Palavras de Salvação. Seja bem-vindo!


06/08/2016


A Doutrina da Palavra de Deus - 04.

Revelação Especial – II.

Continuação do post anterior.

Na revelação especial Deus se serviu também de Atos miraculosos, particulares e históricos (Veja em Êxodo 4.2-5: “Então o SENHOR perguntou: —O que é isso que você tem na mão? —Um bastão—respondeu Moisés. Deus disse: —Jogue-o no chão. Ele jogou, e o bastão virou uma cobra. E Moisés fugiu dela. Aí o SENHOR ordenou a Moisés: —Estenda a mão e pegue a cobra pelo rabo. Moisés estendeu a mão e pegou a cobra pelo rabo, e de novo ela virou um bastão na mão dele. Então o SENHOR disse: —Faça isso para provar aos israelitas que o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, apareceu a você.” - NTLH; em 1 Reis 18.24: “ E aí os profetas de Baal vão orar ao seu deus, e eu orarei ao SENHOR. O deus que responder mandando fogo, este é que é Deus. E todo o povo respondeu: —Está bem assim!” - NTLH; em João 5.36: “Mas eu tenho um testemunho a meu favor ainda mais forte do que o que João deu: são as coisas que eu faço, as quais o meu Pai me mandou fazer. Elas dão testemunho a favor de mim e provam que o Pai me enviou.” - NTLH; em João 20.30,31: “Jesus fez diante dos discípulos muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele.” - NTLH; e em Hebreus 2.1-4: “Por isso devemos prestar mais atenção nas verdades que temos ouvido, para não nos desviarmos delas. Não há dúvida de que a mensagem que foi dada por meio dos anjos é verdadeira; e aqueles que não a seguiram nem foram obedientes a ela receberam o castigo que mereciam. Sendo assim, como é que nós escaparemos do castigo se desprezarmos uma salvação tão grande? Primeiro, o próprio Senhor Jesus anunciou essa salvação; e depois aqueles que a ouviram nos provaram que ela é verdadeira. Ao mesmo tempo, por meio de sinais de poder, maravilhas e muitos tipos de milagres, Deus confirmou o testemunho deles. E, de acordo com a sua vontade, distribuiu também os dons do Espírito Santo.” - NTLH).

Deus se serviu também da encarnação do Filho de Deus (Veja em João 1.1-3,14,18: “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela. A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai. Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus.” - NTLH; em João 14.8,9: “Filipe disse a Jesus: —Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada. Jesus respondeu: —Faz tanto tempo que estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê vê também o Pai. Por que é que você diz: “Mostre-nos o Pai”?” - NTLH; em Colossences 2.9: “Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de Deus,” - NTLH; e em Hebreus 1.3: “O Filho brilha com o brilho da glória de Deus e é a perfeita semelhança do próprio Deus. Ele sustenta o Universo com a sua palavra poderosa. E, depois de ter purificado os seres humanos dos seus pecados, sentou-se no céu, do lado direito de Deus, o Todo-Poderoso.” - NTLH).

Os principais agentes de Deus que receberam e comunicaram a revelação foram os profetas e Jesus Cristo (Veja em Hebreus 1.1,2: “Antigamente, por meio dos profetas, Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados, mas nestes últimos tempos ele nos falou por meio do seu Filho. Foi Ele quem Deus escolheu para possuir todas as coisas e foi por meio dele que Deus criou o Universo.” - NTLH). Os profetas de Israel foram os grandes portadores da revelação de Deus no passado. Eles tinham visões de Deus, e por isso eram chamados videntes (Veja 1 Samuel 9.9: “ —É uma boa idéia! —respondeu Saul. —Vamos. Então eles foram à cidade onde o homem santo morava. Quando estavam subindo o morro para chegar à cidade, encontraram algumas moças que estavam saindo para tirar água. Eles perguntaram: —O vidente está na cidade? (Antigamente, quando alguém queria fazer uma pergunta a Deus, costumava dizer: “Vamos falar com o vidente.” Porque naquele tempo os profetas eram chamados de videntes.)” - NTLH).

Deus lhes falou acerca de Sua vontade e de Seu propósito para com o Seu povo. Eles então predisseram acontecimentos que vieram a acontecer na história.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 20h13
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22/07/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 03.

Revelação Especial.

Revelação Especial é a revelação que Deus faz de Si mesmo e da Sua mensagem a um indivíduo ou a um grupo de pessoas, por meio de palavras ou acontecimentos especiais históricos, tendo em vista um determinado fim, notadamente a redenção.

Na revelação especial Deus se serviu de palavras, visões, sonhos (Veja em Números 12.6: “Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos.” - RA; em Gênesis 28.12-15:

Então Jacó sonhou. Ele viu uma escada que ia da terra até o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. O SENHOR Deus estava ao lado dele e disse: —Eu sou o SENHOR, o Deus do seu avô Abraão e o Deus de Isaque, o seu pai. Darei a você e aos seus descendentes esta terra onde você está deitado. Os seus descendentes serão tantos como o pó da terra. Eles se espalharão de norte a sul e de leste a oeste, e por meio de você e dos seus descendentes eu abençoarei todos os povos do mundo. Eu estarei com você e o protegerei em todos os lugares aonde você for. E farei com que você volte para esta terra. Eu não o abandonarei até que cumpra tudo o que lhe prometi.” - NTLH;

em Gênesis 31.11-13: “O Anjo de Deus me chamou pelo nome, e eu respondi: “Aqui estou.” Então ele continuou: “Veja! Todos os bodes que estão cruzando são listados, malhados e manchados. Eu estou fazendo com que isso aconteça porque tenho visto o que Labão está fazendo com você. Eu sou o Deus que apareceu a você em Betel, onde você me dedicou uma pedra, derramando azeite sobre ela, e onde você me fez uma promessa. Agora prepare-se, saia desta terra e volte para a terra onde você nasceu.”” - NTLH; em Daniel 2.1 e seguintes: “ No segundo ano de Nabucodonosor como rei da Babilônia, ele teve uns sonhos que o deixaram tão preocupado, que não podia dormir.” - NTLH e versículos seguintes; em Mateus 2.12,13: “ E num sonho Deus os avisou que não voltassem para falar com Herodes. Por isso voltaram para a sua terra por outro caminho. Depois que os visitantes foram embora, um anjo do Senhor apareceu num sonho a José e disse: —Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e fuja para o Egito. Fiquem lá até eu avisar, pois Herodes está procurando a criança para matá-la.” - NTLH;

em Mateus 2.19-22: “Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu num sonho a José, no Egito, e disse: —Levante-se, pegue a criança e a sua mãe e volte para a terra de Israel, pois as pessoas que queriam matar o menino já morreram. Então José se levantou, pegou a criança e a sua mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ficou sabendo que Arquelau, filho do rei Herodes, estava governando a Judéia no lugar do seu pai, teve medo de ir morar lá. Depois de receber num sonho mais instruções, José foi para a região da Galiléia” - NTLH; em Gálatas 1.11,12: “Meus irmãos, eu afirmo a vocês que o evangelho que eu anuncio não é uma invenção humana. Eu não o recebi de ninguém, e ninguém o ensinou a mim, mas foi o próprio Jesus Cristo que o revelou para mim.” - NTLH;

em Atos 9.3-6: “Mas na estrada de Damasco, quando Saulo já estava perto daquela cidade, de repente, uma luz que vinha do céu brilhou em volta dele. Ele caiu no chão e ouviu uma voz que dizia: —Saulo, Saulo, por que você me persegue? —Quem é o senhor? —perguntou ele. A voz respondeu: —Eu sou Jesus, aquele que você persegue. Mas levante-se, entre na cidade, e ali dirão a você o que deve fazer.” - NTLH; em Atos 10.10-13: “Pedro ficou com fome e quis comer alguma coisa. Enquanto o almoço estava sendo feito, ele teve uma visão. Viu o céu aberto e uma coisa parecida com um grande lençol amarrado pelas quatro pontas, que descia até o chão. Dentro daquilo havia todos os tipos de animais de quatro patas, de animais que se arrastam pelo chão e de aves. Então Pedro ouviu uma voz, que dizia: —Pedro, levante-se! Mate e coma!” - NTLH; em Atos 16.9,10: “ Naquela noite Paulo teve uma visão. Ele viu um homem da província da Macedônia, que estava de pé e lhe pedia: “Venha para a Macedônia e nos ajude!” Logo depois dessa visão, nós resolvemos partir logo para a Macedônia, pois estávamos certos de que Deus nos havia chamado para anunciar o evangelho ao povo dali.” - NTLH; e as visões do Apocalipse.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 14h30
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16/06/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 02.

Revelação e Escritura.

II – Revelação Geral (continuação do post anterior).

De modo geral, o homem não vive sem a idéia da divindade e sem religião, pois sabe que há uma divindade da qual é dependente e à qual terá de prestar contas.

Na providência divina, isto é, na constante atividade de Deus em manter e dirigir a Criação, Ele também se revela a nós. (Veja em Atos 14.17: “contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria.” - RA; e em Mateus 6.26,30: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? “ Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?” - RA). O curso das leis da natureza, mantendo a existência das coisas criadas, mostra ao homem que há uma Providência infinita, poderosa, bondosa esábia, que criou essas leis e as sustenta, tendo em vista um propósito.

A história do mundo também manifesta a ação de Deus (veja em Salmo75.6,7: “Pois o julgamento não vem do Leste, nem do Oeste, nem do Norte, nem do Sul. É Deus quem julga; é ele quem declara que uns são culpados e que outros são inocentes.” - NTLH; em Daniel 2.20,21: “dizendo: “Que o nome de Deus seja louvado para sempre, pois dEle são a sabedoria e o poder! É Ele quem faz mudar os tempos e as estações; é Ele quem põe os reis no poder e os derruba; é Ele quem dá sabedoria aos sábios e inteligência aos inteligentes.” - NTLH; em Daniel 4.25: “O senhor será expulso do meio dos seres humanos e ficará morando com os animais selvagens. O senhor comerá capim como os bois, dormirá ao ar livre e ficará molhado pelo sereno. Isso durará sete anos, até que o senhor reconheça que o Deus Altíssimo domina todos os reinos do mundo e coloca como rei o homem que Ele quer.” - NTLH; em Romanos 13.1: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” - RA; e em Atos 17.26,27: “De um só homem ele criou todas as raças humanas para viverem na terra. Antes de criar os povos, Deus marcou para eles os lugares onde iriam morar e quanto tempo ficariam lá. Ele fez isso para que todos pudessem procurá-lo e talvez encontrá-lo, embora ele não esteja longe de cada um de nós.” - NTLH).

Enfim, toda a criação, a consciência humana, os fenômenos da natureza e os acontecimentos históricos manifestam Deus, assim como qualquer obra revela aspectos do seu autor. A ciência moderna, descobrindo cada vez mais este universo, pode enriquecer nosso conhecimento da grandeza de Deus.

Viva Jesus!

 

Deus lhe abençõe!

Escrito por homota às 21h18
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13/03/2016


Doutrina da Palavra de Deus - 01.

I – Revelação.

O termo revelação significa a exposição daquilo que era anteriormente desconhecido. Na teologia, revelação é o ato de Deus manifestar a si mesmo e a sua mensagem ao homem, e o produto dessa manifestação. A revelação, portanto, não consiste apenas em tornar o homem sabedor do poder, dos atributos e dos propósitos de Deus, mas também em estabelecer o contato pessoal entre Deus e o homem, advindo daí a experiência religiosa.

Se não fosse a revelação de Deus, o homem não poderia ter conhecimento da divindade. Deus não é parte da criação, logo Ele não pode ser descoberto na natureza pela pesquisa humana. Além disso há uma distância muito grande entre o homem e Deus, em duplo aspecto: mental e moral. A solução para essa dificuldade no conhecimento de Deus é a revelação. Onde não há revelação de Deus resta apenas o intelecto humano, lutando com toda a sorte de hipóteses. Mas o que se verifica é que Deus Se revelou tanto por meio da criação como por outros meios. Podemos classificar a revelação em dois grupos: Revelação geral e revelação especial.

II – Revelação Geral.

Revelação geral é a auto manifestação de Deus mais abrangente e para toda a humanidade e ocorre por meio da criação, da natureza humana, da providência divina e da história.

A criação, isto é, a existência do mundo físico revela Deus como Realidade Eterna, seu poder infinito, sua sabedoria insondável. Veja nos versículos a seguir: (Salmo 8.1,3: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste,” - RA; Salmo 19.1,2: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.” - RA; Isaías 40.26: “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.” - RA; Romanos 1.19.20: “porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;” - RA).

A natureza humana – O homem feito à imagem e semelhança de Deus, reflete, em sua natureza moral e religiosa, o Criador. Veja nos versículos a seguir: (Gênesis 1.21,27: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” - RA; Atos 17.28: “ Porque, como alguém disse: “Nele vivemos, nos movemos e existimos.” E alguns dos poetas de vocês disseram: “Nós também somos filhos dEle.”” - NTLH; Romanos 1.32: “Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” - RA; Romanos 2.14,15: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,” - RA).

Continua no próximo post.

 

Dêem graças ao SENHOR, porque Ele é bom; o Seu amor dura para sempre!” (Salmo 118.29).

Escrito por homota às 00h06
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08/02/2016


A Doutrina do Homem - 06.

A Doutrina do Homem – 06.

Continuação do post anterior.

Dessa maneira, Adão desobedeceu deliberadamente à Palavra de Deus, e teve de sofrer conseqüências imediatas. A sua consciência o condenou, levando-o a reconhecer que havia fracassado, por não ter guardado o mandamento do Senhor. Ele sentiu vergonha,lamentou-se e temeu, porque o seu ato de desobediência havia lhe furtado a sua inocência (ver Gênesis 3.7-10). Agora, a sua natureza estava corrompida. Adão caíra do estado de inocência para o estado de corrupção. Desde a sua queda para longe do favor divino, o homem acha-se limitado por sua própria natureza pecaminosa. Ela não pode querer obedecer a vontade do Senhor sem o auxílio de Deus. Escreveu o apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, Istoé, na minha carne, não habita bem algum: e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem” (Romanos 7.18).

Deus, porém, não se contentou em deixar o homem em corrupção. Antes, Ele oferece a Sua graça ao homem, mesmo em sua condição de perdição, apelando para que ele se arrependa de seus pecados e aceite a salvação que oferece (veja Tito 2.11: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” - RA). É nesse ponto que o Espírito Santo assume a iniciativa, influenciando a vontade do homem para voltar-se de todo o coração para Deus (veja Filipenses 2.13: “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” - RA). Aqueles que assim se voltam, recebem o direito de serem feitos filhos de Deus (ver João 1.12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome” - RA).

Apesar de Deus oferecer a Sua graça ao homem caído, capacitando-o a aceitar a Cristo como seu Salvador, ele nunca é forçado a fazê-lo. Mediante um ato de sua vontade, um homem pode aceitar a oferta e assim tornar-se um filho de Deus; ou então, pode rejeitar a oferta e assim permanecer sob condenação do juízo divino. A sua vontade tem a liberdade de decidir sobre a questão. Nesse processo estão envolvidas, tanto a vontade de Deus como a vontade do homem (ver Tito 2.11,12: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente,” – RA e João 7.17: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo” - RA).

Embora nossas faculdades racionais estejam envolvidas, quando temos de tomar decisões de ordem moral, o Espírito Santo exerce uma influência positiva para o bem, enquanto estivermos com a mente fixa naquilo que o Espírito Santo deseja (ver Romanos 8.5-9,12-14). E Ele opera em nós a fim de levar-nos a desejar fazer a Sua vontade (ver Filipenses 2.13). Aprender a viver no Espírito e seguir as pegadas do Espírito representam uma crescente experiência na vida de cada um de nós, crentes, enquanto vamos avançando cada vez mais para a maturidade cristã (Gálatas 5.16-18,25).

A Imortalidade do Homem.

O que acontece a uma pessoa por ocasião da morte física? Há muitas coisas que não sabemos acerca da existência após a morte. Mas a Bíblia ensina-nos que há vida após a morte do corpo,

A morte física é aquilo que acontece quando o corpo deixa de funcionar biologicamente. O corpo físico entra em decadência e retorna ao pó de onde veio (Gênesis 3.19: “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó voltarás - RA). No entanto, a parte imaterial do homem, que a Bíblia chama de alma ou espírito, continua existindo. Numerosas passagens bíblicas confirmam isso, a saber:

Lucas 23.43: “E disse-lhe Jesus: em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

2 Coríntios 5.8: “... desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor”.

Filipenses 1.22,23: “... se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo o desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”.

João 5.24: “Na verdade, na verdade vos digo quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna... passou da morte para a vida”.

A morte física do homem fez parte da maldição que lhe foi imposta, quando Adão caiu em pecado: “... porquanto tu és pó e em pó te tornarás” (Gênesis 3.9). Apesar de que, por ocasião da morte física, o crente deixa de existir como um completo ser material/imaterial, ele conta com a bendita esperança de segunda vinda de Cristo, quando então haverá de receber um corpo glorificado. Jesus mediante a sua morte por causa dos nossos pecados e tendo em vista a Sua ressurreição, garantiu que também haveremos de ressuscitar entre os mortos. Isso é explicado no trecho de 1 Coríntios 15.42-49, que diz:

Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia –se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. Assim também está escrito: o primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante... E assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial”.

Em contraste com isso, quando morre um pecador impenitente, a sua alma continua em estado de existência consciente, em um lugar de intensos sofrimentos chamado hades ou inferno. Recebemos um vislumbre a respeito desse lugar na história de Jesus sobre o rico e Lázaro (Lucas 16.19-24). No hades, o rico da parábola de Jesus podia pensar, lembrar, falar e sentir. Também conservou sua autoconsciência.

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 00h43
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09/12/2015


A Doutrina do Homem - 05.

Continuação da Consciência.

Visto que Deus nos criou dotados desse monitor ou “voz interior”, deveríamos compreender mais aquilo que pode ser feito pela nossa consciência e quais são as suas limitações. Em primeiro lugar, tal como o intelecto, a consciência desenvolve-se à medida que crescemos e amadurecemos. Quando chegamos a entender a nossa responsabilidade, também começamos a entender melhor as conseqüências de nossas atos. Em segundo lugar, a Bíblia ensina-nos que a consciência pode ser contaminada, corrompida ou cauterizada.

  1. ... nem em todos há conhecimento porque alguns, até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo, e a sua consciência sendo fraca fica contaminada (1 Coríntios 8.7).

  2. Todas as coisas são puras para os puros; mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados” (Tito 1.15).

  3. ... pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência (1 Timóteo 4.2).

Essas passagens bíblicas indicam que o crente que relaxa em sua vida cristã, que ignora a voz da própria consciência e que desiste da própria fé, pode tornar ineficaz a função de sua consciência, que lhe foi outorgada por Deus. Não obstante, a Bíblia nunca ensina que a consciência possa ser destruída, totalmente eliminada.

Em terceiro lugar, a consciência não é infalível (não é perfeita, nem é destituída de erros). Em outras palavras, a consciência pode guiar erroneamente uma pessoa, se ela dispuser de padrões errados para seguir. O apóstolo Paulo, antes de sua grande crise na estrada de Damasco, estava muito consciencioso quanto a sua conduta errada. Ele pensava que estava fazendo a coisa certa, Seu espírito zeloso e seu caráter sem falhas eram recomendáveis; mas os seus atos eram chocantes! Visto que a sua razão havia adotada uma interpretação errônea do Antigo Testamento, a sua consciência testificava daquele modo, com base nessa distorcida interpretação, e isso o desviava para caminhos errados (ver Atos 9).

Logo, a nossa consciência julga as nossas ações e as nossas atitudes baseada:

  1. No conhecimento que temos da existência de Deus.

  2. Na vontade revelada de Deus.

  3. Na consciência moral que Ele nos outorgou..

  4. Naquilo que nos tem sido ensinado (o que tem alimentado a nossa consciência).

  5. Nos padrões sociais que temos aceitado.

Sabemos que haveremos de prestar contas a Deus. Os padrões sociais, entretanto, nem sempre são os mesmos, por causa do pecado e porque os homens têm rejeitado o padrão determinado por Deus. Por conseguinte, o único padrão da consciência que é aceitável aos olhos de Deus tem por base a Sua Palavra, conforme a mesma é interpretada pelo Seu Santo Espírito.

A Vontade. A vontade é a nossa capacidade de escolher ou decidir entre possíveis cursos de ação. No tocante a qualquer ação possível, devemos ter conhecimento a rsepeito, antes de podermos exprimir qualquer sentimento acerca dela. E então, com base em nosso conhecimento e em nossos sentimentos, poderemos escolher mediante um ato de vontade, um curso de ação em particular. Podemos preferir espontaneamente fazer qualquer coisa coerente com a nossa natureza. Podemos querer correr, mas não podemos querer viver debaixo da água, como um peixe, por exemplo. Correr é algo compatível com a natureza humana; viver sob a superfície da água não o é. O homem está limitado pelo pecado, de tal modo que não pode alterar o seu estado moral simplesmente porque quer tornar-se justo.

Portanto, o que é que influencia a nossa vontade? A vontade está totalmente debaixo do controle do homem ou do controle de Deus? Qual processo está envolvido ao tomarmos as nossas decisões? Vamos examinar agora essas questões, enquanto estudamos mais plenamente a natureza humana.

Quando Deus criou o homem, deu-lhe a capacidade de escolher entre o pecar e o não pecar. Deus o colocou no Jardim do Édem e declarou sob quais condições o homem poderia continuar em comunhão com Deus: “E ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do Mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2.16,17).

Como foi que Adão correspondeu a essa instrução decretada pelo Senhor. O processo de tomada de decisão, provavelmente seguiu o seguinte padrão:

  1. O intelecto de Adão aceitou o padrão de Deus. Ele compreendeu o que Deus lhe estava dizendo.

  2. As emoções de Adão assentiram diante da retidão das palavras de Deus. Como seu Criador e Supremo Senhor, Deus tinha o direito da estabelecer esse padrão.

  3. A vontade de Adão preparou-se para decidir entre a aceitação e a rejeição da tentação que lhe foi apresentada pela serpente (ver 3.4,6).

  4. Nesses momentos cruciais, a consciência de Adão pesou as conseqüências, se ele agisse de acordo contrário ao padrão determinado por Deus.

  5. Adão acabou cedendo diante da tentação, por um ato da sua livre vontade.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 18h27
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11/11/2015


A Doutrina do homem - 04

                                 

Continuação do post anterior.

Continuação dos Aspectos Imateriais (Não Físicos).

Há vários elementos importantes na vida racional. Você poderá reconhecer que os três primeiros também são aspectos da personalidade. São eles:

  1. O elemento intelectual – a capacidade de compreender, de raciocinar e de lembrar.

  2. O elemento emocional – a capacidade de sentir, de ser afetado por aquilo que a pessoa sabe ou experimenta.

  3. A vontade – a capacidade de escolher, de resolver e de agir.

  4. A consciência – O conhecimento do próprio eu, em relação a algum padrão conhecido de certo e errado.

Fomos criados com os ingredientes básicos da personalidade: o intelecto, as emoções e a vontade. Essas qualidades capacitam-nos a nos comunicarmos com Deus e com as outras pessoas de uma maneira responsável e significativa. Paralelamente a nosso ser físico, esses elementos imateriais capacitam-nos a viver como seres totais, completos. Nós subjugamos o nosso meio ambiente, retirando do mesmo o que necessitamos para viver; aprendemos a trabalhar harmoniosamente com outras pessoas, em circunstâncias sociais. E, acima de tudo, quando nos convertemos, procuramos agradar ao nosso Criador, o qual providenciou tudo quanto era necessário para termos uma existência útil no mundo e a própria salvação eterna.

Nossa vontade e nossa consciência são elementos muito importantes do aspecto moral do nosso ser não físico ou imaterial.

Os Aspectos Morais. As qualidades racionais do nosso ser imaterial, sobre as quais acabamos de ver, equipam-nos para realizar ações corretas ou erradas. O nosso intelecto permite-nos entender o que está envolvido nas questões do que é certo e do que é errado. As nossas emoções apelam para que nos inclinemos numa direção ou noutra e a nossa vontade decide, finalmente, a questão. Porém sem o quarto elemento, que é a consciência, não pode haver qualquer ação moral.

A nossa consciência pode ser descrita como uma “voz interior”, que aplica a lei moral de Deus em nós, em relação a cursos específicos de ação, levando-nos a obedecer a essa lei. A fim de entendermos mais claramente a natureza desse poder moral, consideraremos agora a consciência e a vontade no que elas estão vinculadas às nossas ações.

A Consciência. Já vimos, de maneira breve, que a nossa consciência ocupa-se com as nossas atitudes e ações. Essa é a faculdade que nos capacita julgar de modo apropriado entre cursos de ação diferentes ou entre formação de atitudes que sejam agradáveis ou desagradáveis a Deus, Deus revelou-nos em Sua Palavra, um padrão aceitável de vida. O ensino e a aplicação prática da verdade divina, que recebemos, ajuda-nos a entender como convém nos conduzirmos. Portanto, aquilo que sabemos acerca de vontade de Deus, conforme nos é revelado em Sua Palavra, e aquilo que temos aprendido, na aplicação dessa verdade às nossas vidas diárias, formam a base sobre a qual atua a nossa consciência.

A consciência serve-nos de monitor (avisando-nos ou instruindo-nos) acerca das atitudes que estão tomando forma ou de atos que estamos prestes a realizar, se eles são certos ou errados. O apóstolo Paulo fornece-nos um exemplo, sobre isso ao escrever em Romanos 2.15: “Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” – RA.

Para exemplificar, consideremos a hipótese de um negociante crente, de nome Mateus, que se defronta com a seguinte decisão: “Deverei ir a um jantar onde farei um importante contacto comercial, embora ali existam algumas diversões ímpias? Deveria agir segundo as minhas convicções de que isso seria um erro, embora eu venha a perder uma transação comercial, se não aceitar o convite?”

O padrão de Mateus é a Palavra de Deus. Ele sabe o que Deus disse acerca de associações erradas (Ver 2 Coríntios 7.1: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” – RA e 1 Coríntios 15.33: “ Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” - RA). A sua consciência testifica sobre o fato que é um erro aceitar aquele convite, por ser contrário ao poder divino. E também fá-lo relembrar da sua obrigação de conduzir-se conforme Deus quer. A consciência de Mateus, portanto, discrimina (nota a diferença) entre o que é certo e o que é errado, com base na Palavra de Deus. Visto que Mateus é crente, a sua consciência fala com ele, sob a influência do Espírito Santo.

Se Mateus não quiser atender ao testemunho da sua própria consciência, seguindo as suas responsabilidades morais, então ele se sentirá envergonhado e lamentará, e também temerá as conseqüências de seus atos. Se ele ceder diante da tentação, isso despertará nele um senso de fracasso – o fracasso de não estar vivendo de acordo com o padrão de Deus. Os sentimentos associados a esse senso de fracasso – a vergonha, a lamentação e o temor – não são elementos da consciência, mas são apenas emoções. A consciência, por conseguinte, atua como um juiz, no tocante as nossas atitudes mentais e a nossa conduta externa.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 22h23
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17/10/2015


A Doutrina do Homem - 03.

A Doutrina do Homem – 03.

Continuação do post anterior.

A Bíblia expõe uma narrativa razoável sobre a origem do homem. Ela esclarece a natureza humana e a potencialidade com a qual ele foi criado. Revela fatos sobre a semelhança que há entre o homem e o seu Criador. Isso ajuda-nos a perceber quão especial é o homem e como ele é muito superior a todas as demais criaturas que há no mundo. A Bíblia também ensina-nos que, juntamente com a sua posição superior, como um ser moral, o homem foi encarregado de algumas importantíssimas responsabilidades – responsabilidades essas que afetam o seu destino eterno, conforme veremos.

A Natureza do Homem. Torna-se mais fácil para nós solucionarmos os nossos problemas e compreendermos como e por qual razão nos comportamos desta ou daquela maneira, quando entendemos melhor a natureza humana. É verdade que o homem é uma criatura complexa – é dotado de um corpo admirável, de uma mente fértil e da capacidade de distinguir entre o que é certo e o que é errado. Essas são apenas algumas das muitas características do ser humano. Essa descrição revela-nos que ele tem um aspecto material ou físico, que é palpável ou pode ser visto, e um aspecto imaterial ou não físico, que não pode ser visto, medido e nem analisado em laboratório. Consideremos agora esses vários aspectos ou características da natureza humana.

O Aspecto Material (Físico). É bastante fácil para nós identificarmos o aspecto físico ou material do homem. É aquilo que vemos em outra pessoa. É aquilo que um médico examina e sobre o que um cirurgião opera. Esse corpo físico pode ser medido, pesado e analisado em laboratório. É o corpo humano.

As Escrituras falam sobre o corpo humano com bastante freqüência, incluindo o corpo na nossa redenção final (ver Romanos 8.23: “E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” - RA; veja também 1 Coríntios 6.12-20). Qual é o valor que a Bíblia dá ao corpo humano? Apesar de sermos instruídos no sentido que o aspecto não físico do homem é mais importante do que o seu lado físico (Ver Mateus 10.28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” - RA), não devemos pensar que os nossos corpos sejam desprezíveis ou inerentemente maus. Pelo contrário, o apóstolo Paulo ensinou que embora os nossos corpos entrem em decomposição após a morte, eles serão miraculosamente ressuscitados quando o Senhor Jesus voltar: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” (Filipenses 3:20-21 RA)

Ao escrever à igreja cristã em Corinto, Paulo asseverou que os corpos dos crentes são membros do corpo de Cristo. Os seus corpos, no dizer dele, são templos do Espírito Santo.

Por essa razão, ele recomenda que os crentes honrem a Deus através de seus corpos. (ver 1 Coríntios 6.15,19,20).

O Senhor Jesus sempre honrou ao máximo o corpo humano, pois: Ele mesmo, sendo Deus, tomou a forma de um corpo físico. Lucas registra que Jesus crescia em estatura (veja Lucas 2.52: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” -RA), enquanto ia se tornando adulto. De fato, o escritor da epístola aos Hebreus declara que era necessário que o Nosso Senhor tivesse um corpo físico, a fim de que pudesse ser o nosso Sumo Sacerdote, que simpatizasse conosco e que fosse o nosso Salvador, mediante a expiação que há em seu sangue (ver Hebreus 2.14,15,17,18).

Os Aspectos Imateriais (Não Físicos).Se é fácil identificar o aspecto material, é muito difícil descrever as dimensões imateriais (não físicas) do ser humano. Por exemplo, a Bíblia refere-se à alma e ao espírito do homem, em 1 Tessalonicenses 5.23, juntamente com o corpo físico, constituindo assim a pessoa total. (veja 1 Tessalonicenses 5:23: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”- RA). Entretanto, em Mateus 10.28, a alma parece representar todo o nosso aspecto imaterial. Somos seres constituídos de duas partes ou de três partes? A alma e o espírito são coisas diferentes ou são a mesma coisa?

Há muita polêmica sobre se a alma e o espírito são dois aspectos separados que compõem o ser humano total, ou se eles são apenas dois nomes para a mesma coisa. A Bíblia não nos oferece uma solução nítida. Não nos esqueçamos disso, enquanto examinamos, com maiores detalhes, os elementos não físicos do nosso ser.

Alguns estudiosos da Bíblia acreditam que, quando Deus criou o homem, Ele soprou no homem apenas um aspecto: a alma viva. Porém, outros estudiosos da Bíblia crêem que há dois elementos na porção imaterial do ser humano. Um desses elementos, seria a alma, que seria o princípio da vida biológica, ou seja, aquilo que nos faz respirar, fazendo de nós criatura vivas. E o outro elemento seria o espírito, que seria a base da nossa vida racional, ou seja, aquilo que está vinculado à razão e à compreensão.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 23h06
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20/09/2015


A Doutrina do Homem - 02.

Continuação do post anterior.

Continuação das diferenças entre o homem e os animais irracionais.

3. O homem tem a capacidade de distinguir entre o que é certo e o que é errado. Os animais irracionais não têm essa capacidade. Por exemplo: um cão pode mostrar aversão ao castigo por causa de sua desobediência e até pode ser treinado ou condicionado a obedecer, se for repetidamente punido, a cada vez em que desobedecer; mas nunca aprenderá que é moralmente errado furtar os ovos de uma galinha ou comer os seus pintinhos.

4. O homem tem um profundo senso da capacidade de adorar a um Ser superior, mas os animais não têm a capacidade para adorar e nem os meios para exprimir reverência.

5. O homem pode planejar com antecedência, antecipar necessidades futuras e alterar os acontecimentos. Ele deleita-se em criar novos estilos de residência e novas formas de arte, Ele esforça-se continuamente para modificar o seu meio ambiente, a fim de tornar a vida melhor e mais fácil. Os animais, no entanto, são incapazes de ter criatividade e previsão. Tudo quanto, porventura façam, em preparação para o que jaz à frente, é simplesmente um impulso de seus instintos naturais. Por exemplo, apesar dos pássaros terem o instinto natural de construírem seus ninhos para chocar seus ovos, através dos séculos cada espécie continua a construir exatamente o mesmo tipo de ninho que as gerações anteriores de pássaros faziam.

Parece óbvio, por conseguinte, que o homem é uma criação especial de Deus. Ele não é o produto do acaso – ele não “evoluiu” de uma forma inferior qualquer de vida animal. O Deus que criou o universo também o sustenta. A natureza, entregue a sua própria sorte, tende por perder a qualidade, ao invés de melhorar. As coisas desgastam-se. O que é boa ordem começa a exibir sinais de desordem. É preciso uma inteligência e uma energia superior e externa ao sistema deste mundo para mantê-lo e para fazer as coisas melhorarem. Foi mediante um ato especial de um Deus soberano que essa maravilhosa criatura, o homem, foi criado.

Feito à Imagem de Deus.

A Bíblia ensina que o homem foi feito à imagem de Deus, ou seja, parecido com Ele (ver Gênesis 1.26,27; 5.1; 9.6; 1 Coríntios 11.7; Tiago 3.9), À semelhança de Deus, o homem pode pensar em termos de desígnio ou propósito. Cada um de nós, à sua própria maneira, pode criar coisas que são belas e úteis. Também podemos descobrir, mediante nossos próprios estudos, os princípios que transparecem na criação, e que dão provas da criatividade de Deus. O que mais está incluído nessa “semelhança com Deus?” E o que não está incluído?

A expressão “à imagem de Deus” não significa que o homem seja uma cópia. A idéia é que, em certas coisas, o homem assemelha-se a Deus. Já vimos que o Senhor Deus é invisível, pois Ele é Espírito. Portanto, sabemos que a imagem de Deus, existente no homem, não tem nada a ver com semelhança física. Ora, se a nossa semelhança com Deus não é física, então no que consiste?

  1. Personalidade. Embora Deus seja Espírito, o nosso espírito humano pode interagir com o Seu divino Espírito; porquanto nós, como Deus, somos seres pessoais. Temos a possibilidade de manter comunhão com Ele, através de um relacionamento pessoal; e também temos a capacidade, tal como Ele, de desfrutar de companheirismo com outros seres.

  2. Semelhança Moral. O homem, tal como Deus, tem a capacidade de distinguir. entre o que é certo e o que é errado. Originalmente, a personalidade total do homem – intelecto, sentimentos e vontade – estava voltada para Deus. A natureza moral do homem era uma cópia limitada da natureza moral ilimitada de Deus. O homem tinha a liberdade de escolher e de agir de maneira responsável. Ele podia ser submetido a teste, podia exercer seu juízo, podia desenvolver-se e podia progredir, enquanto exercitasse a sua liberdade de escolher entre o bem e o mal. O fato é que o homem tinha necessidade de escolher entre o certo e o errado.

  3. Natureza Racional. O homem assemelha-se ao Ser racional de Deus, por causa do seu intelecto ou natureza racional, por causa da sua capacidade de raciocinar e também de conhecer a Deus e a outros seres. Essa capacidade também demonstra haver semelhança mental entre o homem e o seu criador.

  4. Capacidade de Governar. O homem parece-se com Deus em sua capacidade de exercer domínio, de controlar as coisas. O homem tem a capacidade de domar os animais, mesmo aqueles que são mais fortes do que ele. O homem tira proveito da força das águas dos rios a fim de gerar eletricidade. O homem faz o deserto florescer como se fosse uma área naturalmente fértil. Em pequenas dimensões, essa habilidade conferida por Deus, reflete o domínio que Deus exerce sobre o universo inteiro.

  5. Auto Consciência. Como um ser pessoal, criado à imagem de Deus, o homem tem consciência de si mesmo. Desde bem cedo na vida, a criança começa a sentir que é um ser à parte de todos os demais membros da sua família. Ela é um indivíduo. Sem importar o que lhe seja requerido, por parte de sua família ou do seu meio ambiente cultural, a criança sabe que é uma pessoa distinta das outras. Ela tem os seus próprios sonhos, ambições, esperanças, temores e motivos. Ela é diferente de qualquer outro ser. Nenhuma outra criança, excetuando o homem, tem essa autoconsciência.

  6. Natureza Social. A base da natureza social divina consiste em seus afetos, em seu amor. Durante toda a eternidade, Deus encontrou os objetos de Seu amor nas Pessoas da Trindade. Declarou o Senhor Jesus: “... permanecei no meu amor... O meu mandamento é esse: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15.9,12). Visto que somos possuidores de uma natureza social, buscamos comunhão com Deus, com os nossos semelhantes e organizamos as nossas vidas de acordo com a unidade social básica: a família. Nosso amor e nosso interesse pelas outras pessoas fluem diretamente desse aspecto social de nossa natureza.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 21h06
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02/09/2015


A doutrina do homem - 01.

 

 

A Doutrina do Homem – 01.

As pessoas pensam em uma grande variedade de respostas para tentar explicar a origem do homem. Os filósofos raciocinam; os evolucionistas apresentam a sua opinião; os cientistas sociais especulam. As tentativas seculares para explicar a origem e o desenvolvimento do homem, de alguma maneira, deixam-nos vazios, porquanto eles acreditam que o homem é apenas um acidente, sem qualquer significado ou propósito. Em contraste com isso, o salmista meditou sobre a sua origem e declarou, dirigindo-se a Deus: “Eu te agradeço por me teres criado de maneira tão perfeita e maravilhosa! O teu trabalho é um verdadeiro milagre e na minha alma sei disso muito bem. Tu conhecias perfeitamente cada parte do meu corpo, enquanto eu ainda estava sendo formado no ventre de minha mãe, como a semente que cresce debaixo da terra. Antes mesmo do meu corpo tomar forma humana Tu já havia planejado todos os dias da minha vida; cada um deles estava registrado no teu livro” (Salmo 139.14,16).

Fomos criados à imagem de Deus a fim de cuidarmos da terra de forma responsável, justa e proveitosa. Ele nos deu inteligência, sentimentos e a capacidade de tomar decisões moralmente responsáveis. Temos a responsabilidade de realizar muita coisa, mas também temos a possibilidade de desperdiçar nossos dotes naturais, negando ao Doador, que nos deu todas essas coisas. A única maneira de percebermos o grande potencial que Deus nos outorgou é quando obedecemos a Sua Palavra. A nossa desobediência, porém, furta-nos a capacidade de atingir toda a nossa potencialidade, tanto neste mundo quanto na eternidade.

A Bíblia responde de modo direto e razoável à pergunta que diz: Como foi que o homem veio à existência? Ela nos expõe as evidências da origem, do propósito e do destino do homem. Ela revela-nos que ele é uma criação especial de Deus.

O homem é um ser sem igual. As Escrituras declaram que ele resultou de um ato divino especial: “Assim diz o Senhor, o Santo de Israel:... Eu fiz a terra e criei nela o homem...” (Isaías 45.11,12). E outras passagens bíblicas dão-nos idêntico testemunho. Vejamos: “Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher” (Gênesis 1:27 NTLH); “Quando criou os seres humanos, Deus os fez parecidos com Ele. Deus os criou homem e mulher, e os abençoou, e lhes deu o nome de ”humanidade”.” (Gênesis 5:1-2 NTLH); e outros mais.

A criação de todas as outras criaturas simplesmente envolveu uma ordem divina, que foi cumprida prontamente (ver Gênesis 1.20,24); mas, ao criar o homem, Deus realizou um ato especial. Em primeiro lugar, formou o homem com os próprios elementos da terra; em seguida, soprou em suas narinas o hálito ou sopro da vida (veja Gênesis 2.7: “Então, do pó da terra, o SENHOR formou o ser humano. O SENHOR soprou no nariz dele uma respiração de vida, e assim ele se tornou um ser vivo” - NTLH). Esse sopro divino conferiu-lhe a natureza espiritual semelhante a de Deus, outorgando-lhe uma posição muito acima de todas as outras criaturas mencionadas no primeiro capítulo de Gênesis. Deve-se acrescentar que o mandamento divino para governar e subjugar a terra indica a grande distância que há entre o homem e todas as outras criaturas terrenas, que chamamos de animais irracionais (ver Gênesis 1.28).

Também podemos ver o interesse especial de Deus pelo homem, quando o abençoou com a capacidade de multiplicar-se (veja Gênesis 1.28: “e os abençoou, dizendo: —Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão” - NTLH), e Gênesis 5.3,4: “Com a idade de cento e trinta anos, Adão foi pai de um filho que era parecido com ele; e pôs nele o nome de Sete. Depois disso Adão viveu mais oitocentos anos. Ele foi pai de outros filhos e filhas” - NTLH; de tal modo que os homens pudessem povoar o mundo com a raça humana e lhe deu o domínio sobre todas as demais criaturas da terra e sobre todas as plantas produtoras de sementes.

A mais importante distinção entre o homem e todas as outras criaturas vivas é que o homem foi criado à imagem de Deus (veja Gênesis 1.26: “Aí ele disse: —Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão” - NTLH). Nenhuma outra criatura foi feita à imagem e semelhança de Deus; somente o homem recebeu a imagem do Criador. Convém salientar que a semelhança entre o homem e Deus não é uma questão física e, sim, uma questão moral e espiritual.

Podemos notar outras evidências sobre a natureza especial do homem nas grandes diferenças que vemos entre o homem e os animais irracionais. Vejamos algumas dessas diferenças:

  1. O homem possui a capacidade de falar – a notável habilidade de comunicar a seus semelhantes tanto idéias concretas (reais) quanto idéias abstratas (teóricas), e isso de uma maneira dinâmica e criativa. Damos aqui um exemplo de uma idéia concreta (real): moro em uma casa branca com cinco aposentos. E um exemplo de uma idéia abstrata (teórica): é melhor amar do que odiar. Ambas as idéias podem ser comunicadas a outros seres humanos por causa da capacidade que o homem tem de pensar, de compreender, bem como de exprimir seus pensamentos por meio da fala. Nenhum animal irracional é capaz disso.

  2. O homem tem a capacidade de apreciar a beleza. Os animais irracionais, entretanto, não parecem ter maior apreciação por um belo jardim, do que têm por um terreno horrivelmente coberto de espinhos.

 

Continua no próximo post

Escrito por homota às 22h00
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20/08/2015


A Doutrina de Cristo - 10.

Continuação do post anterior.

Ascensão e Exaltação de Cristo.

O registro do Novo Testamento mostra-nos que, após quarenta dias de ministério, depois da Sua ressurreição, Cristo ascendeu ou retornou ao céu (Veja em Atos 1.9: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos” - RA). A ressurreição e a ascensão de Cristo estão intimamente na pregação dos apóstolos (Veja em Atos 2.32-35: “A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.  Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.  Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,  até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.” - RA; Efésios 1.20: “ o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais,” - RA; 1 Pedro 3.21,22: “ a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo;  o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes.” - RA. Esses dois eventos são o começo da exaltação de nosso crucificado Senhor e Salvador.

A palavra ascensão refere-se ao evento no qual Cristo retornou aos céus. A palavra exaltação refere-se ao fato de que Ele foi “elevado” a um nível superior. Jesus foi elevado a uma posição de honra e glória, à mão direita do Pai. Sua ascensão e exaltação são extremamente significativas para nós. Em Sua exaltação Cristo recebeu o lugar que Lhe cabia por direito como Soberano (Veja Atos 2.33-36: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis.  Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,  até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés.  Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo - RA; Atos 5.31: “ Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados.” - RA; Efésios 1.19-23: “ e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder;  o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais,  acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro.  E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja,  a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.” - RA); Hebreus 2.14-18: “ Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,  e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.  Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.  Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.  Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” - RA; Hebreus 4.14-16: “ Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.  Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.  Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” - RA. Essa exaltada posição resultou em alguns admiráveis benefícios para Seu povo, alguns dos quais observaremos abaixo:

 

  1. Apesar de estar agora no céu, espiritualmente falando Jesus está presente em todos os lugares, enchendo o universo inteiro (Veja Efésios 4.10). Portanto, Ele é o objeto ideal da adoração de todas as pessoas (Veja 1 Coríntios 1.2).
  2. Jesus entrou em Seu ministério sacerdotal no céu, conforme já pudemos destacar (Veja Hebreus 4.14; 5.5-10).
  3. Ele tem distribuído dons entre Seu povo (Veja Efésios 4.8-11). Isso incluí dons a indivíduos (Veja 1 Coríntios 12.4-11) e a Igreja coletivamente falando (Veja Efésios 4.8-13).
  4. Ele rerramou o Espírito Santo sobre o Seu povo (Veja Atos 2.33).
  5. Na qualidade de exaltado Príncipe e Salvador, Ele está dando oportunidade de arrependimento e fé as pessoas (Veja Atos 5.31; 11.18; 2 Pedro 1.1).
  6. Nosso Senhor, assunto ao céu e exaltado, levou consigo a Sua natureza humana (o Seu corpo glorificado). Essa idéia é salientada na epístola aos hebreus, onde o escritor declara que visto que Jesus participou de nossas experiências humanas, também é capaz de ser um Sumo sacerdote misericordioso e fiel (Veja Hebreus 2.14-18; 4.14-16). Esse é um tremendo motivo para nosso fortalecimento e consolo.

Vimos que todas as obras de Cristo têm um grande significado para nós. Por meio da Sua morte, Ele pagou a pena imposta aos nossos pecados. Sua ressurrreição confere-nos a certeza da vida eterna com Ele. Através de Sua ascensão e exaltação, Ele foi elevado ao devido lugar como nosso Senhor Soberano. Agora, Ele edifica a Sua Igreja e cuida dela, provendo-lhe tudo quanto é necessário, a fim de conduzir-nos à maturidade espiritual.

Continua no próximo post

 

Escrito por homota às 23h04
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04/08/2015


A Doutrina de Cristo - 09.

 

 

Continuação do post anterior.

 

A Ressurreição.

 

A obra de nosso Senhor Jesus Cristo teria sido incompleta e a nossa fé seria inútil, se Ele não tivesse voltado à vida (Veja 1 Coríntios 15.5: “ E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.” – RA). A ressurreição marcou o término da Sua obra salvífica sobre a face da terra. A ressurreição de Jesus Cristo, portanto, fez o Cristianismo tornar-se distinto de todas as outras religiões e crenças. Nenhuma outra religião pode dizer que o seu fundador deixou o túmulo vazio. Nós, os cristãos verdadeiros, não costumamos reunir-nos no lugar onde jazem os restos mortais de nosso Senhor, porquanto Ele não ficou no sepulcro. Nós o exaltamos como nosso Salvador vivo! Ele venceu a morte! E, visto que Ele está novamente vivo, temos herdado a vida eterna.

 

A ressurreição de Cristo é a pedra angular da fé cristã. Sem a ressurreição, a morte dEle não teria a menor significação, porquanto foi através dela que mostrou a eficácia de Sua morte, valorizando-a. A respeito disso escreveu o apóstolo Paulo: “… o qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para a nossa justificação” (Romanos 4.25).

 

Há muitas razões pelas quais a ressurreição reveste-se de tanta importância para nós. Vejamos alguns dos resultados mais significativos desse grande acontecimento:

 

  1. A ressurreição mostra-nos que a obra de Cristo, como substituto do pecador, foi aceita. Podemos ter a certeza de que Deus aceitou a morte substituta ou vicária de Cristo, pois Deus o ressuscitou dentre os mortos. (Veja em Atos 2.24: “ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” – RA; Atos 2.32: “A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.” – RA; Atos 3.15: “ Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.” RA; At 4.10: “ tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós.” – RA; e Atos 5.30: “ O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro.” – RA).

  2. 2. A ressurreição confirma a deidade de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo declara em Romanos 1.4: “… e (Jesus) declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de Santidade, pela ressurreição dos mortos…”.

  3. Em virtude de Sua ressurreição, Cristo tornou-se o nosso Sumo Sacerdote, na presença de Deus (Veja Hebreus 9.24: “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” – RA). Ele é o nosso intercessor (Veja Romanos 8.34: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” – RA), nosso executivo nas dimensões celestiais (Veja Efésios 1.20-22: “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja” – RA); o nosso mediador (Veja 1 Timóteo 2.5: “ Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,” – RA), e o nosso advogado ou defensor (veja em 1João 2.1: “ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;” – RA). Assim, completando o livramento da servidão que Ele nos deu por meio da Sua morte, Cristo intercede em nosso favor, perante o trono da graça.

  4. A ressurreição demonstra o grande poder de Deus, por nos haver provido a salvação. Podemos ter a certeza de que Ele nos suprirá o poder necessário para viver para Ele e para servi-lO com eficácia. Ele é todo poderoso.

  5. A ressurrreição é a nossa garantia de que aqueles que morrem em Cristo, serão ressuscitados dentre os mortos (Confira em João5.28 e 6.40; Romanos 8.11; 1 Coríntios 15.20-23; e 1Tessalonicenses 4.14).

 

A ressurreição, por conseguinte, foi uma apropriada conclusão da missão salvadora de Cristo, Tudo foi planejado desde a eternidade passada, mas foi colocada em execução quando Deus rompeu a cadeia da existência humana através da encarnação. Tendo vivido uma vida perfeita, Cristo morreu como o perfeito substituto dos pecadores, pagando a penalidade imposta o pecador. Ao assim fazer, Ele acalmou a ira de Deus, reconciliou o pecador com Deus e restaurou ao pecador a capacidade de reagir favoravelmente ao Espírito Santo. Então, completou-se a obra de Cristo na terra e, finalmente, chegou o tempo dEle retornar ao Pai. Sua missão fora completada, consumada!

 

Continua no próximo post.

 

 

 

Escrito por homota às 14h51
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13/07/2015


A Doutrina de Cristo - 08.

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As obras de Cristo.

Obras de Cristo são aquelas que se referem à morte, à ressurreição, a ascensão e a exaltação de Cristo como também aos Seus milagres. Consideraremos essas obras na ordem certa de sua ocorrência.

A morte de Cristo. A morte de Jesus Cristo foi diferente da morte de qualquer outro homem. Em primeiro lugar, Sua morte foi inteiramente voluntária. Ele disse acerca de Sua morte: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.” (João 10:18 RA). Quando chegou o momento de morrer, Jesus liberou o Seu espírito (veja Mateus 27.50: “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito” - RA). A morte não lhe foi imposta por satanás ou pelo poder dominador dos soldados romanos. Ele aceitou a morte como a vontade do Pai, com vistas à salvação da humanidade.

A morte de Cristo foi uma obra, pois pagou a penalidade imposta ao nosso pecado. A penalidade imposta ao pecado é a eterna separação entre o pecador e Deus. Sua morte foi o preço que Ele pagou pela nossa salvação. Quando estava morrendo na cruz, Jesus experimentou essa horrenda separação. E Ele clamou: “À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15:34 RA). Por meio dessa realização Cristo aplacou ou acalmou a ira de Deus, despertada pelo nosso pecado. Ele permitiu que o golpe da justiça de Deus caísse sobre Ele. Por meio do Seu sacrifício, Cristo fez expiação pelos nossos pecados, cobrindo-os com os efeitos de Sua morte, pois morreu como nosso substituto. E Ele fez isso a fim de que pudéssemos ser perdoados e restaurados para uma posição de harmonia com Deus.

Através dos séculos, os homens têm procurado desviar a ira de seus supostos deuses. Quão patéticos têm sido sempre os seus esforços! Eles têm apresentado ofertas e feito sacrifícios de sangue, mas fazem tudo sem jamais saberem se seus sacrifícios foram aceito ou não. Para exemplificar, os índios astecas tinham grande temor daquilo que eles pensavam ser seus deuses. Eles ofereciam tantos sacrifícios humanos quanto imaginavam que fosse preciso; mas seus esforços generosos, sinceros e tão custosos sempre foram em vão. A resposta de seus sacerdotes era sempre a mesma: “Nossos deuses exigem mais sangue”.

A Bíblia mostra que o nosso Pai celestial, de fato está irado por causa do nosso pecado; mas, a ira dEle não se parece com a idéia que os índios astecas tinham de seus deuses. Não precisamos temer e nem ficarmos na dúvida concernente ao que precisamos fazer a fim de afastar a Sua ira. Ele mesmo fez isso. Ele ofereceu o Seu próprio sacrifício – o Seu Filho. Por meio de Sua morte, pagou a penalidade e endireitou tudo. Quando Jesus assim fez, a justiça divina foi mantida. O pecado foi coberto, a penalidade foi paga, o homem foi perdoado e teve acesso ao Deus santo. Paulo explica isso em Romanos 3.25,26, quando escreve sobre Cristo: “a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” - RA.

A morte de Cristo também tem aplicações práticas às nossas vidas diárias. Em sua carta às igrejas da Galácia, disse Paulo: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:20 RA). Também escreveu: “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:24 RA). Isso envolve a crucificação do nosso próprio eu, o que significa que devemos desistir de nossos desejos, a fim de fazer somente aquilo que agrada ao Senhor. A crucificação de Cristo deve tornar-se a nossa crucificação. A salvação que Ele nos oferece dá-nos a possibilidade de vivermos uma vida santa – uma vida que realmente agrade a Deus. Isso deve tornar-se uma realidade, quando entregamos as nossas vidas aos cuidados de Seu senhorio, permitindo que o Seu Santo Espírito nos controle (Romanos 8.5-11).

A morte de Cristo pagou pela penalidade imposta ao pecado e satisfez a ira de Deus. A morte de Cristo possibilitou a restauração da plena comunhão entre Deus e os homens. A morte de Cristo satisfez a justiça de Deus, que se volta contra o pecado do homem.

 

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Escrito por homota às 18h40
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26/06/2015


A Doutrina de Cristo - 07.

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Características da Encarnação. A definição da encarnação, estabelecida pelos primeiros líderes cristãos (no Concílio de Calcedônia), realizado no ano de 451 d.C.), estabelece o seguinte: “Nosso Senhor Jesus Cristo era verdadeiro Deus e verdadeiro homem, da mesma substância que o Pai, em todas as coisas, quanto a Sua divindade; mas, em Sua humanidade, igual a nós em todas as coisas exceto no pecado. Assim Jesus é conhecido em duas naturezas: a divina e a humana. Essa duas naturezas são distintas uma da outra. Essa distinção não ficou destruída pela união das duas naturezas, mas as características singulares de cada natureza foram mantidas”.

Esta definição por certo não remove o mistério da encarnação. Pelo contrário, todos os cristãos verdadeiros compartilham do senso de admiração expresso pelo apóstolo Paulo (veja em 1 Timóteo 3.16: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória”. - RA). Haveremos de entender melhor esse difícil conceito, quando considerarmos a união da natureza humana e da natureza divina em Jesus, bem como o significado desse evento sem igual.

Quando falamos sobre as naturezas humana e divina de Cristo, estamos aludindo ao Seu ser essencial, a sua realidade. Quando afirmamos que Jesus tem a natureza divina queremos dizer que todas as qualidades, propriedades ou atributos que uma pessoa poderia usar para descrever a Deus, são usados igualmente para Jesus Cristo. Em outras palavras, Jesus é Deus. Jesus não é apenas como Deus, mas é o próprio Deus.

E quando dizemos que Jesus tem a natureza humana, queremos dar a entender que Jesus não é Deus fingindo-se de homem – Ele também é homem. Ele não é apenas homem, e nem é apenas Deus. Antes Ele é o Deus que se fez carne e habitou entre nós (Veja em João 1.14: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. - RA). Jsus não deixou de ser Deus quando se tornou homem. Ele não trocou a Sua deidade pela humanidade. Ao invés disso, Ele assumiu a humanidade. Em outras palavras, Ele adicionou a natureza humana à Sua natureza divina. Por conseguinte, por causa da encarnação, Jesus tanto é Deus quanto é homem. Ele é o Deus-homem.

Jesus, como o Cristo, tinha todas as qualidades que pertencem aos seres humanos, incluindo qualidades corporais, físicas. Entretanto, não podemos dizer que, no nível mais profundo de Seu ser, Ele é uma pessoa humana. Ele é uma pessoa divina, dotada da natureza humana. Em outras palavras, Ele não acrescentou a personalidade humana à Sua própria natureza; antes, Ele acrescentou a natureza humana a sua própria personalidade. A Sua personalidade divina ocupa o nível mais profundo do Seu Ser. Se Ele não fosse uma pessoa divina, não poderia ser objeto da nossa doração; pois aos servos de Deus é ordenado que adorem somente a Deus.

Portanto, vemos que o Filho encarnado une, em Sua própria pessoa, a verdadeira deidade com a verdadeira humanidade. Dessa maneira, há uma tal comunhão de qualidades em Jesus Cristo que podemos falar a respeito dEle de qualquer maneira que seja próprio falar, tanto a respeito de Deus como a respeito do homem.

Razões da Encarnação. Devido o nosso estado limitado, nunca seremos capazes de entender plenamente por que razão nosso Senhor tornou-se homem. O que poderia ter motivado o Filho de Deus a vir à terra, tornando-se parte de uma raça qu havia caído no pecado, vendo-se cercado pela inveja e pelo ódio dos homens?

Em primeiro lugar, Deus não poderia morrer. E era necessário que houvesse um sacrifício sem defeito, pelo pecado. Visto que a humanidade inteira compõe-se de indivíduos pecadores, Deus tornou-se carne a fim de prover o sacrifício perfeito, pagando a penalidade imposta ao pecado (Veja Hebreus 2.9: “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem”. - RA). Em segundo lugar, através da encarnação, Jesus revelou o Pai à humanidade, em toda a Sua inatingível excelência e beleza espiritual (veja em João 14.7-11). Em terceiro lugar, ao tornar-se homem, nosso Senhor nos forneceu um exemplo apropriado (Veja 1 Pedro 2.21-25). Quando examinamos as Suas reações diante da codição humana, somos capazes de nos identificar com Ele, reconhecendo que o grande alvo da vida cristã é a smelhança com Cristo (Veja em Romanos 8.29: “Porquanto, aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” - RA).

Jesus disse aos Seus discípulos que os estava enviando ao mundo da mesma maneira que o Pai o havia enviado. (Veja em João 17.18: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” - RA e João 20.21: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” - RA). Esse mandamento consiste no anúncio da misericordiosa provisão divina da salvação a todos quantos confiarem. Faz parte da Grande Comissão ir ao mundo inteiro, anunciando o evangelho a toda criatura (Veja Marcos 16.15). Jesus é a provisão divina para a nossa salvação. E nós devemos anunciar essas boas-novas a todas as pessoas.

 

Continua no próximo post.

Escrito por homota às 23h00
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12/06/2015


A Doutrina de Cristo - 06.

 

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Nomes que indicam Deidade. Nomes que só poderiam ser aplicados a Deus são dados a Jesus Cristo, por todas as páginas do Novo Testamento. Os escritores inspirados, com freqüência refiguram-se a Ele chamando-O de o Filho de Deus. Uma voz que se fez ouvir do céu, em duas oportunidades diferentes, afirmou ser Ele o Filho de Deus (Ver Mateus 3.17: “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” – RA e Mateus 17.5: “Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” - RA). E Jesus também empregou esse título para falar sobre Si mesmo (Veja em João 10.36: “então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus?” - RA).

Um outro nome que indica a deidade de Jesus foi predito pelo profeta Isaías, tendo sido repetido pelo anjo que veio falar com José (Ver Isaías 7.14: Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” – RA e Mateus 1.22,23: “ Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco).” - RA). O menino seria chamado de Emanuel que significa “Deus conosco” (Mateus 1.23). A deidade veio viver por algum tempo nesta terra, juntamente com os homens e as mulheres (Veja João 1.14: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” - RA).

O apóstolo João escreveu que Jesus é a Palavra de Deus. Para nós esse título pode parecer estranho; mas, naqueles dias, os filósofos faziam a idéia de que é possível sumarizar toda a razão e todo o poder que há por detrás do poder do universo no conceito de palavra. No grego esse termo era Logos. Esse termo é traduzido na nossa versão portuguesa por Verbo, visto que esse vocábulo é do gênero masculino e Palavra é do gênero feminino. Escreveu, pois, o apóstolo João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” (João 1.14). As palavras ditas por uma pessoa exprimem aquilo que ela está pensando. A Palavra de Deus é o pensamento de Deus, expresso de tal maneira que os homens são capazes de entendê-lo. Deus não está separado de Sua criação. Antes, Ele revela-se a nós. João declarou que a Palavra (Jesus), é Deus desde a eternidade (Ver João 1.1,2: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” - RA).

Jesus também é chamado de Deus. Paulo escreveu dizendo que nós estamos “... aguardando a bem aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2.13).

O nome hebraico Messiah com freqüência era usado em conexão com Jesus. Esse mesmo nome em sua forma grega é Cristo. A tradução portuguesa desse nome seria Ungido. Para o povo hebreu o que era um ungido? Na cultura deles, quando Deus chamava uma pessoa para fazer alguma obra especial, tal pessoa era ungida por algum líder religioso, derramando azeite sobre a cabeça da pessoa selecionada. Isso simbolizava a separação dessa pessoa para aquele serviço ao Senhor. O povo hebreu estava acostumado com a unção dos profetas, dos sacerdotes e dos reis. Assim quando Pedro declarou que Jesus era tanto Senhor como Cristo, os seus ouvintes entenderam claramente o que ele quis dizer (Veja Atos 2.36: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel, de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” - RA). A reação de milhares de pessoas mostra que eles aceitaram a Jesus como o Seu Messias, como o Ungido.

Jesus também era chamado Senhor. Algumas vezes, esse nome era usado como mero título de cortesia; mas em muitas ocasiões, foi usado como respeito pela Sua deidade (Ver Lucas 1.43; 2.11; João 20.28; Atos 16.31 e 1 Coríntios 12.3). Esse nome conforme foi muitas vezes usado para indicar Nosso Senhor, provém do termo hebraico Yahweh. Dessa maneira, Cristo, o Messias, deve ser identificado com o Jeová do Antigo Testamento.

União da Deidade e da Humanidade em Cristo. A doutrina da encarnação foi uma questão que permaneceu sem solução, nos primeiros tempos da Igreja Cristã. A doutrina da Trindade estava solidamente alicerçada sobre Escrituras do Antigo Testamento, sobre a experiência dos discípulos íntimos de Jesus e sobre os escritos inspirados de Novo Testamento. Porém, a questão que produziu muita especulação foi a seguinte: Como seria possível que o Filho eterno, que é igualmente Deus junto com o Pai e da mesma substância ou essência do Pai, tivesse se tornado carne humana , passando a ser um homem como qualquer outro?

Algumas pessoas, na tentativa de explicar a encarnação, enfatizavam de tal maneira a humanidade de Jesus que, para todos os efeitos práticos, negavam a Sua deidade. Mas. Outros faziam precisamente o oposto; salientavam a Sua deidade de tal modo que quase negavam a realidade de Sua humanidade. Eventualmente, os primeiros líderes da Igreja foram capazes de chegar a uma definição da encarnação que continua sendo considerada fundamental para a fé cristã a respeito da pessoa de Jesus Cristo.

 

Continua no próximo post. 

Escrito por homota às 19h34
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