governante da sucessão da vida é o Karma; que nossas ações, tanto boas como más, prendem-nos, e que o Karma deve apenas ser consumido para a purificação, penitencia e austeridades.

7. Eu creio no Jain Ágamas e Siddhantas, como sagradas escrituras, que guiam as pessoas moral e espiritualmente na vida.

8. Eu creio nas três jóias: conhecimento correto; fé correto e conduta correta.
9. Eu creio que a meta última da vida é Moksha, sendo a eterna liberação do Samsara (nascimentos e mortes), e o concomitante alcançar do Conhecimento Supremo.

Continua no próximo post.

Veja o vídeo Jain Songs dos jainistas:

http://www.youtube.com/watch?v=x2EP03xEZE8



Escrito por homota às 11h02
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As Grandes Religiões Mundiais.

JAINISMO – 04.

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Festival Diwali - Comemora basicamente o ano novo hindu com uma celebracao de luzes. Também conhecido como a Fileira de Luzes

Continuação do post anterior.

Formas de culto - Uma das principais formas de culto dos jainas leigos é prestar homenagem às estátuas dos Tirthankaras. Os jainas lavam as estátuas e dedicam-lhes oferendas, como mel, flores, arroz, etc. Alguns grupos jainas, como os Sthanakavasis e os Terapanthis, são contra o culto de imagens.

O crente não adora a estátua em si, mas antes as qualidades associadas a ela, de modo a receber inspiração para seguir o mesmo caminho. As estátuas podem ser adoradas nos templos ou então em pequenos santuários existentes nas casas. São representadas em posição de meditação, sentadas ou em pé.

Não é possível estabelecer qualquer forma de contacto com os Tirthankaras através desta forma de culto, uma vez que estes, tendo alcançado a libertação, ficam fora do contacto humano. Contudo, durante a Idade Média cada Tirthankara foi associado a uma deusa protectora, em relação às quais se desenvolveram formas particulares de devoção. As deusas mais importantes são Ambika (associada ao 22º Tirthankara, Arishtanemi), Padmavati (associada a Parshva), Lakshmi e Sarasvati.

As orações jainas fazem referência aos grandes actos dos Tirthankaras e aos ensinamentos do Mahavira, sendo ditas num antigo dialecto do Bihar, o Ardha Magadhi. A principal oração é o Namaskara Sutra, através do qual o jaina presta homenagem às qualidades dos cinco grandes seres do jainismo.

O acto de fazer doações para a construção de templos é também considerado uma forma de culto, assim como a prática de peregrinações.

Festivais

Os principais festivais do jainismo são:

·  Mahavira Jayanti - decorre em março ou abril e celebra a data do nascimento do Mahavira. Neste dia estátuas do Mahavira são levadas em procissões pelas ruas e os jainas reúnem-se nos templos para ouvir a leitura dos seus ensinamentos.

·  Paryushana: durante o mês de Bhadrapada (agosto-setembro) os membros do ramo Svetambara do jainismo celebram um dos seus festivais mais importantes, Paryushana. Este festival está dedicado ao perdão e consiste na prática do jejum durante oito dias. No último dia do festival (Samvatsari) os jainas pedem perdão uns aos outros por ofensas que possam ter causado; aqueles que conseguiram jejuar durante os oito dias seguidos são levados para os templos em procissão. O festival equivalente na tradição Digambara denomina-se Dashalakshanaparvan, e para além da prática do jejum, é lido nos templos um importante texto, o Tattvartha-sutra.

·  Divali (festa da luzes) - celebração comum a toda a Índia, é para os jainas a comemoração da altura em que o Mahavira deu os seus últimos ensinamentos e alcançou a libertação. Ocorre no mês de Kaartika, que corresponde no calendário gregoriano a outubro-novembro.

·  Kartik Purnima - ocorre no dia de lua cheia do mês de Kaartika. Após terem permanecido numa determinada localidade durante os meses da monção, os monges e freiras jainas regressam à vida errante, sendo por vezes acompanhados por leigos no percurso que fazem para outro local. Neste dia muitos jainas realizam a peregrinação aos templos de Palitana, no estado indiano do Gujarate.

·  Mastakabhisheka - Cada doze anos os jainas (principalmente os do ramo Digambara) reúnem-se no santuário de Shravana Belgola no estado de Karnataka, onde se encontra uma estátua de dezassete metros de Bahubali, que é alvo de libações com água, mel, leite, flores, preparados de ervas e especiarias.

Veja o vídeo do festival Diwali: http://www.youtube.com/watch?v=vRdyG0kgLQk

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 23h02
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As Grandes Religiões Mundiais.

JAINISMO – 03.

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Templo Jainista.

Continuação do post anterior.

Karma - À semelhança do hinduísmo e do budismo, o jainismo partilha da crença no karma, embora de uma forma diferente. O karma no jainismo não é apenas um processo em que determinadas acções produzem reacções, mas também uma substância física que se agrega a uma alma. As partículas de karma existem no universo e associam-se a uma alma devido às acções dessa alma (por exemplo, quando uma alma mente, rouba ou mata esta provoca a agregação de karma na sua alma). A quantidade e qualidade destas partículas determinam a existência que a alma terá, a sua felicidade ou infelicidade. Só é possível a uma alma alcançar a libertação quando desta se retirarem todas as partículas de karma.

O processo que permite a libertação das partículas de karma de uma alma denomina-se nirjara e inclui práticas como o jejum, o retiro para locais isolados, a mortificação do corpo e a meditação.

Formas de vida

Monges e freiras - O jainismo considera a vida monástica como o ideal de vida dos seres humanos. Entre os Svemtambara a entrada na vida monástica é autorizada aos dois sexos a partir dos sete anos, mas realiza-se em geral numa idade mais avançada. O noviço deve abandonar todos os seus bens; por altura da sua ordenação (diksa) a sua cabeça é raspada e ele toma os cincos votos, que segue numa versão mais rigorosa do que a dos leigos (mahavrata).

Os monges jainas levam uma vida itinerante, com excepção da época das monções, altura em que se recolhem numa determinada localidade. Dependem para a sua alimentação da caridade fornecida pelos leigos jainas, a quem oferecem em troca assistência espiritual.

Os monges do ramo Svetambara podem ser donos de pequenas coisas, como uma fina veste branca, uma tigela onde recebem os alimentos dos leigos e uma máscara de tecido usada sobre a boca (mukhavastrika), cujo objectivo é evitar a ingestão involuntária de pequenos insectos. Os monges Digambara interpretam o preceito do desapego de uma forma bastante rigorosa e por esta razão não usam roupas; as freiras deste ramo usam uma veste branca. Os monges Digambara não possuem uma tigela e usam a mãos como recipiente dos alimentos. Os monges "Svetambara" costumam se deslocar em pequenos grupos de cinco ou seis monges, enquanto que os Digambara geralmente viajam sozinhos.

Todos os monges devem seguir as três regras que evitam a conduta incorrecta (guptis: ter cuidado com os pensamentos, as palavras e as acções).

Entre os Svetambara o número de freiras ultrapassa o de monges. As freiras Digambara aceitam a doutrina que afirma que para se avançar no caminho espiritual é necessário nascer com um corpo masculino.

Leigos - Os jainas que não são monges devem observar oito regras de comportamento e devem tomar doze votos. As oitos regras de comportamento variam, mas em geral incluem a prática absoluta e irrestrita de Ahimsa (não-violência) que tem seu ponto forte na alimentação: não comer carne de nenhm tipo nem proteína animal, não comer certos vegetais (cebola e alho) os quais se acredita serem de origem inferior e não usar nenhum produto cuja matéria-prima ou qualquer componente tenha origem animal. Outras regras incluem não se alimentar à noite, não ingerir bebidas alcoólicas nem substâncias consideradas alteradoras da consciência (cafeína, teobromina) e praticar a caridade à todos os seres vivos (homens e animais). Ler sobre as qualidades transcendentais dos Tirthankaras e recitar o Navkar Mantra também fazem parte das principais práticas diárias.

Quanto aos doze votos, eles podem ser divididos em três classes:

·  Anuvratas - são os cinco votos principais: abster-se de atos violentos, não mentir, não roubar, não cobiçar o parceiro de outra pessoa e limitar as possessões pessoais;

·  Gunavratas - são três votos que reforçam os cincos votos principais: restringir as actividades pessoais a uma área concreta (digvrata), restringir práticas que proporcionam prazer (bhogopabhogavrata), evitar actos que causam sofrimento (anarthadandavrata);

·  Siksavratas - são quatro votos de disciplina espiritual: meditar, limitar determinadas actividades a certos momentos, adotar a vida de um monge por um dia, fazer donativos aos monges ou aos pobres.

Veja o vídeo sobre templos jainistas: http://www.youtube.com/watch?v=j_1AgOg_fzk

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 13h04
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As Grandes Religiões Mundiais.

JAINISMO – 02.

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As “freiras” jainistas usam panos que lhes tapam a boca, para que não haja contaminação com a vida no momento da oração.

Continuação do post anterior.

Divisões internas - Os jainas encontram-se divididos em dois grupos principais: os Digambara ("Vestidos de espaço") e os Svetambara (ou Shvetambara, "Vestidos de branco"). Cada um destes grupos encontra-se por sua vez dividido em vários subgrupos. A maioria dos jainas pertencem ao grupo Svetambara.

A origem destes dois grupos situa-se no século I d.C (ou talvez no século III d.C, segundo alguns autores) e deve-se a disputas em torno dos textos que devem constituir as escrituras do jainismo. Os Svetambara consideram que as suas escrituras estão mais próximas dos ensinamentos originais do Mahavira, enquanto que os Digambara rejeitam uma parte considerável dessas escrituras. Os Digambara consideram igualmente que a renúncia pregada pelo Mahavira implica para os monges a nudez total e que as mulheres devem primeiro renascer como homens para poderem atingir a libertação.

Ao nível da geografia, os Digambara concentram-se no sudoeste da Índia e os Svetambara no noroeste (estados do Gujarate, Rajastão e Madhya Pradesh).

As estátuas dos dois grupos são também diferentes: os Tirthankaras dos Svetambara possuem roupas e uma decoração mais rica, enquanto que as dos Digambara estão nuas; estas diferenças fazem com que um adepto dos Digambara não possa praticar o culto num templo Svetambara.

Doutrinas - O tempo - Os jainas consideram que o tempo é infinito e cíclico. Ele é visto como uma grande roda dividida em duas partes idênticas: uma realiza um movimento ascendente (Utsarpini), enquanto que a outra um movimento descendente (Avasarpini). Cada uma destas partes divide-se em seis eras (ara). Durante o período ascendente os seres humanos progridem ao nível do saber, estatura e felicidade, enquanto que o período descendente caracteriza-se pela degradação do mundo, pelo esquecimento da religião e pela perda de qualidade de vida pelos humanos.

Segundo os jainas, vivemos actualmente num período de movimento descendente, numa era de infelicidade (Dukham Kal), que começou há 2500 anos e que durará 21 mil anos.

O universo e os cinco mundos - Segundo o jainismo, o universo divide-se em cinco mundos, sendo cada um deles habitado por determinado tipo de seres. O universo é eterno, não tendo sido criado por nenhum ser superior.

No topo do universo está a morada suprema (siddhashila), que é o local onde habitam as almas que alcançaram a libertação (estas almas são denominadas Siddhas). Abaixo encontram-se trinta céus, habitados por seres celestiais, alguns dos quais caminham para a morada suprema.

O mundo médio (madhyaloka) inclui vários continentes separados por mares. No centro deste mundo encontra-se o continente Jambudvipa, considerado o único continente no qual as almas podem alcançar a libertação. Os seres humanos habitam este continente, bem como um segundo continente ao lado deste e parte do terceiro continente.

O mundo inferior (adholoka) consiste em sete infernos, onde os seres são atormentados por demônios e onde se atormentam uns aos outros. Abaixo do sétimo inferno encontra-se a base do universo (nigoda), habitada por inúmeras formas inferiores de vida.

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 16h20
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As Grandes Religiões Mundiais.

JAINISMO – 01.

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Continuação do post anterior

O Jainismo teve início há cerca de 2.500 atrás, na Índia. Seu Fundador foi Nataputra Vardhamana, conhecido como Mahavira, “grande herói”, mas há evidências que tenham tido outros Tirthankaras antes de Mahavira. Suas Maiores escrituras são O Jain Ágamas e Siddhantas. Existem cerca de seis milhões de Adeptos, estando exclusivamente no sul e centro da Índia, especificamente em Mumbai. Há duas derivações, o Digambara (coberto pelo céu), seita cujos membros santos andam nus, ou então usam apenas uma tanga. Eles crêem que a salvação para as mulheres não é possível, somente se nascerem como homens na próxima vida. E os Svetambaras (vestidos de branco), seita que considera muitos pontos em comuns com os Digambaras, mas discordam com o aspecto do destino feminino.

O jainismo ou jinismo é uma das religiões mais antigas da Índia, juntamente com o hinduísmo e o budismo, compartilhando com este último a ausência da necessidade de Deus como criador ou figura central. Considera-se que a sua origem antecede o Bramanismo, embora seja mais provável que tenha surgido na sua forma actual no século V a.C., como resultado da ação religiosa do Mahavira.

Vista durante algum tempo pelos pesquisadores ocidentais como uma seita do hinduísmo ou uma heresia do budismo, devido à partilha de elementos comuns com estas religiões, o jainismo é contudo um fenómeno original. Ao contrário do budismo, o jainismo nunca teve um espírito missionário, tendo permanecido na Índia, onde os jainas constituem hoje cerca de quatro milhões de crentes. Pequenas comunidades jainas existem também na América do Norte e na Europa, em resultado de movimentos migratórios.

A palavra jainismo tem as suas origens no verbo sânscrito jin e significa "conquistador". Os seus adeptos devem combater, através de uma série de estágios, as paixões, de modo a alcançar a libertação do mundo.

Sua visão básica é dualista. A matéria e a mônada vital ou jiva são de natureza distinta, e durante sua vida o ser vivente (seja humano ou animal) atinge sua mônada como resultado de suas ações. Para se purificar, esta religião propõe um extremo ascetismo e o colocar em prática da doutrina da não-violência ou ahimsa.

Mahavira foi um contemporâneo do Buda, tendo pregado na mesma região geográfica, embora não conste que os dois tenham alguma vez se encontrado. Pertencia à casta dos guerreiros (kshatriya); casou e viveu no luxo até que por volta dos trinta anos tornou-se um mendigo errante.

Entregou-se a longos processos ascéticos até obter a iluminação, tendo consagrado os restantes trinta ou quarenta anos da sua vida a pregar a sua doutrina. Faleceu em Pavapuri, no Bihar, que é desde então um dos principais locais de peregrinação jaina.

De acordo com os jainas, a sua religião é eterna, tendo sido a doutrina revelada ao longo de várias eras pelos Tirthankaras, palavra que significa "fazedores de vau", ou seja, alguém que ensinou o caminho. Os Tirthankaras foram almas nascidas como seres humanos que alcançaram a libertação (moksha) do ciclo dos renascimentos através da renúncia e que transmitiram os seus ensinamentos aos homens. Na presente era existiram 24 Tirthankaras. O último desses Tirthankaras foi o Mahavira, que os jainas não consideram como o fundador do jainismo, mas antes aquele que lhe deu a sua forma actual.

O 23º Tirthankara foi Parshva, que os historiadores consideram ter sido provavelmente uma figura histórica que viveu cerca de três séculos antes do Mahavira. Os jainas acreditam que Parshva pregou os 4 grandes princípios do jainismo, a saber: não-violência (ahimsa), evitar a mentira, não se apropriar do que não foi dado e não se apegar às posses materiais; o Mahavira acrescentou o princípio da castidade.

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 15h49
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BUDISMO – 04.

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A doutrina zen-budista não se aprende; tem que ser incorporada como uma maneira de ser.

Continuação do post anterior.

Zen ou Zen-budismo é o nome japonês da tradição C'han, surgida na China, e associada em suas origens ao Budismo do ramo Mahayana, sânscrito Mahāyāna, "Grande Veículo", síntese doutrinária dos ensinamentos do Buddha Śākyamuni, ou Gautama Buddha, realizada por diversas escolas budistas por volta do século II. Cultivado sobretudo na China, Japão, Vietnã e Coréia. A prática básica do Zen na versão japonesa e monástica é o Zazen, tipo de meditação contemplativa que visa a levar o praticante à "experiência direta da realidade".

No Zen japonês monástico, há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans, ou enigmas, charadas. Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.

Através do Zen desenvolveu-se um caminho que concentrou-se na experiência direta mais do que em crenças racionais ou escrituras reveladas. A sabedoria era passada, não por meio de palavras, mas através da linhagem da transmissão direta de mente à mente do pensamento de um mestre a um discípulo. Comumente acredita-se que esta linhagem continuou ininterrupta desde o tempo do Buda até os dias de hoje. Historicamente esta crença é discutível, devido à falta de evidência que dê suporte à ela. De acordo com D. T. Suzuki, a idéia de uma linha de descendência a partir de Gautama Buddha é uma instituição distintiva do Zen e ele acredita que foi inventada por estudiosos, através da hagiografia, para dar legitimidade e prestígio ao Zen.

Crenças dos Budistas:

1. Eu creio que o Supremo é inteiramente transcendente, e que pode ser descrito como Sunya, um vazio ou estado de não-ser.

2. Eu creio nas quatro nobres verdades: 1. o sofrimento é universal; 2. o desejo é a causa do sofrimento; 3. o sofrimento pode teminar pela anulação dos desejos; 4. que para terminar com os desejos deve-se seguir o caminho das oito dobras.

3. Eu creio no caminho das oito dobras, ou reto querer, reto acreditar, reto falar, reto agir, reto ocupar-me, reto comportar-me, reta atenção e reta meditação.

4. Eu creio que a meta da vida é terminar com o sofrimento, através da aniquilação da existência individual, e na absorção do Nirvana, o Real.

5. Eu creio no caminho do meio: viver moderadamente, evitar os extremos de luxo e asceticismo.

6. Eu creio na grandeza do amor do ser, e na compaixão direcionada para todas as criaturas que vivem; para eles é o mérito que é dado todo o excedente.

7. Eu creio na santidade de Buddha, e nas sagradas escrituras do Budismo: o Tripitaka (Três Cestas de Sabedoria); e ou o Mahayana Sutras.

8. Eu creio que a verdadeira natureza do homem é divina e eterna, apesar de sua individualidade estar sujeita a mudanças que afetem todas as foras, e é, portanto, transitório, dissolvendo-se na liberação do Nirvana.

9. Eu creio no Dharma (caminho), no Karma (causa e efeito), na reencarnação, no Sanga (irmandade dos seguidores), e a passagem por sobre a Terra como sendo uma oportunidade de encerrar o ciclo de nascimentos e mortes ou Samsara

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 12h46
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BUDISMO – 03.

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Continuação do post anterior.

Renascimento e carma - O budismo ensina que o homem renasce periodicamente, embora não haja uma alma que passe de um corpo para outro e cada homem colhe os frutos de suas vidas passadas - é o conhecido conceito de carma. O renascimento não é como a reencarnação do espiritismo, o que se transmite é uma energia psíquíca, uma vontade de existir como um "eu" separado do ambiente. Dessa forma, pode-se entender que o homem que nasce é uma continuação do que morreu e veio a existir porque houve um anseio por uma existência como indivíduo diferenciado do resto do mundo. Seria como um redemoinho que se forma na água do rio, desfaz-se com o tempo e então torna a se formar.

Seguindo essa linha de pensamento, o Nirvana é a extinção do desejo de existir, o que leva ao fim do renascimento e à libertação da vida miserável na Terra, que é ilusória porque todas as coisas são impermanentes, logo o anseio por elas não faz sentido. Seria uma paz eterna, sem emoções, sem forças que gerem carma ou desejo de existir como um indivíduo. É a imutabilidade, uma espécie de vazio. Buda enfatizava que esse estado é acessível a todos e que cada um deve confiar em sua capacidade e não aceitar ser conduzido por mestres. De fato, de nada serviria se dedicar a estudos metafísicos, todo o conhecimento desejado seria obtido naturalmente através do Nirvana, que por sua vez seria atingido através da meditação e da prática correta.

Deus no budismo - Embora os budistas acreditem em uma espécie de lei cósmica que rege o Universo, eles se consideram ateus, pois essa força não é uma pessoa. No seu entender, Deus ou não existe ou não se importa conosco. Mesmo assim, os budistas de todo o mundo veneram o Buda praticamente como uma divindade e também há relatos de crenças em deuses e diversas práticas de magia que lembram o antigo politeísmo de países como a Babilônia. Aparentemente, os budistas nunca se libertaram da espiritualidade hinduísta, que foi sua base histórica e a qual se diz que Buda procurou purificar.

O Budismo conduz seus seguidores através de estágios progressivos de Dhyana, Samapatti e Samadhi. Dhyana é a meditação, a qual conduz a uma purificação moral e intelectual, e para o desapego, o qual conduz para a consciência pura. O Samapatti, que sucede de Dhyana, é alcançado através da progressiva nulificação da psique; da atividade mental e emocional, para um estágio que é a perfeita solidão, sem percepção e não-percepção. Isso, mais adiante, leva ao Samadhi, estado de super-consciência, e, finalmente, a entrada dentro do Nirvana inefável. Muitos Budistas entendem que a meta última é estar num paraíso de bem-aventurança, onde cada um pode desfrutar como um Bodhisattvas. O Mahayana coloca menos valor no monasticismo do que o Theravada, e difere em crê que alguém pode contar com a ajuda ativa de outros seres realizados para a salvação. O Vajrayana, também chamado de Tântrico ou Budismo Mantrayana, dá ênfase para os rituais tântricos, e prática do Yoga, sob a orientação de um Guru. Há distinções, também, com o que diz respeito à natureza sobrenatural de outras escolas budistas.

Conclusão - O budismo se diferenciou do hinduísmo e se espalhou por grande parte do mundo. No Ocidente, cresceu consideravelmente nas últimas décadas, quase como uma oposição ao fundamentalismo religioso. Para os ocidentais mais ortodoxos, parece uma religião cravejada de superstição e feitiçaria. Para alguns pensadores modernos como Fritjof Capra, é um rico patrimônio espiritual que não só vem ao encontro da moderna ciência (devido a seus conceitos sobre a realidade) como nos propõe uma nova forma de viver.

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 15h30
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BUDISMO – 02.

Monges budistas em oração em um mosteiro de Bangkok.

Continuação do post anterior.

Princípios e conceitos básicos de Buda

Essa iluminação é conhecida como Nirvana e leva o homem ao estado de Buda, o Iluminado. Dessa forma, qualquer homem pode alcançar o estado de Budicidade se praticar a meditação recomendada pelo mestre. O Nirvana é alcançado através do Caminho do Meio, uma forma de viver intermediária entre os prazeres exagerados e a renúncia exagerada, ambos experimentados por Sidarta. A meta é compreender as Quatro Nobres Verdades:

1.                     toda existência é sofrimento;

2.                     o sofrimento vem do anseio ou desejo;

3.                     a cessação do anseio leva à extinção do sofrimento;

4.                     a cessação do desejo é obtida através do Caminho Óctuplo.

O Caminho Óctuplo consiste em:

1.                     conceitos corretos;

2.                     aspirações corretas;

3.                     linguagem correta;

4.                     conduta correta:

5.                     vida correta:

6.                     empenhos corretos;

7.                     vigilância correta;

8.                     contemplação correta.

Pode-se perceber que cada item é condição para o seguinte. O Caminho Médio e as Quatro Nobres Verdades são a síntese do pensamento do Buda e não provêm de revelação divina, são fruto de seu esforço pessoal. Buda passou o resto da vida ensinando esse caminho de libertação e morreu, acredita-se, aos oitenta anos. Sua doutrina simples e prática foi muito bem recebida na Índia, saturada do misticismo hinduísta.

Difusão do budismo: Após a morte de Buda, o Imperador Asoca se encarregou de difundir a nova religião por toda a Índia e para além das suas fronteiras, dando ao budismo o status de religião universal. Em cerca de seiscentos anos, estava enraizado em toda a Ásia, muitas vezes mesclado com crenças locais. Mas, na Índia, seu país de origem, o budismo ironicamente quase se extinguiu, principalmente pela perda do apoio estatal e por ter sofrido uma reabsorção pelo hinduísmo, que foi o patrimônio cultural dos primeiros budistas. No século XX, conflitos políticos enfraqueceram o budismo também em boa parte da Ásia. Em contrapartida, tornou-se uma religião popular no Ocidente a partir da década de 1960, possivelmente por representar uma alternativa às nossas religiões tradicionais e ao nosso modo estressante de vida.

Ramos do budismo - Atualmente, o budismo pode ser dividido em duas grandes escolas. A primeira é chamada hinaiana ("Pequeno Veículo"), mais conservadora e rigorosa, atenta aos ensinamentos originais do Buda e avessa a especulações metafísicas. Seus praticantes são monges de elevado ascetismo.

A segunda é a escola mahaiana ("Grande Veículo"), mais liberal. Seus seguidores rejeitam a árdua autodisciplina dos monges e pregam que se pode alcançar a iluminação através da nossa fé na capacidade de atingir a "budicidade". Sendo mais prática, essa escola frutificou mais e se ramificou em diversos cultos, como o zen-budismo, que se fundamenta na prática de uma forma específica de meditação, acessível a qualquer um. Outro culto é o budismo tibetano, que enfatiza complexos rituais e orações. Seu líder é o Dalai Lama, ganhador do prêmio Nobel da Paz em 1989.

Escrituras budistas - As mais antigas escrituras budistas foram registradas em pali, a língua natal do Buda e consistem em trinta e um livros divididos em três coleções que versam sobre disciplina, discursos e doutrina. Mais tarde, a escola mahaiana produziu milhares de livros em vários idiomas, sempre com uma linguagem extremamente mística, por vezes extravagante. Os budistas hinaianas argumentam que essa complexa literatura se distancia do ideal do Buda, que era atingir o homem comum.

Continua no próximo post.

 



Escrito por homota às 23h33
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BUDISMO – 01.

Continuação do post anterior.

De modo amplo, todos os ramos do Budismo aceitam que a meta da vida é o Nirvana. Perto do fim da Sua existência terrena, Buddha ditou as quatro nobres verdades, Chatvari Arya Satyani, a saber:

1. A verdade do Sofrimento (Duhkha): o sofrimento é um fato central na vida. Nascer é dor; crescer e envelhecer é dor; doença é dor, morte é dor. A união com o que nós não gostamos é dor; separação do que nós queremos, é dor; não obtenção de um desejo, é dor.

2. A verdade da origem do sofrimento (Samudaya): a causa do sofrimento é o desejo (Icchha), Taha ou Trishna, principalmente pelos prazeres sexuais; para a existência e experimentação do desfrute das coisas mundanas, posses e poder. Estes desejos atam uma pessoa na roda do nascimento ou Samsara.

3. A verdade da cessação do sofrimento (Nirodha): o sofrimento pode chegar ao fim apenas diante da completa cessação dos desejos; abandonando-os, abrindo mãos deles, e desapegando-se pessoalmente de todos os desejos.

4. A verdade do caminho para terminar com o sofrimento (Marga): os meios de encerrar o sofrimento é o nobre caminho de oito partes (Arya Ashtanga Marga), a saber: reta crença; reto pensamento; reto falar; reto agir; reto se sustentar (profissionalmente); reto esforço; reta atenção e reta meditação. Entenda-se a expressão reta como correto, de acordo com o Dharma.

Origem - O budismo teve sua origem na Índia, mas ao longo dos séculos se espalhou por toda a Ásia e, mais recentemente, alcançou o mundo ocidental. Sua crescente presença no Ocidente se explica principalmente pelo grande número de imigrantes orientais que se estabeleceram nos Estados Unidos da América e na Europa. Estima-se que existam atualmente cerca de quinhentos milhões de budistas no mundo.

O fundador do budismo se chamava Sidarta Gautama e viveu por volta de 600 a.C. Ele nada escreveu e pouco se sabe sobre sua vida. Após sua morte, seus ensinamentos foram compilados através de textos canônicos e de um concílio formado por quinhentos monges. Contudo, tais registros devem ser encarados com prudência, pois são fundamentados em tradições orais e foram escritos em linguagem poética e mitológica, além de terem sofrido constantes revisões e adições.

Existem diversos relatos fantásticos sobre o nascimento de Sidarta, mas geralmente se concorda em que ele nasceu em uma família muito nobre (fala-se que ele era um príncipe) e, na maturidade, renunciou à sua vida privilegiada e a seu casamento e filhos para viver como um monge. Estava decidido a encontrar uma cura para os grandes males do mundo: nascimento, doença, velhice e morte.

Durante anos, ele viveu uma vida de extremo ascetismo, na esperança de alcançar o conhecimento que livrasse o homem daqueles males. Finalmente percebeu que essa vida de renúncia exacerbada era tão inútil como a vida principesca que levava antes. Segundo a lenda, ele se sentou ao pé de uma árvore e, após semanas de meditação, alcançou a almejada iluminação espiritual.

Continua no próximo post



Escrito por homota às 17h09
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HINDUISMO – 10.

 

Puranas

Continuação do post anterior.

As Leis de Manu - Manu é o homem lendário, o Adão dos hindus. As leis de Manu são uma coleção de textos atribuídos a ele.

Bhagavad Gita - O Bhagavad Gita (Bagavadguitá) é considerado parte do Maabárata (escrito em 400 ou 300 a.C.), é um texto central do hinduísmo, um diálogo filosófico entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Este é um dos mais populares a acessíveis textos do hinduísmo, e é de essencial importância para a religião. O Gita discute altruísmo, dever, devoção, meditação, integrando diferente partes da filosofia hindu.

O Ramayana e o Mahabarata - O Ramayana e o Mahabarata são os épicos nacionais da Índia. São provavelmente os poemas mais longos escritos em todo o mundo. O Mahabharata é atribuído ao sábio Vyasa, e foi escrito no período entre 540 e 300 a.C.. O Mahabharata conta a lenda dos báratas, uma das tribos arianas.

O Ramayana é atribuído ao poeta Valmiki, e foi escrito no primeiro século d.C., apesar de ser baseado em tradições orais que datam de seis ou sete séculos a.C..

Na india antiga, havia uma tendência a abandonar o mundo convencional e entrar no ascetismo, que é uma vida de exclusão e renuncia, chamada tyaga ou samnyasa, estes movimentos começaram nos tempos das upanishads, refletindo um ideal, e acabando se em se tornar um problema social. Em resposta, os legisladores Hindus inventaram os ideiais em estágios da vida (ashrama). De acordo com este modelo a pessoa primeiro termina o estagio de brahmacarin - estudante, passando para grihastha cidadão ativo e somente depois se retiraria do mundo.

Um exemplo extremo de grihastha são os Sadhus, homens santos, que praticam uma forma extrema de automortificação, que ocasionalmente praticam. Suas praticas incluem atos de extrema devoção para um deidade ou principio, tais votos nunca podem ser quebrados, eles mantém um braço estendido no ar por um período de meses ou anos. Os tipos particulares de asceticismo variam de um para outro, e de homem santo para homem santo.

Fundamentos básicos do Hinduísmo:

1- cada pessoa possui um espírito (atman), que é uma força perene e indestrutível. Sua trajetória depende das ações de cada um, de acordo com a Lei do Carma, onde a toda ação corresponde uma reação;

2- até atingir a libertação final (moksha), o indivíduo passa continuamente por mortes e renascimentos, cujo ciclo é chamado de Roda de Samsara, da qual só sai após atingir a Iluminação;

3- os rituais compõem-se de dois elementos principais: Darshan, que é a meditação/ contemplação da divindade, e o Puja (oferenda);

4- a alimentação vegetariana é um de seus pontos principais, pois é livre da impureza (morte/sangue), e como todo alimento deve ser antes oferecido aos deuses, não se pode ofertar algo que seja “sujo”;

5- o mais importante mantra é o OM, (sílaba sagrada) que representa o próprio nome de Deus, sendo a semente de todos os mantras e o princípio da criação e dele derivou toda a matéria.

As preces são entoadas como cânticos no idioma sânscrito (língua morta), que deu origem ao hindi e a um grande número de dialetos praticados na Índia. Recebem o nome de mantras, que são dirigidos a diversas divindades, ou estimulam qualidades pessoais. Em geral, são entoados 108 vezes e, para sua contagem é utilizado o japa-mala (colar de contas), confeccionado em sândalo ou com sementes de rudraksha (árvores consideradas de bom augúrio).

O Hinduísmo vê o nascimento de um indivíduo dentro de uma determinada casta, como resultante de um Carma que ele está a cumprir, pelo que fez nas vidas anteriores.

Quanto mais se sobe na hierarquia das castas, maiores responsabilidades o crente passa a ter.

Continua no Próximo post.



Escrito por homota às 18h22
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HINDUÍSMO – 09.

Continuação do post anterior.

Escrituras sagradas do hinduísmo - Muita da morfologia e filosofia lingüística inerente ao aprendizado do sânscrito está associada ao estudo dos Vedas e outros relevantes textos Hindus. Os textos hindus apresentam diversos níveis de leitura: físico material, sutil ou supernatural. Engloba vários níveis de interpretação e compreensão. As escrituras hindus são divididas em duas categorias:

1 - Shruti - aquela que se escuta - oral (i.e. revelação)

2 - Smriti - aquela que se recorda - escrita (i.e. tradição, não revelação).

Vedas - Os Vedas são os textos mais antigos do hinduísmo, e também influenciaram o budismo, o jainismo e o sikhismo. Os Vedas contêm hinos, encantamentos e rituais da Índia antiga. Juntamente com o Livro dos Mortos, com o Enuma Elish, I Ching e o Avesta, eles estão entre os mais antigos textos religiosos existentes. Além de seu valor espiritual, eles também oferecem uma visão única da vida cotidiana na Índia antiga. Enquanto a maioria dos hindus provavelmente nunca leram os Vedas, a reverência por mais uma noção abstrata de conhecimento (Veda significa "conhecimento" em sânscrito) está profundamente impregnada no coração daqueles que seguem o Veda Dharma.

Existem quatro Vedas:

·  Rig Veda

·  Sama Veda

·  Yajur Veda

·  Atharva Veda

Upanixades - Os Upanixades são denominados Vedanta, porque eles contêm uma exposição da essência espiritual dos Vedas. Entretanto é importante observar que os Upanixades são textos e Vedanta é uma filosofia. A palavra Upanishad significa "sentar-se próximo ou perto", pois os estudantes costumavam sentar-se no solo, próximos a seus mestres.

Os Upanixades organizaram mais precisamente a doutrina védica de auto-realização, yoga, e meditação, karma e reencarnação, que eram veladas no simbolismo da antiga religião de mistérios. Os mais antigos Upanixades são geralmente associados a um Veda em particular, através da exposição de uma brâmana ou Aranyaka, enquanto os mais recentes não.

Formando o coração da Vedanta (Final dos Vedas), eles contêm a técnica de adoração aos deuses védicos e capturam a essência do dito do Rig Veda "A Verdade é Uma". Eles colocam a filosofia hindu separada e acolhendo uma única e transcendente força imanente e inata na alma de cada ser humano, identificando o microcosmo e o macrocosmo como Um. Podemos dizer que enquanto o hinduísmo primitivo é fundamentado nos quatro Vedas, o Hinduísmo Clássico, a Ioga e Vedanta, e correntes tântricas do Bhakti foram modelados com base nos Upanixades.

Puranas-Smriti - Os Puranas são considerados smriti; ensinamentos não escritos passados oralmente de uma geração a outra. Eles são distintos dos shrutis ou ensinamentos em escritos tradicionais. Existem um total de 18 Puranas maiores, todos escritos em forma de versos. E dito que estes textos foram escritos muito anteriormente ao Ramáiana e ao Maabárata.

Acredita-se que o mais antigo Purana provém de cerca de 300 a.C., e os mais recentes de 1300-1400 d.C. Apesar de terem sido compostos em diferente períodos, todos os Puranas parecem ter sido revisados. Tal fato pode ser notado no fato de que todos eles comentam que o número de Puranas é 18. Os Puranas variam muito: o Skanda Purana é o mais longo com 81.000 versos, enquanto o Brahma Purana e o Vamana Purana são os mais curtos com 10.000 versos cada. O número total de versos em todos os 18 Puranas é 400.000.

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 14h58
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HINDUÍSMO – 8.

Continuação do post anterior.

Formas de Adoração: murtis e mantras - Contrário a crença popular, o hinduísmo prático não é politeístico nem estritamente monoteístico. A variedade de deuses e avatares que são adorados pelos hindus são compreendidos como diferentes formas da Verdade Única, algumas vezes vistos como mais do que um mero Deus e um último terreno Divino (Brahman), relacionado mas não limitado ao monismo, ou um princípio monoteístico como Vixnu ou Xiva.

Acreditando na origem única como sem forma (nirguna brahman, sem atributos) ou como um Deus pessoal (saguna Brahman, com atributos), os Hindus compreendem que a verdade única pode ser vista de forma variada por pessoas diferentes. O Hinduísmo encoraja seus devotos a descreverem e desenvolverem um relacionamento pessoal com sua deidade pessoal escolhida (ishta devata) na forma de Deus ou Deusa.

Enquanto alguns censos sustentam que os adoradores de uma forma ou outra de Vishnu (conhecido como Vaishnavs) são 80% dos Hindus e aqueles de Shiva (chamados Shaivaites) e Shakti compõem o restante dos 20%, tais estatísticas provavelmente são enganadoras. A maioria dos Hindus adoram muitos deuses como expressões variadas do mesmo prisma da Verdade. Entre os mais populares estão Vishnu (como Krishna ou Rama), Shiva, Devi (a Mãe de muitas deidades femininas, como Lakshmi, Sarasvati, Kali e Durga), Ganesha, Skanda e Hanuman.

A adoração das deidades é geralmente expressa através de fotografias ou imagens (murti) que são ditas não serem o próprio Deus mas condutos para a consciência dos devotos, marcas para a alma humana que significam a inefável e ilimitada natureza do amor e grandiosidade de Deus. Eles são símbolos do príncipio maior, representado mas nunca presumido ser o conceito da própria entidade. Conseqüentemente, a maneira hindu de adoração de imagens as toma apenas como símbolos da divindade, opostos à idolatria, geralmente imposta (erroneamente) aos hindus.

Mantra - Recitação e mantras originaram-se no hinduismo e são técnicas fundamentais praticadas até os dias de hoje. Muito da chamada Mantra Yoga, é realizada através de japa ("repetições"). Dizem que os mantras, através de seus significados, sons e recitação melódica, auxíliam o sadhaka (aquele que prática) na obtenção de concentração durante a meditação. Eles também são utilizados como uma expressão de amor a deidade, uma outra faceta da Bhakti Yoga necessária para a compreensão de murti. Frequentemente eles oferecem coragem em momentos dificeis e são utilizados para a obtenção de auxílio ou para 'invocar' a força espiritual interior.

O mais representativo de todos os mantras Hindu é o famoso Gayatri Mantra: Significa, literalmente: "Om! Terra, Universo, Galáxias (invocação aos três mundos). Que nós alcancemos a excelente glória de Savitr, o Deus. Que ele estimule os nossos pensamentos/meditações."

O mantra Gayatri é considerado o mais universal de todos os mantras hindus, e invoca o Brâman universal como um princípio de conhecimento e iluminação do sol primordial, mas somente em seu aspecto feminino. Muitos hindus até os dias de hoje, seguindo uma tradição que permanece viva por pelo menos 5.000 anos, realizam abluções matinais às margens do rio sagrado (especialmente do rio Ganges. Conhecido como um mantra sagrado, é reverenciado como sendo a forma mais condensada do "Conhecimento Divino" (Veda). E governado pelo principio, Ma ("Mãe") Gayatri, também conhecido como Veda Mata ("mãe dos Vedas") e intimamente associado à deusa do aprendizado e iluminação, Sarasvati.

O maior objetivo da religião védica é alcançar moksha, ou liberação, através da constante dedicação a Satya (Verdade) e uma eventual realização de Atman (Alma Universal). Não importa se atingido através de meditação ou puro amor, este objetivo universal é alcançado por todos. Deve ser observado que o Hinduísmo é uma fé prática, e é incorporado em cada aspecto da vida. Acredita igualmente no temporal e no infinito, e somente encoraja perspectivas destes principios. Os grandes rishis (sábios, considerados espécies de santos hindus) e também denominados como samsárico (aquele que vive no samsara, i.e. plano temporal ou terrestre) aquele que segue um meio de vida honesto e amável (dhármico) é um jivanmukta (alma vivente liberta). As verdades fundamentais do hinduísmo são melhores compreendidas na frase dos Upanixades, Tat Twam Asi (Assim És Tu), e na última aspiração como segue: - "Aum Conduza-me da ignorância para a verdade, das trevas para a luz, da morte para a imortalidade”.

Continua no próximo post.



Escrito por homota às 23h57
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