Palavras de Salvação. Seja bem-vindo!


26/11/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 09.

Reconhecimento das Escrituras.

Continuação do post anterior.

Jesus Cristo acreditava que as Escrituras eram uma revelação de Deus dada sob a inspiração do Espírito Santo (Veja em Marcos 12.36: “Pois Davi, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu: “O Senhor Deus disse ao meu Senhor: ‘Sente-se do meu lado direito, até que eu ponha os seus inimigos debaixo dos seus pés.’”” - NTLH). Jesus cria na autoridade de todo o Antigo Testamento (Veja em Lucas 24.25-27: “Então Jesus lhes disse: —Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas.” - NTLH). Referiu-se a cada uma das suas principais divisões: a lei (Mateus 4.4: “Jesus respondeu: —As Escrituras Sagradas afirmam: “O ser humano não vive só de pão, mas vive de tudo o que Deus diz.”” - NTLH), os livros poéticos (Lucas 24.44: “ Depois disse: —Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos.” - NTLH) e os profetas (Marcos 7.6: “Jesus respondeu: —Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim: “Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim.” - NTLH).

Jesus aceitou as histórias do Antigo Testamento com verdadeiras. Aceitou os milagres, as profecias e a ética. E não foi uma simples acomodação à crença de sua época, pois permitiu que a Palavra escrita dirigisse Sua missão, fez uso dela para resistir a satanás no deserto e citou-as durante seu momento final da agonia na cruz. Ele sujeitou-se às Escrituras do Antigo Testamento. Portanto, para Jesus, a Escritura antiga era fonte final de autoridade.

Os apóstolos também reconheceram a autoridade final do Antigo Testamento. Ele citaram a Escritura Antiga como apoio aos seus ensinos. Com freqüência apresentaram a fé cristã como cumprimento das Escrituras (Veja em Atos 3.22-25: “Pois Moisés disse: “Do meio de vocês o Senhor Deus escolherá e enviará para vocês um profeta, assim como ele me enviou. Obedeçam a tudo o que ele lhes disser. Aquele que não obedecer será separado do povo de Deus e destruído.” Samuel e todos os profetas que vieram depois dele falaram a respeito destes dias. As promessas que Deus fez por meio dos seus profetas são para vocês. E vocês fazem parte da aliança que Deus fez com os seus antepassados, quando disse para Abraão: “Por meio dos seus descendentes, eu abençoarei todas as nações do mundo.”” - NTLH; em Atos 4.11: “Jesus é aquele de quem as Escrituras Sagradas dizem: “A pedra que vocês, os construtores, rejeitaram veio a ser a mais importante de todas.”” - NTLH; e em Romanos 1.2: “Há muito tempo essa boa notícia foi prometida por Deus, por meio dos seus profetas, e escrita nas Escrituras Sagradas.” - NTLH).

Para os apóstolos, assim como para o seu Mestre, O Antigo Testamento era a Palavra de Deus escrita (Veja Atos 4.25: “Tu falaste por meio do Espírito Santo e do nosso antepassado Davi, teu servo, quando ele disse: “Por que as nações pagãs ficaram furiosas? Por que os povos fizeram planos tão tolos?” - NTLH; em 2 Timóteo 3.16: “Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.” - NTLH; em Hebreus 10.15-17: “E o Espírito Santo também nos dá o seu testemunho sobre isso. Primeiro ele diz: “Quando esse tempo chegar, diz o Senhor, eu farei com o povo de Israel esta aliança: Porei as minhas leis no coração deles e na mente deles as escreverei.” Depois ele diz: “Não lembrarei mais dos seus pecados nem das suas maldades.”” - NTLH; e em 2 Pedro 1.21: “Pois nenhuma mensagem profética veio da vontade humana, mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Santo quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus.” - NTLH).

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 23h39
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03/11/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 08.

A Autoridade da Escritura.

Quando falamos em autoridade da Escritura estamos indicando a exatidão estabelecida em cujas informações pode-se confiar. Na perspectiva cristã, Deus é a autoridade suprema, e a Escritura é a fonte final onde encontramos a mente e a vontade de Deus.

Durante a história os cristãos tem procurado fontes secundárias de autoridade para as questões de fé. As principais fontes secundárias são os credos, que são “resumos das verdades cristãs que foram produzidas nos primeiros séculos para declarar a essência da fé em uma época de confusão teológica”, as confissões históricas, que pertencem ao período da Reforma e pós-Reforma, a opinião da Igreja, como tendência principal do entendimento cristão, indicativo da mente de Deus, a experiência cristã, o raciocínio cristão e a consciência, como sendo a voz do Espírito Santo.

Todas elas, entretanto, especialmente os credos e as confissões históricas, pretendem apoiar-se na Bíblia, denunciando que são fontes secundárias de autoridade e apontando para a Bíblia como fonte final.

A Bíblia é a forma material da revelação especial de Deus para nós hoje. Através das palavras da Bíblia, Deus se revela a nós hoje como quando Ele falou pela primeira vez. A palavra de Deus é eterna. O que Ele disse no passado vale para hoje e para sempre (Veja em Deuteronômio 29.29: “—Há coisas que não sabemos, e elas pertencem ao SENHOR, nosso Deus; mas o que Ele revelou, isto é, a sua Lei, é para nós e para os nossos descendentes, para sempre. Ele fez isso a fim de que obedecêssemos a todas as suas leis.” - NTLH). Significa que Deus diria a nós hoje, nas mesmas condições das pessoas do passado, o que Ele disse para elas outrora.

Mas que base temos para afirmarmos que a Bíblia é hoje fonte final de autoridade religiosa? O que se segue é uma base segura para os cristãos edificados sobre os fundamentos dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Jesus Cristo a principal pedra de esquina (Veja Efésios 2.20: “Vocês são como um edifício e estão construídos sobre o alicerce que os apóstolos e os profetas colocaram. E a pedra fundamental desse edifício é o próprio Cristo Jesus.” - NTLH).

Nossa fé está fundada em Jesus e nos ensinos dos seus apóstolos. Dessa forma a atitude de Jesus e seus apóstolos para com a Escritura serve de base para nós. Se nossa fé está em Jesus, então o que Ele creu e ensinou devemos também crer. O mesmo se pode dizer acerca dos apóstolos em cujos fundamentos estamos alicerçados. Eles reconheceram a autoridade final do Antigo Testamento.

Jesus citou as Escrituras do Antigo Testamento e se sujeitou a elas (Veja em Mateus 4.4: “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” - RA; em Mateus 26.53,54: “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder?” - RA; e em Marcos 14.27: “E Jesus disse aos discípulos: —Todos vocês vão fugir e me abandonar, pois as Escrituras Sagradas dizem: “Matarei o pastor, e as ovelhas serão espalhadas.”” - NTLH).

Ele se referiu à Escritura como Palavra de Deus (Veja Marcos 7.13: “Assim vocês desprezam a palavra de Deus, trocando-a por ensinamentos que passam de pais para filhos. E vocês fazem muitas outras coisas como esta.” - NTLH)

 

 

Escrito por homota às 13h22
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12/10/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 07.

O registro da Revelação.

O cristão verdadeiro sempre defendeu o princípio sagrado de que na Bíblia temos uma revelação de Deus, de fato a revelação mais clara e sem erro. Deus criou o homem como um ser inteligente para ter comunhão com Ele. De todas as criaturas, o homem é o único feito à imagem de Deus (Veja Gênesis 1.27: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” - RA). Desde a criação, Deus tem desejado que escolhamos imitá-lo e estar com Ele. Para fazer isso, precisamos conhecê-lO e saber o que Ele deseja de nós. É por isso que Deus nos deu a Bíblia. Ela é a revelação de Deus para nos equipar para toda a boa obra (Veja 2 Timóteo 3.16,17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” - RA). A Bíblia começa com a criação para nos mostrar como Deus nos ama e quanto Ele quer que estejamos com Ele. Ela também nos mostra quanto Ele odeia o pecado e a desobediência, as barreiras que nos separam do nosso Criador.

O apóstolo Paulo contrasta o homem natural e o homem espiritual. O homem natural é o que não aceita a revelação de Deus na Bíblia. Seu horizonte é limitado pelas coisas do mundo. Ele não pode conhecer Deus porque é somente através da Palavra de Deus que uma pessoa pode entender qual é a Sua vontade. O homem espiritual ouve e lê as Escrituras e confia na revelação de Deus. (Veja em 1 Coríntios 2.14-16: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” - RA).

Paulo mostra que Deus se revela somente através do Espírito; portanto, a sabedoria dos homens não pode chegar a conhecer Deus, nem a aprender a Sua vontade. Enquanto as pessoas mundanas consideram tolo o homem espiritual, isso não importa; afinal foram os “sábios” deste mundo que crucificaram o próprio Senhor da Glória. (Veja em 1Coríntios 2.8: “Nenhum dos poderes que agora governam o mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o glorioso Senhor.” - NTLH).

 

A Bíblia, também chamada de Escritura ou Escrituras, é o registro inspirado da revelação especial de Deus ao homem. Ela é fonte de revelação para nós. Nela podemos ouvir a Deus, conhecê-lO e a Sua vontade como se Deus falasse diretamente conosco. Nenhuma outra revelação é necessária hoje para a humanidade acerca de Deus e dos Seus planos. Nada mais a acrescentar ao registro bíblico. Apenas entender, mediante o auxílio do Espírito Santo, o que já está revelado. Entretanto, quando Cristo voltar Ele trará mais luz acerca do que já foi falado, mas que agora “vemos como por espelho ” (Veja 1 Coríntios 13.12: “O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus.” - NTLH)

Escrito por homota às 17h35
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21/09/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 06.

Características da Revelação Especial.

Continuação do post anterior.

A finalidade da revelação especial é levar o homem de volta a Deus, livre do pecado e de suas conseqüências. Na Escritura, Deus vai se revelando aos poucos como Salvador e dando a conhecer os mistérios da redenção. Essa revelação foi também atingindo níveis cada vez maiores no plano espiritual. De Gênesis a Apocalipse podemos notar uma gradação progressiva na revelação.

Não se trata apenas de idéias a respeito de Deus, como conceitos teóricos sobre os atributos da Divindade, mas a apresentação da Pessoa de Deus mesmo e o seu comparecimento junto aos indivíduos para tratar de problemas reais na vida das pessoas. Por isso a revelação visava antes de tudo a comunhão do homem com Deus. Jesus Cristo não somente é o principal meio dessa revelação como também é o tema que permeia toda a revelação (Veja em Deuteronômio 18.15: “Do meio de vocês Deus escolherá para vocês um profeta que será parecido comigo, e vocês vão lhe obedecer.” - NTLH; em Atos 3.22: “Pois Moisés disse: “Do meio de vocês o Senhor Deus escolherá e enviará para vocês um profeta, assim como ele me enviou. Obedeçam a tudo o que ele lhes disser.” - NTLH; e em Lucas 24.27: “E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas.” - NTLH). Portanto Cristo é a perspectiva pela qual a Bíblia deve ser lida e interpretada.

O seu conteúdo foi suficientemente registrado na Bíblia para nós, e é por meio dela que tomamos conhecimento dessa revelação ocorrida no passado e temos nossa compreensão de Deus e de Sua vontade hoje. A Bíblia é a fonte principal da Teologia. A Bíblia não registra toda a revelação especial de Deus ocorrida na história da humanidade (Veja João 21.25: “Ainda há muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.” - NTLH).

Mas o que ela registra é suficiente para os propósitos de Deus. Também é provável que Israel e todas as pessoas da Bíblia antes de Israel não tenham sido os únicos a receber de Deus a revelação especial. Talvez Melquisedeque, cuja investidura divina foi reconhecida por Abraão, como também o é no Novo Testamento, seja uma prova de como Deus Se revelou também a outros indivíduos e outros povos.

Abimeleque é um exemplo de homem ímpio que recebeu revelação específica de Deus, embora não fosse com propósito redentivo (Veja em Gênesis 20.3: “Mas de noite, num sonho, Deus apareceu a Abimeleque e disse: —Você vai ser castigado com a morte porque a mulher que mandou buscar é casada.” - NTLH).

 

Os magos do oriente também receberam revelação especial sobre o nascimento de Jesus. Entretanto a revelação bíblica é sem igual pelo seu conteúdo, características e propósito. Por isso todas as nações precisam ouvir Sua mensagem de salvação por meio de Cristo (Veja em Mateus 28.19,20: “Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.” - NTLH).

Escrito por homota às 23h12
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24/08/2016


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Escrito por homota às 22h51
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Doutrina da Palavra de Deus - 05.

Revelação Especial – III

Continuação do post anterior.

Os profetas duraram até João Batista. Depois dos profetas veio o Filho de Deus. O meio mais extraordinário da revelação especial foi a encarnação do Verbo divino (Veja em João 1.1-3,14,18: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” - RA; em João 14.8,9: “Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” - RA; em Colossenses 2.9: “porquanto, nEle, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.” - RA; e em Hebreus 1.2: “nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” - RA).

Ele revelou mais profundamente o Pai e seus propósitos para com a humanidade (Veja em João 1.16-18: “E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça. Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.” - RC; e em Hebreus 10.20: “pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne,” - RA).

Em Jesus a revelação teve o seu clímax. Por meio de Jesus os apóstolos receberam os mais excelentes conhecimentos da verdade redentora de Deus e no-las tranmitiram. As Escrituras, à medida em que nelas foram sendo registradas os conhecimentos já adquiridos de Deus, serviam, por sua vez, de meio de revelação para as novas gerações, como acontece até o dia de hoje (Veja em Deuteronômio 29.29: “—Há coisas que não sabemos, e elas pertencem ao SENHOR, nosso Deus; mas o que ele revelou, isto é, a sua Lei, é para nós e para os nossos descendentes, para sempre. Ele fez isso a fim de que obedecêssemos a todas as suas leis.” - NTLH; em Isaías 8.19,20: “—Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: “Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos!” Mas vocês respondam assim: “O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.”” - NTLH; e em 2 Timóteo 3.16,17: “Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.” - NTLH).

 

Nós hoje podemos não ouvir os profetas, nem o Filho de Deus diretamente, mas ouvimo-lo indiretamente através das Escrituras. Por meio delas Deus fala a nós hoje como outrora falou através dos profetas, do Filho e dos apóstolos.

Escrito por homota às 22h17
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06/08/2016


A Doutrina da Palavra de Deus - 04.

Revelação Especial – II.

Continuação do post anterior.

Na revelação especial Deus se serviu também de Atos miraculosos, particulares e históricos (Veja em Êxodo 4.2-5: “Então o SENHOR perguntou: —O que é isso que você tem na mão? —Um bastão—respondeu Moisés. Deus disse: —Jogue-o no chão. Ele jogou, e o bastão virou uma cobra. E Moisés fugiu dela. Aí o SENHOR ordenou a Moisés: —Estenda a mão e pegue a cobra pelo rabo. Moisés estendeu a mão e pegou a cobra pelo rabo, e de novo ela virou um bastão na mão dele. Então o SENHOR disse: —Faça isso para provar aos israelitas que o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, apareceu a você.” - NTLH; em 1 Reis 18.24: “ E aí os profetas de Baal vão orar ao seu deus, e eu orarei ao SENHOR. O deus que responder mandando fogo, este é que é Deus. E todo o povo respondeu: —Está bem assim!” - NTLH; em João 5.36: “Mas eu tenho um testemunho a meu favor ainda mais forte do que o que João deu: são as coisas que eu faço, as quais o meu Pai me mandou fazer. Elas dão testemunho a favor de mim e provam que o Pai me enviou.” - NTLH; em João 20.30,31: “Jesus fez diante dos discípulos muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele.” - NTLH; e em Hebreus 2.1-4: “Por isso devemos prestar mais atenção nas verdades que temos ouvido, para não nos desviarmos delas. Não há dúvida de que a mensagem que foi dada por meio dos anjos é verdadeira; e aqueles que não a seguiram nem foram obedientes a ela receberam o castigo que mereciam. Sendo assim, como é que nós escaparemos do castigo se desprezarmos uma salvação tão grande? Primeiro, o próprio Senhor Jesus anunciou essa salvação; e depois aqueles que a ouviram nos provaram que ela é verdadeira. Ao mesmo tempo, por meio de sinais de poder, maravilhas e muitos tipos de milagres, Deus confirmou o testemunho deles. E, de acordo com a sua vontade, distribuiu também os dons do Espírito Santo.” - NTLH).

Deus se serviu também da encarnação do Filho de Deus (Veja em João 1.1-3,14,18: “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai. Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus.” - NTLH; em João 14.8,9: “Filipe disse a Jesus: —Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada. Jesus respondeu: —Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê vê também o Pai. Por que é que você diz: “Mostre-nos o Pai”?” - NTLH; em Colossences 2.9: “Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de Deus,” - NTLH; e em Hebreus 1.3: “O Filho brilha com o brilho da glória de Deus e é a perfeita semelhança do próprio Deus. Ele sustenta o Universo com a sua palavra poderosa. E, depois de ter purificado os seres humanos dos seus pecados, sentou-se no céu, do lado direito de Deus, o Todo-Poderoso.” - NTLH).

Os principais agentes de Deus que receberam e comunicaram a revelação foram os profetas e Jesus Cristo (Veja em Hebreus 1.1,2: “Antigamente, por meio dos profetas, Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados, mas nestes últimos tempos ele nos falou por meio do seu Filho. Foi Ele quem Deus escolheu para possuir todas as coisas e foi por meio dele que Deus criou o Universo.” - NTLH). Os profetas de Israel foram os grandes portadores da revelação de Deus no passado. Eles tinham visões de Deus, e por isso eram chamados videntes (Veja 1 Samuel 9.9: “ —É uma boa idéia! —respondeu Saul. —Vamos. Então eles foram à cidade onde o homem santo morava. Quando estavam subindo o morro para chegar à cidade, encontraram algumas moças que estavam saindo para tirar água. Eles perguntaram: —O vidente está na cidade? (Antigamente, quando alguém queria fazer uma pergunta a Deus, costumava dizer: “Vamos falar com o vidente.” Porque naquele tempo os profetas eram chamados de videntes.)” - NTLH).

Deus lhes falou acerca de Sua vontade e de Seu propósito para com o Seu povo. Eles então predisseram acontecimentos que vieram a acontecer na história.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 20h13
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22/07/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 03.

Revelação Especial.

Revelação Especial é a revelação que Deus faz de Si mesmo e da Sua mensagem a um indivíduo ou a um grupo de pessoas, por meio de palavras ou acontecimentos especiais históricos, tendo em vista um determinado fim, notadamente a redenção.

Na revelação especial Deus se serviu de palavras, visões, sonhos (Veja em Números 12.6: “Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos.” - RA; em Gênesis 28.12-15:

Então Jacó sonhou. Ele viu uma escada que ia da terra até o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. O SENHOR Deus estava ao lado dele e disse: —Eu sou o SENHOR, o Deus do seu avô Abraão e o Deus de Isaque, o seu pai. Darei a você e aos seus descendentes esta terra onde você está deitado. Os seus descendentes serão tantos como o pó da terra. Eles se espalharão de norte a sul e de leste a oeste, e por meio de você e dos seus descendentes eu abençoarei todos os povos do mundo. Eu estarei com você e o protegerei em todos os lugares aonde você for. E farei com que você volte para esta terra. Eu não o abandonarei até que cumpra tudo o que lhe prometi.” - NTLH;

em Gênesis 31.11-13: “O Anjo de Deus me chamou pelo nome, e eu respondi: “Aqui estou.” Então ele continuou: “Veja! Todos os bodes que estão cruzando são listados, malhados e manchados. Eu estou fazendo com que isso aconteça porque tenho visto o que Labão está fazendo com você. Eu sou o Deus que apareceu a você em Betel, onde você me dedicou uma pedra, derramando azeite sobre ela, e onde você me fez uma promessa. Agora prepare-se, saia desta terra e volte para a terra onde você nasceu.”” - NTLH; em Daniel 2.1 e seguintes: “ No segundo ano de Nabucodonosor como rei da Babilônia, ele teve uns sonhos que o deixaram tão preocupado, que não podia dormir.” - NTLH e versículos seguintes; em Mateus 2.12,13: “ E num sonho Deus os avisou que não voltassem para falar com Herodes. Por isso voltaram para a sua terra por outro caminho. Depois que os visitantes foram embora, um anjo do Senhor apareceu num sonho a José e disse: —Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e fuja para o Egito. Fiquem lá até eu avisar, pois Herodes está procurando a criança para matá-la.” - NTLH;

em Mateus 2.19-22: “Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu num sonho a José, no Egito, e disse: —Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e volte para a terra de Israel, pois as pessoas que queriam matar o menino já morreram. Então José se levantou, pegou a criança e a sua mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ficou sabendo que Arquelau, filho do rei Herodes, estava governando a Judéia no lugar do seu pai, teve medo de ir morar lá. Depois de receber num sonho mais instruções, José foi para a região da Galiléia” - NTLH; em Gálatas 1.11,12: “Meus irmãos, eu afirmo a vocês que o evangelho que eu anuncio não é uma invenção humana. Eu não o recebi de ninguém, e ninguém o ensinou a mim, mas foi o próprio Jesus Cristo que o revelou para mim.” - NTLH;

em Atos 9.3-6: “Mas na estrada de Damasco, quando Saulo já estava perto daquela cidade, de repente, uma luz que vinha do céu brilhou em volta dele. Ele caiu no chão e ouviu uma voz que dizia: —Saulo, Saulo, por que você me persegue? —Quem é o senhor? —perguntou ele. A voz respondeu: —Eu sou Jesus, aquele que você persegue. Mas levante-se, entre na cidade, e ali dirão a você o que deve fazer.” - NTLH; em Atos 10.10-13: “Pedro ficou com fome e quis comer alguma coisa. Enquanto o almoço estava sendo feito, ele teve uma visão. Viu o céu aberto e uma coisa parecida com um grande lençol amarrado pelas quatro pontas, que descia até o chão. Dentro daquilo havia todos os tipos de animais de quatro patas, de animais que se arrastam pelo chão e de aves. Então Pedro ouviu uma voz, que dizia: —Pedro, levante-se! Mate e coma!” - NTLH; em Atos 16.9,10: “ Naquela noite Paulo teve uma visão. Ele viu um homem da província da Macedônia, que estava de pé e lhe pedia: “Venha para a Macedônia e nos ajude!” Logo depois dessa visão, nós resolvemos partir logo para a Macedônia, pois estávamos certos de que Deus nos havia chamado para anunciar o evangelho ao povo dali.” - NTLH; e as visões do Apocalipse.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 14h30
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16/06/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 02.

Revelação e Escritura.

II – Revelação Geral (continuação do post anterior).

De modo geral, o homem não vive sem a idéia da divindade e sem religião, pois sabe que há uma divindade da qual é dependente e à qual terá de prestar contas.

Na providência divina, isto é, na constante atividade de Deus em manter e dirigir a Criação, Ele também se revela a nós. (Veja em Atos 14.17: “contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria.” - RA; e em Mateus 6.26,30: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? “ Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?” - RA). O curso das leis da natureza, mantendo a existência das coisas criadas, mostra ao homem que há uma Providência infinita, poderosa, bondosa esábia, que criou essas leis e as sustenta, tendo em vista um propósito.

A história do mundo também manifesta a ação de Deus (veja em Salmo75.6,7: “Pois o julgamento não vem do Leste, nem do Oeste, nem do Norte, nem do Sul. É Deus quem julga; é ele quem declara que uns são culpados e que outros são inocentes.” - NTLH; em Daniel 2.20,21: “dizendo: “Que o nome de Deus seja louvado para sempre, pois dEle são a sabedoria e o poder! É Ele quem faz mudar os tempos e as estações; é Ele quem põe os reis no poder e os derruba; é Ele quem dá sabedoria aos sábios e inteligência aos inteligentes.” - NTLH; em Daniel 4.25: “O senhor será expulso do meio dos seres humanos e ficará morando com os animais selvagens. O senhor comerá capim como os bois, dormirá ao ar livre e ficará molhado pelo sereno. Isso durará sete anos, até que o senhor reconheça que o Deus Altíssimo domina todos os reinos do mundo e coloca como rei o homem que Ele quer.” - NTLH; em Romanos 13.1: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” - RA; e em Atos 17.26,27: “De um só homem ele criou todas as raças humanas para viverem na terra. Antes de criar os povos, Deus marcou para eles os lugares onde iriam morar e quanto tempo ficariam lá. Ele fez isso para que todos pudessem procurá-lo e talvez encontrá-lo, embora ele não esteja longe de cada um de nós.” - NTLH).

Enfim, toda a criação, a consciência humana, os fenômenos da natureza e os acontecimentos históricos manifestam Deus, assim como qualquer obra revela aspectos do seu autor. A ciência moderna, descobrindo cada vez mais este universo, pode enriquecer nosso conhecimento da grandeza de Deus.

Viva Jesus!

 

Deus lhe abençõe!

Escrito por homota às 21h18
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13/03/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 01.

I – Revelação.

O termo revelação significa a exposição daquilo que era anteriormente desconhecido. Na teologia, revelação é o ato de Deus manifestar a si mesmo e a sua mensagem ao homem, e o produto dessa manifestação. A revelação, portanto, não consiste apenas em tornar o homem sabedor do poder, dos atributos e dos propósitos de Deus, mas também em estabelecer o contato pessoal entre Deus e o homem, advindo daí a experiência religiosa.

Se não fosse a revelação de Deus, o homem não poderia ter conhecimento da divindade. Deus não é parte da criação, logo Ele não pode ser descoberto na natureza pela pesquisa humana. Além disso há uma distância muito grande entre o homem e Deus, em duplo aspecto: mental e moral. A solução para essa dificuldade no conhecimento de Deus é a revelação. Onde não há revelação de Deus resta apenas o intelecto humano, lutando com toda a sorte de hipóteses. Mas o que se verifica é que Deus Se revelou tanto por meio da criação como por outros meios. Podemos classificar a revelação em dois grupos: Revelação geral e revelação especial.

II – Revelação Geral.

Revelação geral é a auto manifestação de Deus mais abrangente e para toda a humanidade e ocorre por meio da criação, da natureza humana, da providência divina e da história.

A criação, isto é, a existência do mundo físico revela Deus como Realidade Eterna, seu poder infinito, sua sabedoria insondável. Veja nos versículos a seguir: (Salmo 8.1,3: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,” - RA; Salmo 19.1,2: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.” - RA; Isaías 40.26: “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.” - RA; Romanos 1.19.20: “porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;” - RA).

A natureza humana – O homem feito à imagem e semelhança de Deus, reflete, em sua natureza moral e religiosa, o Criador. Veja nos versículos a seguir: (Gênesis 1.21,27: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” - RA; Atos 17.28: “ Porque, como alguém disse: “Nele vivemos, nos movemos e existimos.” E alguns dos poetas de vocês disseram: “Nós também somos filhos dEle.”” - NTLH; Romanos 1.32: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” - RA; Romanos 2.14,15: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,” - RA).

Continua no próximo post.

 

Dêem graças ao SENHOR, porque Ele é bom; o Seu amor dura para sempre!” (Salmo 118.29).

Escrito por homota às 00h06
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09/02/2016


A Doutrina do Homem - 06.

A Doutrina do Homem – 06.

Continuação do post anterior.

Dessa maneira, Adão desobedeceu deliberadamente à Palavra de Deus, e teve de sofrer conseqüências imediatas. A sua consciência o condenou, levando-o a reconhecer que havia fracassado, por não ter guardado o mandamento do Senhor. Ele sentiu vergonha,lamentou-se e temeu, porque o seu ato de desobediência havia lhe furtado a sua inocência (ver Gênesis 3.7-10). Agora, a sua natureza estava corrompida. Adão caíra do estado de inocência para o estado de corrupção. Desde a sua queda para longe do favor divino, o homem acha-se limitado por sua própria natureza pecaminosa. Ela não pode querer obedecer a vontade do Senhor sem o auxílio de Deus. Escreveu o apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, Istoé, na minha carne, não habita bem algum: e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem” (Romanos 7.18).

Deus, porém, não se contentou em deixar o homem em corrupção. Antes, Ele oferece a Sua graça ao homem, mesmo em sua condição de perdição, apelando para que ele se arrependa de seus pecados e aceite a salvação que oferece (veja Tito 2.11: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” - RA). É nesse ponto que o Espírito Santo assume a iniciativa, influenciando a vontade do homem para voltar-se de todo o coração para Deus (veja Filipenses 2.13: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” - RA). Aqueles que assim se voltam, recebem o direito de serem feitos filhos de Deus (ver João 1.12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” - RA).

Apesar de Deus oferecer a Sua graça ao homem caído, capacitando-o a aceitar a Cristo como seu Salvador, ele nunca é forçado a fazê-lo. Mediante um ato de sua vontade, um homem pode aceitar a oferta e assim tornar-se um filho de Deus; ou então, pode rejeitar a oferta e assim permanecer sob condenação do juízo divino. A sua vontade tem a liberdade de decidir sobre a questão. Nesse processo estão envolvidas, tanto a vontade de Deus como a vontade do homem (ver Tito 2.11,12: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,” – RA e João 7.17: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” - RA).

Embora nossas faculdades racionais estejam envolvidas, quando temos de tomar decisões de ordem moral, o Espírito Santo exerce uma influência positiva para o bem, enquanto estivermos com a mente fixa naquilo que o Espírito Santo deseja (ver Romanos 8.5-9,12-14). E Ele opera em nós a fim de levar-nos a desejar fazer a Sua vontade (ver Filipenses 2.13). Aprender a viver no Espírito e seguir as pegadas do Espírito representam uma crescente experiência na vida de cada um de nós, crentes, enquanto vamos avançando cada vez mais para a maturidade cristã (Gálatas 5.16-18,25).

A Imortalidade do Homem.

O que acontece a uma pessoa por ocasião da morte física? Há muitas coisas que não sabemos acerca da existência após a morte. Mas a Bíblia ensina-nos que há vida após a morte do corpo,

A morte física é aquilo que acontece quando o corpo deixa de funcionar biologicamente. O corpo físico entra em decadência e retorna ao pó de onde veio (Gênesis 3.19: “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó voltarás - RA). No entanto, a parte imaterial do homem, que a Bíblia chama de alma ou espírito, continua existindo. Numerosas passagens bíblicas confirmam isso, a saber:

Lucas 23.43: “E disse-lhe Jesus: em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

2 Coríntios 5.8: “... desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor”.

Filipenses 1.22,23: “... se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo o desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”.

João 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna... passou da morte para a vida”.

A morte física do homem fez parte da maldição que lhe foi imposta, quando Adão caiu em pecado: “... porquanto tu és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3.9). Apesar de que, por ocasião da morte física, o crente deixa de existir como um completo ser material/imaterial, ele conta com a bendita esperança de segunda vinda de Cristo, quando então haverá de receber um corpo glorificado. Jesus mediante a sua morte por causa dos nossos pecados e tendo em vista a Sua ressurreição, garantiu que também haveremos de ressuscitar entre os mortos. Isso é explicado no trecho de 1 Coríntios 15.42-49, que diz:

Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia –se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. Assim também está escrito: o primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante... E assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial”.

Em contraste com isso, quando morre um pecador impenitente, a sua alma continua em estado de existência consciente, em um lugar de intensos sofrimentos chamado hades ou inferno. Recebemos um vislumbre a respeito desse lugar na história de Jesus sobre o rico e Lázaro (Lucas 16.19-24). No hades, o rico da parábola de Jesus podia pensar, lembrar, falar e sentir. Também conservou sua autoconsciência.

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 00h43
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09/12/2015


A Doutrina do Homem - 05.

Continuação da Consciência.

Visto que Deus nos criou dotados desse monitor ou “voz interior”, deveríamos compreender mais aquilo que pode ser feito pela nossa consciência e quais são as suas limitações. Em primeiro lugar, tal como o intelecto, a consciência desenvolve-se à medida que crescemos e amadurecemos. Quando chegamos a entender a nossa responsabilidade, também começamos a entender melhor as conseqüências de nossas atos. Em segundo lugar, a Bíblia ensina-nos que a consciência pode ser contaminada, corrompida ou cauterizada.

  1. ... nem em todos há conhecimento porque alguns, até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo, e a sua consciência sendo fraca fica contaminada (1 Coríntios 8.7).

  2. Todas as coisas são puras para os puros; mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados” (Tito 1.15).

  3. ... pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência (1 Timóteo 4.2).

Essas passagens bíblicas indicam que o crente que relaxa em sua vida cristã, que ignora a voz da própria consciência e que desiste da própria fé, pode tornar ineficaz a função de sua consciência, que lhe foi outorgada por Deus. Não obstante, a Bíblia nunca ensina que a consciência possa ser destruída, totalmente eliminada.

Em terceiro lugar, a consciência não é infalível (não é perfeita, nem é destituída de erros). Em outras palavras, a consciência pode guiar erroneamente uma pessoa, se ela dispuser de padrões errados para seguir. O apóstolo Paulo, antes de sua grande crise na estrada de Damasco, estava muito consciencioso quanto a sua conduta errada. Ele pensava que estava fazendo a coisa certa, Seu espírito zeloso e seu caráter sem falhas eram recomendáveis; mas os seus atos eram chocantes! Visto que a sua razão havia adotada uma interpretação errônea do Antigo Testamento, a sua consciência testificava daquele modo, com base nessa distorcida interpretação, e isso o desviava para caminhos errados (ver Atos 9).

Logo, a nossa consciência julga as nossas ações e as nossas atitudes baseada:

  1. No conhecimento que temos da existência de Deus.

  2. Na vontade revelada de Deus.

  3. Na consciência moral que Ele nos outorgou..

  4. Naquilo que nos tem sido ensinado (o que tem alimentado a nossa consciência).

  5. Nos padrões sociais que temos aceitado.

Sabemos que haveremos de prestar contas a Deus. Os padrões sociais, entretanto, nem sempre são os mesmos, por causa do pecado e porque os homens têm rejeitado o padrão determinado por Deus. Por conseguinte, o único padrão da consciência que é aceitável aos olhos de Deus tem por base a Sua Palavra, conforme a mesma é interpretada pelo Seu Santo Espírito.

A Vontade. A vontade é a nossa capacidade de escolher ou decidir entre possíveis cursos de ação. No tocante a qualquer ação possível, devemos ter conhecimento a rsepeito, antes de podermos exprimir qualquer sentimento acerca dela. E então, com base em nosso conhecimento e em nossos sentimentos, poderemos escolher mediante um ato de vontade, um curso de ação em particular. Podemos preferir espontaneamente fazer qualquer coisa coerente com a nossa natureza. Podemos querer correr, mas não podemos querer viver debaixo da água, como um peixe, por exemplo. Correr é algo compatível com a natureza humana; viver sob a superfície da água não o é. O homem está limitado pelo pecado, de tal modo que não pode alterar o seu estado moral simplesmente porque quer tornar-se justo.

Portanto, o que é que influencia a nossa vontade? A vontade está totalmente debaixo do controle do homem ou do controle de Deus? Qual processo está envolvido ao tomarmos as nossas decisões? Vamos examinar agora essas questões, enquanto estudamos mais plenamente a natureza humana.

Quando Deus criou o homem, deu-lhe a capacidade de escolher entre o pecar e o não pecar. Deus o colocou no Jardim do Édem e declarou sob quais condições o homem poderia continuar em comunhão com Deus: “E ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do Mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2.16,17).

Como foi que Adão correspondeu a essa instrução decretada pelo Senhor. O processo de tomada de decisão, provavelmente seguiu o seguinte padrão:

  1. O intelecto de Adão aceitou o padrão de Deus. Ele compreendeu o que Deus lhe estava dizendo.

  2. As emoções de Adão assentiram diante da retidão das palavras de Deus. Como seu Criador e Supremo Senhor, Deus tinha o direito da estabelecer esse padrão.

  3. A vontade de Adão preparou-se para decidir entre a aceitação e a rejeição da tentação que lhe foi apresentada pela serpente (ver 3.4,6).

  4. Nesses momentos cruciais, a consciência de Adão pesou as conseqüências, se ele agisse de acordo contrário ao padrão determinado por Deus.

  5. Adão acabou cedendo diante da tentação, por um ato da sua livre vontade.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 18h27
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11/11/2015


A Doutrina do homem - 04

                                 

Continuação do post anterior.

Continuação dos Aspectos Imateriais (Não Físicos).

Há vários elementos importantes na vida racional. Você poderá reconhecer que os três primeiros também são aspectos da personalidade. São eles:

  1. O elemento intelectual – a capacidade de compreender, de raciocinar e de lembrar.

  2. O elemento emocional – a capacidade de sentir, de ser afetado por aquilo que a pessoa sabe ou experimenta.

  3. A vontade – a capacidade de escolher, de resolver e de agir.

  4. A consciência – O conhecimento do próprio eu, em relação a algum padrão conhecido de certo e errado.

Fomos criados com os ingredientes básicos da personalidade: o intelecto, as emoções e a vontade. Essas qualidades capacitam-nos a nos comunicarmos com Deus e com as outras pessoas de uma maneira responsável e significativa. Paralelamente a nosso ser físico, esses elementos imateriais capacitam-nos a viver como seres totais, completos. Nós subjugamos o nosso meio ambiente, retirando do mesmo o que necessitamos para viver; aprendemos a trabalhar harmoniosamente com outras pessoas, em circunstâncias sociais. E, acima de tudo, quando nos convertemos, procuramos agradar ao nosso Criador, o qual providenciou tudo quanto era necessário para termos uma existência útil no mundo e a própria salvação eterna.

Nossa vontade e nossa consciência são elementos muito importantes do aspecto moral do nosso ser não físico ou imaterial.

Os Aspectos Morais. As qualidades racionais do nosso ser imaterial, sobre as quais acabamos de ver, equipam-nos para realizar ações corretas ou erradas. O nosso intelecto permite-nos entender o que está envolvido nas questões do que é certo e do que é errado. As nossas emoções apelam para que nos inclinemos numa direção ou noutra e a nossa vontade decide, finalmente, a questão. Porém sem o quarto elemento, que é a consciência, não pode haver qualquer ação moral.

A nossa consciência pode ser descrita como uma “voz interior”, que aplica a lei moral de Deus em nós, em relação a cursos específicos de ação, levando-nos a obedecer a essa lei. A fim de entendermos mais claramente a natureza desse poder moral, consideraremos agora a consciência e a vontade no que elas estão vinculadas às nossas ações.

A Consciência. Já vimos, de maneira breve, que a nossa consciência ocupa-se com as nossas atitudes e ações. Essa é a faculdade que nos capacita julgar de modo apropriado entre cursos de ação diferentes ou entre formação de atitudes que sejam agradáveis ou desagradáveis a Deus, Deus revelou-nos em Sua Palavra, um padrão aceitável de vida. O ensino e a aplicação prática da verdade divina, que recebemos, ajuda-nos a entender como convém nos conduzirmos. Portanto, aquilo que sabemos acerca de vontade de Deus, conforme nos é revelado em Sua Palavra, e aquilo que temos aprendido, na aplicação dessa verdade às nossas vidas diárias, formam a base sobre a qual atua a nossa consciência.

A consciência serve-nos de monitor (avisando-nos ou instruindo-nos) acerca das atitudes que estão tomando forma ou de atos que estamos prestes a realizar, se eles são certos ou errados. O apóstolo Paulo fornece-nos um exemplo, sobre isso ao escrever em Romanos 2.15: “Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” – RA.

Para exemplificar, consideremos a hipótese de um negociante crente, de nome Mateus, que se defronta com a seguinte decisão: “Deverei ir a um jantar onde farei um importante contacto comercial, embora ali existam algumas diversões ímpias? Deveria agir segundo as minhas convicções de que isso seria um erro, embora eu venha a perder uma transação comercial, se não aceitar o convite?”

O padrão de Mateus é a Palavra de Deus. Ele sabe o que Deus disse acerca de associações erradas (Ver 2 Coríntios 7.1: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” – RA e 1 Coríntios 15.33: “ Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” - RA). A sua consciência testifica sobre o fato que é um erro aceitar aquele convite, por ser contrário ao poder divino. E também fá-lo relembrar da sua obrigação de conduzir-se conforme Deus quer. A consciência de Mateus, portanto, discrimina (nota a diferença) entre o que é certo e o que é errado, com base na Palavra de Deus. Visto que Mateus é crente, a sua consciência fala com ele, sob a influência do Espírito Santo.

Se Mateus não quiser atender ao testemunho da sua própria consciência, seguindo as suas responsabilidades morais, então ele se sentirá envergonhado e lamentará, e também temerá as conseqüências de seus atos. Se ele ceder diante da tentação, isso despertará nele um senso de fracasso – o fracasso de não estar vivendo de acordo com o padrão de Deus. Os sentimentos associados a esse senso de fracasso – a vergonha, a lamentação e o temor – não são elementos da consciência, mas são apenas emoções. A consciência, por conseguinte, atua como um juiz, no tocante as nossas atitudes mentais e a nossa conduta externa.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 22h23
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18/10/2015


A Doutrina do Homem - 03.

A Doutrina do Homem – 03.

Continuação do post anterior.

A Bíblia expõe uma narrativa razoável sobre a origem do homem. Ela esclarece a natureza humana e a potencialidade com a qual ele foi criado. Revela fatos sobre a semelhança que há entre o homem e o seu Criador. Isso ajuda-nos a perceber quão especial é o homem e como ele é muito superior a todas as demais criaturas que há no mundo. A Bíblia também ensina-nos que, juntamente com a sua posição superior, como um ser moral, o homem foi encarregado de algumas importantíssimas responsabilidades – responsabilidades essas que afetam o seu destino eterno, conforme veremos.

A Natureza do Homem. Torna-se mais fácil para nós solucionarmos os nossos problemas e compreendermos como e por qual razão nos comportamos desta ou daquela maneira, quando entendemos melhor a natureza humana. É verdade que o homem é uma criatura complexa – é dotado de um corpo admirável, de uma mente fértil e da capacidade de distinguir entre o que é certo e o que é errado. Essas são apenas algumas das muitas características do ser humano. Essa descrição revela-nos que ele tem um aspecto material ou físico, que é palpável ou pode ser visto, e um aspecto imaterial ou não físico, que não pode ser visto, medido e nem analisado em laboratório. Consideremos agora esses vários aspectos ou características da natureza humana.

O Aspecto Material (Físico). É bastante fácil para nós identificarmos o aspecto físico ou material do homem. É aquilo que vemos em outra pessoa. É aquilo que um médico examina e sobre o que um cirurgião opera. Esse corpo físico pode ser medido, pesado e analisado em laboratório. É o corpo humano.

As Escrituras falam sobre o corpo humano com bastante freqüência, incluindo o corpo na nossa redenção final (ver Romanos 8.23: “E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” - RA; veja também 1 Coríntios 6.12-20). Qual é o valor que a Bíblia dá ao corpo humano? Apesar de sermos instruídos no sentido que o aspecto não físico do homem é mais importante do que o seu lado físico (Ver Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” - RA), não devemos pensar que os nossos corpos sejam desprezíveis ou inerentemente maus. Pelo contrário, o apóstolo Paulo ensinou que embora os nossos corpos entrem em decomposição após a morte, eles serão miraculosamente ressuscitados quando o Senhor Jesus voltar: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” (Filipenses 3:20-21 RA)

Ao escrever à igreja cristã em Corinto, Paulo asseverou que os corpos dos crentes são membros do corpo de Cristo. Os seus corpos, no dizer dele, são templos do Espírito Santo.

Por essa razão, ele recomenda que os crentes honrem a Deus através de seus corpos. (ver 1 Coríntios 6.15,19,20).

O Senhor Jesus sempre honrou ao máximo o corpo humano, pois: Ele mesmo, sendo Deus, tomou a forma de um corpo físico. Lucas registra que Jesus crescia em estatura (veja Lucas 2.52: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” -RA), enquanto ia se tornando adulto. De fato, o escritor da epístola aos Hebreus declara que era necessário que o Nosso Senhor tivesse um corpo físico, a fim de que pudesse ser o nosso Sumo Sacerdote, que simpatizasse conosco e que fosse o nosso Salvador, mediante a expiação que há em seu sangue (ver Hebreus 2.14,15,17,18).

Os Aspectos Imateriais (Não Físicos).Se é fácil identificar o aspecto material, é muito difícil descrever as dimensões imateriais (não físicas) do ser humano. Por exemplo, a Bíblia refere-se à alma e ao espírito do homem, em 1 Tessalonicenses 5.23, juntamente com o corpo físico, constituindo assim a pessoa total. (veja 1 Tessalonicenses 5:23: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”- RA). Entretanto, em Mateus 10.28, a alma parece representar todo o nosso aspecto imaterial. Somos seres constituídos de duas partes ou de três partes? A alma e o espírito são coisas diferentes ou são a mesma coisa?

Há muita polêmica sobre se a alma e o espírito são dois aspectos separados que compõem o ser humano total, ou se eles são apenas dois nomes para a mesma coisa. A Bíblia não nos oferece uma solução nítida. Não nos esqueçamos disso, enquanto examinamos, com maiores detalhes, os elementos não físicos do nosso ser.

Alguns estudiosos da Bíblia acreditam que, quando Deus criou o homem, Ele soprou no homem apenas um aspecto: a alma viva. Porém, outros estudiosos da Bíblia crêem que há dois elementos na porção imaterial do ser humano. Um desses elementos, seria a alma, que seria o princípio da vida biológica, ou seja, aquilo que nos faz respirar, fazendo de nós criatura vivas. E o outro elemento seria o espírito, que seria a base da nossa vida racional, ou seja, aquilo que está vinculado à razão e à compreensão.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 23h06
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20/09/2015


A Doutrina do Homem - 02.

Continuação do post anterior.

Continuação das diferenças entre o homem e os animais irracionais.

3. O homem tem a capacidade de distinguir entre o que é certo e o que é errado. Os animais irracionais não têm essa capacidade. Por exemplo: um cão pode mostrar aversão ao castigo por causa de sua desobediência e até pode ser treinado ou condicionado a obedecer, se for repetidamente punido, a cada vez em que desobedecer; mas nunca aprenderá que é moralmente errado furtar os ovos de uma galinha ou comer os seus pintinhos.

4. O homem tem um profundo senso da capacidade de adorar a um Ser superior, mas os animais não têm a capacidade para adorar e nem os meios para exprimir reverência.

5. O homem pode planejar com antecedência, antecipar necessidades futuras e alterar os acontecimentos. Ele deleita-se em criar novos estilos de residência e novas formas de arte, Ele esforça-se continuamente para modificar o seu meio ambiente, a fim de tornar a vida melhor e mais fácil. Os animais, no entanto, são incapazes de ter criatividade e previsão. Tudo quanto, porventura façam, em preparação para o que jaz à frente, é simplesmente um impulso de seus instintos naturais. Por exemplo, apesar dos pássaros terem o instinto natural de construírem seus ninhos para chocar seus ovos, através dos séculos cada espécie continua a construir exatamente o mesmo tipo de ninho que as gerações anteriores de pássaros faziam.

Parece óbvio, por conseguinte, que o homem é uma criação especial de Deus. Ele não é o produto do acaso – ele não “evoluiu” de uma forma inferior qualquer de vida animal. O Deus que criou o universo também o sustenta. A natureza, entregue a sua própria sorte, tende por perder a qualidade, ao invés de melhorar. As coisas desgastam-se. O que é boa ordem começa a exibir sinais de desordem. É preciso uma inteligência e uma energia superior e externa ao sistema deste mundo para mantê-lo e para fazer as coisas melhorarem. Foi mediante um ato especial de um Deus soberano que essa maravilhosa criatura, o homem, foi criado.

Feito à Imagem de Deus.

A Bíblia ensina que o homem foi feito à imagem de Deus, ou seja, parecido com Ele (ver Gênesis 1.26,27; 5.1; 9.6; 1 Coríntios 11.7; Tiago 3.9), À semelhança de Deus, o homem pode pensar em termos de desígnio ou propósito. Cada um de nós, à sua própria maneira, pode criar coisas que são belas e úteis. Também podemos descobrir, mediante nossos próprios estudos, os princípios que transparecem na criação, e que dão provas da criatividade de Deus. O que mais está incluído nessa “semelhança com Deus?” E o que não está incluído?

A expressão “à imagem de Deus” não significa que o homem seja uma cópia. A idéia é que, em certas coisas, o homem assemelha-se a Deus. Já vimos que o Senhor Deus é invisível, pois Ele é Espírito. Portanto, sabemos que a imagem de Deus, existente no homem, não tem nada a ver com semelhança física. Ora, se a nossa semelhança com Deus não é física, então no que consiste?

  1. Personalidade. Embora Deus seja Espírito, o nosso espírito humano pode interagir com o Seu divino Espírito; porquanto nós, como Deus, somos seres pessoais. Temos a possibilidade de manter comunhão com Ele, através de um relacionamento pessoal; e também temos a capacidade, tal como Ele, de desfrutar de companheirismo com outros seres.

  2. Semelhança Moral. O homem, tal como Deus, tem a capacidade de distinguir. entre o que é certo e o que é errado. Originalmente, a personalidade total do homem – intelecto, sentimentos e vontade – estava voltada para Deus. A natureza moral do homem era uma cópia limitada da natureza moral ilimitada de Deus. O homem tinha a liberdade de escolher e de agir de maneira responsável. Ele podia ser submetido a teste, podia exercer seu juízo, podia desenvolver-se e podia progredir, enquanto exercitasse a sua liberdade de escolher entre o bem e o mal. O fato é que o homem tinha necessidade de escolher entre o certo e o errado.

  3. Natureza Racional. O homem assemelha-se ao Ser racional de Deus, por causa do seu intelecto ou natureza racional, por causa da sua capacidade de raciocinar e também de conhecer a Deus e a outros seres. Essa capacidade também demonstra haver semelhança mental entre o homem e o seu criador.

  4. Capacidade de Governar. O homem parece-se com Deus em sua capacidade de exercer domínio, de controlar as coisas. O homem tem a capacidade de domar os animais, mesmo aqueles que são mais fortes do que ele. O homem tira proveito da força das águas dos rios a fim de gerar eletricidade. O homem faz o deserto florescer como se fosse uma área naturalmente fértil. Em pequenas dimensões, essa habilidade conferida por Deus, reflete o domínio que Deus exerce sobre o universo inteiro.

  5. Auto Consciência. Como um ser pessoal, criado à imagem de Deus, o homem tem consciência de si mesmo. Desde bem cedo na vida, a criança começa a sentir que é um ser à parte de todos os demais membros da sua família. Ela é um indivíduo. Sem importar o que lhe seja requerido, por parte de sua família ou do seu meio ambiente cultural, a criança sabe que é uma pessoa distinta das outras. Ela tem os seus próprios sonhos, ambições, esperanças, temores e motivos. Ela é diferente de qualquer outro ser. Nenhuma outra criança, excetuando o homem, tem essa autoconsciência.

  6. Natureza Social. A base da natureza social divina consiste em seus afetos, em seu amor. Durante toda a eternidade, Deus encontrou os objetos de Seu amor nas Pessoas da Trindade. Declarou o Senhor Jesus: “... permanecei no meu amor... O meu mandamento é esse: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15.9,12). Visto que somos possuidores de uma natureza social, buscamos comunhão com Deus, com os nossos semelhantes e organizamos as nossas vidas de acordo com a unidade social básica: a família. Nosso amor e nosso interesse pelas outras pessoas fluem diretamente desse aspecto social de nossa natureza.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 21h06
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